Os novos embaixadores tomam assento no banco traseiro daquele que, por alguns anos, vai ser o seu carro oficial, na capital a cujo aeroporto acabam de chegar.
Minutos volvidos, do banco de trás, a embaixatriz inquire do seu novo motorista:
- Desculpe. Não fixei o seu nome. Como disse que se chamava?
- Mário, senhora embaixatriz, responde o homem.
Segue-se um silêncio, após o que a embaixatriz retorque:
- Ó Mário, dado que o meu marido também se chama Mário, e para evitar confusões, vou passar a tratá-lo por outro nome. Pode ser José?.
- Pode, senhora embaixatriz, diz o motorista, entre o tímido e o assarapantado.
E assim foi, durante mais de quatro anos. Quando, finalmente, chegou o dia em que aqueles embaixadores partiram definitivamente do posto, durante o regresso à cidade, o "José" voltou-se para o diplomata que com ele viajava no carro e perguntou:
- O senhor doutor acha que eu, agora, já posso voltar a ser tratado por Mário?

Ah! Que bom, ter que prescindir da identidade do nome próprio em detrimento do do Sr. Embaixador...
ResponderEliminarBem obviamente que foi por uma causa justa...Ninguém duvida, só na minha opinião subiu à Senhora Embaixatriz algo à cabeça nomeadamente um sintoma de iliteracia que é revelador da ausência de um conhecimento elementar da comunicação interpessoal...
"Restringir o direito de ser tratado pelo Seu nome"...
Pouco "Prosmeira" a Sra...
Isabel Seixas
Por aqui se vê a importância que tem o nome.
ResponderEliminarQue se confundam as pessoas, vá que não vá... Agora os nomes...esses, é que não pode ser.
Um Santo Natal para o Distinto autor deste Blog e família.
Parece-me que reconheço esses embaixadores...
ResponderEliminarSenhor Embaixador,
ResponderEliminarEu também me chamo José e por algumas vezes servi de motorista ao chefe de missão e sua mulher.
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Se o transporte era protocolar o embaixador sentava-se no banco de trás. No regresso sentava-se, no Mercedes, ao meu lado pois o santo embaixador (era mesmo isso) não me queria humilhar.
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Porém um dia fui encarregado ir ao aerporto buscar um número dois ( a sua 1ª comissão no estrangeiro), mais sua esposa.
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Colocadas as malas na bagageira, abri a porta à esposa para se sentar no banco traseiro, entretanto o novo adido abriu a outra porta e sentou-se ao lado da esposa...
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Não gostei da atitude e digo-lhe:"senhor doutor faça o favor de sentar no banco da frente".
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E, claro, cumpriu a minha ordem pois a servir de motorista, mesmo sem boné, não o transportaria....
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Boa consoada e muitas peças bonitas para o 2011.
Saudações de Banguecoque
~José Martins
Senhor Embaixador,
ResponderEliminarPor momentos, pensei que ia ficar a saber onde nasceu o anúncio do "Ferrero Rocher" (...)
Desejo-lhe... um Santo [agora dizem mágico!]e Feliz NATAL.
Cumprimentos
César Ramos
Realmente! Isto há uma ! Fosse eu o motorista !
ResponderEliminarP.Rufino
E agora , Mário!!!!...
ResponderEliminarCertifique-se que não tem qualquer dependência funcional da "Embaixatriz"(A propósito qual é a habilitação exigida, votos de casamento?)e ofereça-lhe o livro de Eduardo Marçal Grilo
Se Não Estudas Estás Tramado...
Ah! Não gaste dinheiro, só essa faltava, mande-lho à cobrança.
Isabel Seixas
Um primo meu que foi diplomata contava-me que um certo embaixador tinha um cão de estimação que se chamava "Baltazar" e nunca o largava dentro da Residência. Um dia recebeu para jantar um governante chamado Baltazar e nem por isso se inibiu de continuar a chamar o cãozinho pelo nome de batismo...
ResponderEliminarO mário aceitou, sabia que continuaria sendo o mesmo, pois "que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob outro nome, terá sempre o mesmo perfume."
ResponderEliminarA história contada no blogue, verdadeira, acredito, não nos diz porem como o embaixador chamava ao motorista mário. Vendo-se que quem ali claramente mandava era a embaixatriz, admito que ele tambem lhe chamasse josé.
(shakespeare: "What's in a name? that which we call a rose/By any other name would smell as sweet.")
magnífica, a fotografia que ilustra a entrada.
ResponderEliminarBom Natal.
Se a Senhora Embaixatriz tratasse o motorista por Senhor Mário, já não haveria confusão possível...
ResponderEliminarFalta algum chá nas bebidas originais de certas damas. E, também, alguma educação. Adquirida, claro!
: ))))
ResponderEliminarOptima idéia...vou ja propor à minha mae se nao se quer passar a chamar Maria !? Mas como é que eu nunca me tinha lembrado disto ??? Tanta correspondência trocada, tantos oh Julia ?...Nao. A tua mae. Tantos Julinha (do lado de ca da fronteira) e Julita (do lado de la).
OBRIGADA !
Francisco, a minha prima Cristina também tinha um cao que se chamava Baltasar mas quando descobriu que o vizinho do lado tinha o mesmo nome, passou a chamar o cao BALTA : )
E a Senhora Embaixatriz não se ter lembrado de Ambrósio, teve o motorista muita sorte!
ResponderEliminarIsabel BP
Ja agora !
ResponderEliminarE o senhor motorista também tinha o mesmo apelido que o casal de embaixadores ? : ))
Afinal senhor Morais, Azevedo, etc também nao é desagradavél ; )
PS A minha mae têm o mesmo apelido que eu...e nao aceitou a proposta de Maria... nem "do O" (o seu segundo nome proprio) : (