sexta-feira, março 12, 2010

Villaret

João Villaret (1913-1961) foi um "diseur" de poesia que marcou muito a minha geração. Dele guardo a imagem "a-preto-e-branco", como era então a (única) televisão desse tempo. Os seus discos, que recomendo vivamente, são uma apelativa introdução à poesia portuguesa.

Hoje, por uma qualquer razão, aparece-me partilhar esta sua vibrante versão do Cântico Negro, de José Régio. Ouçam-no bem, até ao fim.

8 comentários:

  1. Anónimo07:28

    Bem em sintonia...
    Sei que vou por aí compulsivamente é também o Meu caminho sem apelação nesse barco espírito de contradição a perscrutar atalhos e caminhos escondidos vedados e vedados à outra dimensão aquela da aparente negação da razão...
    Também sei, mas fica-me a auréola de mistério se é mesmo por opção.
    Isabel Seixas

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  2. Senhor Embaixador, cuidado que se esta a aculturar ; )
    Porque nao : declamador ?

    Eu sempre que oiço o nome de Joao Villaret é "A Procissao" que me vem à memoria com a cadência dos passos e as recordaçoes olfactivas do desfile religioso das Festas de Nossa Sra. do Carmo...e dos sapatos novos que nos"mordiam" os pés : (

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  3. Anónimo11:18

    Lindo

    Obrigada Sr .Embaixador

    Carlota Joaquina

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  4. Anónimo12:53

    Mário Viegas foi, mais tarde, outro excelente declamador de poesia. O Manifesto Anti-Dantas é ainda hoje memorável. "Pim!"
    P.Rufino

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  5. Anónimo13:04

    Cara Carlota Joaquina: um abraço ao Pedro, saudades ao João e tenha cuidado com o Miguel, que anda em más companhias.

    Francisco

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  6. Senhor Embaixador, que curioso. Ainda ontém, numa tertúlia de amigos - continuo a praticar este hábito -, o tema da conversa foi Oulmain e Villaret. Com quem tive, aliás, o prazer de conviver, durante uma época boémia e feliz e da minha vida.
    A boémia, esse lado um pouco e lúdico de todos nós, vai permanecendo, pese embora em menor grau porque, "noblesse oblige", e não quero ser arma de arremesso contra aqueles que amo e escolheram uma profissão que é demasiado pública.
    Mas enquanto puder, esses duas facetas da vida - a tertúlia e a boémia - irão acompanhar-me e alimentar uma alegria de viver que não dispenso.

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  7. Grande parte das minhas memórias dessa época são, também, a-preto-e-branco.
    Não fui por "aí". Mas hoje, quando penso, a cores, nos caminhos difíceis que escolhi, tenho a certeza que fiz bem.

    Faz bem recordarmo-nos!

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  8. Para mim João Villaret foi durante a minha adolescência o introdutor das poesias de Fernando Pessoa que me deixaram fascinado! Fazem realmente falta declamadores poéticos da craveira de J. Villaret e de M. Viegas no país...

    Saudações cordiais, Nuno Sotto Mayor Ferrão
    www.cronicasdoprofessorferrao.blogs.sapo.pt

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