quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Carlos Pinto Coelho (1944-2010)

... e assim, "acontece"! Morreu Carlos Pinto Coelho, um homem que tinha em si todo o entusiasmo do mundo e que, por muitos anos, com aquele sorriso aberto, ajudou, diariamente, a divulgar a cultura portuguesa.

Alguns recordarão também aquela forma tão característica de apresentar o "Jornal" da RTP2, que levou Herman José a criar um "boneco" nele inspirado, sem que o Carlos com isso se ofendesse. E outros reterão para sempre aquele que foi o eterno homem da rádio.

Lembro-me do curioso dialogo que uma noite estimulou, na RTP, entre o embaixador Calvet de Magalhães e eu próprio, sobre a diplomacia e as suas histórias. O que me deu algumas ideias...

Um dia, quando uma patetice de alguém o afastou de fazer o que gostava e fazia bem, o Carlos Pinto Coelho disse-me que ia para o Alentejo. Depois, voltou, creio para a TSF e para a sua eterna RTP. E agora, partiu. "Acontece"...

Até sempre, Carlos!

18 comentários:

anamar disse...

Estou no Rio, por dias, e cheguei agora aqui.
Fiquei triste.
CPC foi para mim e muitos um ídolo, uma certeza do bom gosto...
Ainda há 3 semanas o ouvi na rádio, no seu "ACONTECE"...
aBRACO

margarida disse...

Eis uma notícia que não queria ler nem comentar.
Mais uma, mas 'uma' especial.
Gostava dele.
O mundo esvazia-se rapidamente de gente boa.
Faz muito frio...

Anónimo disse...

Até sempre...

Até sempre é um cumprimento de mérito
Respeito, insuspeito até ao cemitério
Até sempre,só para gente que é gente
Corporiza o sonho que é ser influente

Influente, suscitar deveras admiração
Alguém que é alguém cabeça e coração
É luz,sorriso,árvore,livro ,alvorecer
Exemplo preciso pessoa ciclo renascer

Todos nós demos conta que foi embora
Agora só volta para quem o ama e chora
E a pena é só a nossa triste e vaga remissão

Existe e resiste à nossa própria compaixão
De nós na antecâmara da finitude
presente no ausente
A melhor e prudente verdade banimos
No até sempre...

Subscrevo a Margarida Só no...
Gostava dele, Imenso fazia-me parar para o escutar...

Isabel Seixas

Pretendia escrever um soneto, mas o duas ou três coisas não me dá espaço...

José Martins disse...

Senhor Embaixador,
Assim "Acontece" tristes notícias e esta uma das que me chocou depois de me levantae às 7 da manhã e ouvir a notícia pela RTPi.
Saudações de Banguecoque
José Martins

César Ramos disse...

... "O Senhor Acontece" - assim gostava que lhe chamassem - partiu e, com muita mágoa, mais nada podemos fazer além de o guardar na memória e incluí-lo nas nossas orações (...) Deixou obra e a prova disso, está nas injustiças que sofreu, por ser uma figura de grande valor.

César

Anónimo disse...

Olá Pai

Hoje a nudez do amieiro faz-me tiritar
A Tua presença no meu coração ativa
O lembrar
Quase me conformo com a tua física despedida
Deixo-me, pieguices assumo idoneidade
Vida

Vejo as horas está na hora do Nosso
Tempo
Psico motricidade matinal cafeína
Acende o alento
E somos só um Tu,eu,zé Né João Gina
Mãe
E somos ricos tão ricos todos juntos, Alguém

E na tua campa cada flor expressa sentimentos
Inalienáveis proficuos emanando
A Tua Aura
Personalizam o teu ser agora etéreo
Anjo de guarda

Nós em romaria cada uma de sua vez teus por tentos
Matamos a sede de Ti com olhares e gestos
Dieta sem gosto travo saudade
mudos protestos

Tua filha, basicamente
Uma filha
Isabel Seixas

patricio branco disse...

