quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Strauss-Kahn

A propósito da crise económico-financeira, o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, numa conferência em Genebra, afirmou que "a situação na Europa continua muito preocupante".

Aqui está um exemplo do que pode ser uma boa ajuda do FMI à imagem da economia europeia perante os mercados.

11 comentários:

Luis Tiburcio disse...

Concordo consigo Sr. Embaixador. Assisti a essa conferencia e pensei que essa afirmação é consistente com a agenda ‘não tão oculta’ do FMI. Na mesma conferencia, em resposta a uma pregunta colocada pelo jornalista moderador do debate que se seguiu, o Director do FMI tambem afirmou que continua a ser de esquerda, isto é, continua preocupado pelas desigualdades e pela necessidade de analisar os problemas contemporãneos desde uma certa perspectiva humanista...

Helena Oneto disse...

Senhor Embaixador,
Preso por ter cão ou por não ter?

Mônica disse...

Senhor Embaixador
Tomara que não atinja o Brasil.
com carinho MOnica

Helena Sacadura Cabral disse...

Preso por ambos, cara Helena O.
Mas SK, qualquer dia, pode estar mesmo a comandar a França e então veremos como andará o seu lado esquerdo!

Anónimo disse...

“…director do FMI continua a ser de esquerda, isto é, preocupado com as desigualdades, etc e tal, mais o ingrediente da perspectiva humanista…”! Isto do director do FMI ter este tipo de preocupações é deveras comovente! Imagino aqueles humanistas do FMI, de cada vez que têm de se debruçar sobre um país, para lhe “receitar” umas tantas “curas” e outras “purgas”, a fim de lhe “aliviar” a economia, o quanto sofrem, o quanto lhes custa, o quão difícil se lhes torna, terem de mandar aplicar o tal receituário. Sobretudo, quando se tem de exigir um sem número de sacrifícios (reduções salariais à classe média, aos mais desfavorecidos, reformados, funcionários públicos - tudo isto aliado a uns tantos aumentos de impostos - enfim, esses causadores principais da crise em que tanto país se encontra mergulhado), que, todavia, nem lhes passa pela cabeça, a eles, os tais”humanistas de esquerda”, alguma vez terem se aplicar a eles próprios! O director do FMI faz lembrar-me, não sei porquê, a Nossa Senhora dos Remédios, sem desrespeito nenhum para aquela Santa! Sem ser crente, preferia, apesar de tudo, ter por companhia a dita do que o dito.
Aqui há um mês, li uma entrevista, num qualquer jornal estrangeiro, de um alto funcionário daquela “humanitária instituição”, dada por um lúcido e perspicaz colaborador de origem indiana, que tocou, bem fundo, na ferida sobre no que é, sobretudo hoje, o FMI, com criticas abertas ao controlo dos EUA daquela instituição e fazendo pertinentes e oportunas sugestões sobre a sua reforma, ou de como deveria, no futuro, passar a funcionar. Frisou contudo que enquanto se mantiver o controlo económico e político de Washington e o USD continuar a deter a relevância que tem enquanto moeda de referência mundial, não há possibilidade, a prazo, de se poder proceder a alterações significativas na forma de actuação daquela instituição financeira internacional. Assim sendo, resta-nos, a nós eventuais alvos da sua interferência, rezar para que o humanismo do seu director se sobreponha ás “maléficas” exigências de ainda mais austeridade. Vou colocar umas tantas velas à Senhora dos Remédios. Quem sabe se a Sua interferência se fará sentir e deste modo evitar-nos males maiores!
P.Rufino

Anónimo disse...

Hard Times - de facto . O nosso dr. V. Constâncio também anda na mesma onda segundo me apercebi. Somos todos de "gauche" e do FMI! Maravilha...

Cunha Ribeiro disse...

Apesar de tudo, Sr Embaixador,

não seria preferível uma dolorosa e universal injecção ( FMI) que curasse a doença, do que uns comprimidos azedos e ineficazes tomados só por alguns( PECs e Orçamento 2011) que não acabam com ela?

Anónimo disse...

Concordo com a perspectiva do comentário de Cunha Ribeiro.

Talvez seja preferível um antídoto geral do que cortes cirúrgicos apenas sectoriais.

Não sou pessimista mas, desta vez, receio que se entre num ciclo vicioso porque as grandes despesas públicas continuam intocáveis.

Isabel BP

LP disse...

Hoje de manhã, nem precisei de café para despertar da noite de bom sono que, felizmente, ainda consigo. Então foi assim nas notícias da TV:
"O governo irlandês injectou capitais públicos para salvar a banca da falência. Agora, vai esta distribuir 40 milhões de euros em prémios aos seus gestores."

Mas isto, claro, é na Irlanda!..

Helena Sacadura Cabral disse...

Ai caro Cunha Ribeiro, infelizmente, tem bastante razão. Mas o FMI é que não quer vir para cá, porque com este governo e oposição alternativa, ninguem se quer comprometer...
Caro P.Rufino tenho um medo destes humanistas de esquerda que não calcula. Não são de esquerda e muito menos humanistas!
Quanto a VC é muito de ambas as coisas. Só que anda muito esquecido. Acontece, quando o dinheiro não falta!

patricio branco disse...

Curiosas noticias que aparecem hoje 15 maio na imprensa sobre dsk.
Demolidoras para uma carreira politica, se é verdade.
Mas talvez seja tudo uma trama ou armadilha ou mentira para o "lixar"