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quarta-feira, março 03, 2010

Clima

Claude Allègre é um cientista e político francês que não teme a polémica. Ministro da Educação no governo socialista de Lionel Jospin, saiu em conflito com o setor. Recentemente, foi dado  praticamente como certo que poderia integrar o governo do presidente Sarkozy, mas isso acabou por não ter lugar.

O carácter mais polémico de Claude Allègre advem, contudo, da sua posição altamente reticente em aceitar alguns dos pressupostos vulgarmente avançados sobre o tema do aquecimento global. Não sendo necessariamente um "negacionista", Allègre tem dúvidas sobre o bom fundamento das teorias de relação causa-efeito que estão em moda e, recentemente, expô-las num livro.

Hoje, no "Le Monde" (de amanhã...), sintetiza em cinco pontos o que pensa:

- o painel da ONU designado GIEC (grupo intergovernamental de peritos sobre as alterações climáticas) é culpado por "erros científicos graves" e o seu método de decisão por consenso, que silencia as opiniões minoritárias, é "incompatível com a ética da ciência".

- o planeta pode estar ameaçado de um aumento a 1 ou 2 graus centígrados de temperatura... mas dentro de um século. Mas pode, igualmente, estar ameaçado de uma baixa das temperaturas.

- o CO2 é uma ameaça quando "em excesso", porque acidifica os oceanos e também porque é de boa política economizar as energias fósseis. Mas é errado imputar-lhe todos os males.

- há uma "ideologia do aquecimento climático" promovida pelos ecologistas. É necessário reencontrar, neste tema, as leis elementares do debate científico - aberto, contraditório sem apriorismos.

- em Copenhague, a "rebelião" dos países emergentes ficou a dever-se à recusa de um "neocolonialismo rastejante, encostado a interesses financeiros de que um dos principais porta-vozes é Al Gore", representando um "ecobusiness" que também existe em França.

Este é um debate sobre o qual não tenho conhecimentos que me levem a dar a menor opinião, mas que sigo com interesse. Tenho, contudo, uma curiosidade: há quantos dias terá sido enviado este artigo para o "Le Monde"? Posso estar enganado, mas suspeito que terá sido antes das recentes cheias...

Entrevista ao "Público"

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