quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Vigília


Não resisto a transcrever, do seu blogue Tim Tim no Tibet, o poema do meu colega embaixador Luís Filipe Castro Mendes, intitulado "Vigília":

Não te deixes adormecer: 
é o que dizem a quem luta por estar vivo,
é o que nos dizemos quando
o frio já entrou muito fundo dentro de nós
e toda a vida se deixou cobrir de nevoeiro.

Não, eu não me deixarei dormir.
Descansa, tu que cada madrugada 
encontras as minhas mãos 
a afastar o frio e o nevoeiro.
Eu não me deixarei dormir.
Nós não nos deixaremos dormir.
O nosso amor é uma vigília sem quebras
e nunca nenhum povo se deixou hibernar.

Em tempo: e, para quem estiver em Lisboa, porque não dar uma saltada aqui.?

10 comentários:

Anónimo disse...

Lindo poema. Oxalá que assim seja. Que nunca nenhum povo se deixe hibernar...
José Barros

Anónimo disse...

lindo. obrigada.

Anónimo disse...

Muito Bem - Parabéns ao poeta e embaixador Luís Filipe Castro Mendes. Gosto muito. Daniel Ribeiro

Anónimo disse...

Excelente poema do Embaixador/Poeta
mais há mais,não há?

Anónimo disse...

Felizmente em tempos dificeis de crise há sempre homens poetas que incitam a resistir e mater a determinação.

Julia Macias-Valet disse...

Caro escriba, deixo-lhe aqui a mesma frase que deixei em casa do poeta :

« La liberté et la démocratie exigent un effort permanent. Impossible à qui les aime de s'endormir. »
de François Mitterrand
excerto de uma entrevista ao jornal L'Express em julho de 1989

Helena Oneto disse...

Bem aventurado dia em que o “nosso” Tim Tim, veio do Tibete, pelA pista indiana, com As Sete Bolas de Cristal para o Temple du solei. Sem Voo 714 para Sydney, Perdidos no Mar ou na Ilha Negra, o grande poeta Alcipe afasta-nos do frio com As Jóias da Castafiore.
Merci, Tim Tim!

Isabel Seixas disse...

Há poemas que são as forças vivas na travessia do marasmo.

Este estimula,como mãos seguras no leme.

É tão bonito.

Ás vezes é tão sensato não resistir.

Parabéns também ao Sr.Embaixador Poeta, também se faz Abril com poesia.

patricio branco disse...

uma curva descendente na 1a estrofe, ascendente na 2a.
prémio bem atribuido, claro.

patricio branco disse...

bem adequada a fotografia ao poema, algo negro ou cinzento, puxando para baixo, mas mostrando a saida ascendente