Os novos embaixadores tomam assento no banco traseiro daquele que, por alguns anos, vai ser o seu carro oficial, na capital a cujo aeroporto acabam de chegar.
Minutos volvidos, do banco de trás, a embaixatriz inquire do seu novo motorista:
- Desculpe. Não fixei o seu nome. Como disse que se chamava?
- Mário, senhora embaixatriz, responde o homem.
Segue-se um silêncio, após o que a embaixatriz retorque:
- Ó Mário, dado que o meu marido também se chama Mário, e para evitar confusões, vou passar a tratá-lo por outro nome. Pode ser José?.
- Pode, senhora embaixatriz, diz o motorista, entre o tímido e o assarapantado.
E assim foi, durante mais de quatro anos. Quando, finalmente, chegou o dia em que aqueles embaixadores partiram definitivamente do posto, durante o regresso à cidade, o "José" voltou-se para o diplomata que com ele viajava no carro e perguntou:
- O senhor doutor acha que eu, agora, já posso voltar a ser tratado por Mário?