Tomo conhecimento, pelo blogue, do desaparecimento de CPC.
Sempre senti, até hoje, que era uma pena terem eliminado aqueles minutos diários de simpatia e comunicabilidade onde ele fazia uma especie de telejornal da cultura.RIP

Julia Macias-Valet disse...

:' (

Armenio Octavio disse...

Olá

Sinto-me triste, é um dia triste, desaparece uma das figuras emblematicas da divulgação cultural em Portugal.

Uma patetiçe é um eufemismo para o que fizerram ao aconteçe...

Abraço faternal

Portas e Travessas.sa disse...

Grande perda para o jornalismo e não só - não perdia pitada.

Pena é, que não deixa "escola".

A "escola" agora é para habilidosos, uns, outros, são "toxicodependentes"

Perdem-se valores de referência

Unknown disse...

O Carlos e eu conhecemo-nos na Faculdade de Direito, era ele um puto chegado de Moçambique e eu um calmeirão, pois tinha mais três anos de idade. Fizemos uma Amizade que, se possível, foi aumentando dia-a-dia. Mas que foi sempre a mesma, sem hiatos, nem zangas, sequer azias. Trabalhámos juntos em muitos sítios.

Mas foi no Jornal Novo que mais gozámos. Os almoços no 31 da Armada, onde todos os dias se armavam e desarmavam revoluções, golpes, contra-revoluções, contra-golpes, sobretudo militares, foram o expoente máximo. Bué da fixe. O Grupo dos Nove - também.

Estou abananado. No meu blogue pus um escrito mal amanhado. Penso que não deve prestar; mesmo assim, o Carlos merece tudo, mesmo o que não presta. Eu, pelo menos, não o matei pelas costas. Percebeu senhor Morais Sarmento? Acontece...

diogo disse...

sempre " acontece " , infelizmente cedo demais ...

Helena Oneto disse...

Não me lembro de ter visto ou ouvido Carlos Pinto Coelho. Que pena ter perdido a sua cultura e um sorriso destes! Infelizmente não deixou escola...

Anónimo disse...

A morte do Carlos Pinto Coelho deixou o país mais pobre.

É na televisão que se tem notado mais a falta de jornalistas e comunicadores deste nível intelectual, mas, infelizmente, prevalece o "show off" porque o único objectivo é o share de audiência.

O "boneco" nele inspirado era o Carlos Filinto Botelho no "Tal Canal", um dos marcos da história da televisão em Portugal.

Isabel BP

César Ramos disse...

... li vários lamentos de que Carlos Pinto Coelho não deixou 'escola'!

Então não acham que a escola está montada com alicerces de capacidade, paredes de bom exemplo e telhado que abrange todas as pessoas que tiverem vontade?

É só interromper o intervalo forçado, e as aulas continuarão...

Anónimo disse...

Que bonita a arquitetura de Escola que "César Ramos" expressa.
Gostei a sério e subscrevo.
Isabel Seixas

Dylan disse...

Aconteceu que um ministro prepotente acabou com o primeiro telejornal cultural português que durava há 9 anos "porque saía mais barato pagar um viagem à volta do Mundo a cada telespectador do programa do que o manter"; aconteceu que alguém se esqueceu de quem desbravou o caminho para a RTP Internacional e RTP África e, como recompensa, foi enviado para as catacumbas da RTP Memória; aconteceu a alguém que criou um novo conceito de jornalismo cultural transformando-o em serviço público, acessível a todos; aconteceu a alguém que amava a fotografia e o jornalismo à antiga, sem submissões. E assim Acontece(u) a Carlos Pinto Coelho.


http://dylans.blogs.sapo.pt/

Anónimo disse...

O MIL: Movimento Internacional Lusófono (www.movimentolusofono.org) vai promover a 22 de janeiro uma uma sessão evocativa do jornalista português Carlos Pinto Coelho, recentemente falecido, que se salientou pela divulgação da cultura lusófona.

A sessão irá decorrer, em princípio, na nossa sede (R. Mouzinho da Silveira, nº23, Lisboa) no dia 22 de Janeiro, pelas 16 horas.

http://www.movimentolusofono.org/2010/12/23/homenagem-mil-a-carlos-pinto-coelho-2/