A Europa esteve no centro de duas conversas diferentes e bem distintas que tive: um jantar ontem com o escritor Amin Maalouf e um almoço hoje com o conselheiro para os assuntos europeus do presidente Sarkozy, Fabien Reynaud.
Duas gerações, duas inteligências brilhantes e duas perspetivas que se cruzam na existência de interrogações - embora não as mesmas - que também partilho.
A sensação que, quase sempre, retiro das conversas que por aqui vou tendo é que a Europa e o seu futuro são hoje muito mais um menu de interrogações de que um manual de respostas credíveis para os problemas que temos perante nós. E que o grau de euro-entusiasmo, para aqueles que o partilham, varia na razão direta da fé que cada um coloca na eficácia das novas instituições, cujo dealbar - todos concordam - se mostra algo titubiante .