sábado, 27 de março de 2010

Reizinho(s)

Por uma qualquer razão lisboeta de ocasião, apetece-me hoje deixar aqui a imagem - que alguns já não recordarão - do Reizinho, essa figura dos "comics" com que algumas gerações muito se divertiram.

Ora aqui está uma personagem digna dos sonhos dos bobos da inexistente corte que por aí hasteiam, sob a coragem da noite, a sua patética nostalgia.

58 comentários:

Helena Sacadura Cabral disse...

Pela mesma razão, acidentalmente lisboeta, acho que este rei vai muito vestido!

Anónimo disse...

A quem se referirá FSC? Estou curioso! Sim, porque publicar este "inocente" Post...trás água no bico. Fica o desafio, para os próximos comentadores.
P.Rufino

Helena Sacadura Cabral disse...

Ah! Ah! amigo Rufino...
E as "bandeiras" dão-lhe alguma pista?!
:))

Anónimo disse...

Pois eu não percebi...Talvez porque nem sou acidentalmente Lisboeta, nem me importo.

Então vou pedir uma sugestão a quem sabe...
Amanhã 29 de Março o meu marido faz cinquenta anos, numa tentativa de lhe oferecer algo original de preferência inédito, perguntei o que se oferece a um homem que faz 50 anos?!...

A resposta veio de uma senhora que nos padrões actuais de moda(se fosse antigamente era tísica)tem tudo no sítio, disse:

A um Homem que faz cinquenta anos oferecesse-Lhe uma Mulher de 30...

Bem subentendi que com 30 anos de relação a prenda Sou Eu...

Daí, Aí vai o nosso top Model
Reizinho

Folar de Chaves

1kg de Farinha
12 ovos
125 gr. de Manteiga
30 gr de fermento de padeiro
1 colher de sopa de sal
4 colheres de sopa de azeite caseiro
Carne gorda , linguiça , salpicão

Juntar os ingredientes
Não esquecer os ovos "mornos" em água quente, a manteiga derretida em banho Maria.

Deixar levedar 50 minutos( De preferência na cama depois de envolvido o recipiente/alguidar com um pano limpo, a massa vai-se "deitar" cobrindo-a com a roupa).

Cortar a massa, molda-la nas dimensões do folar que se quer fazer, por exemplo uma bola de massa dois terços do folar produto final, deixa-se levedar mais meia hora em cima de um tabuleiro, a massa pousada num pano tipo tecido de lençol branco, devidamente coberta e aquecida com um cobertor.

Moldar finalmente o folar espalmando a massa e colocando a carne espalhada, deixando livres as extremidades que se dobram para o interior em toda a volta, sobrepondo-se um dos lados da massa ao outro que constituirá a base. Depois de formatado o folar deixar levedar mais 3/4 de hora.

Vai a cozer em forno a lenha previamente aquecido ( com menos intensidade do que para o pão)ou então em forno elétrico a 180º, cerca de 1 hora.

"Patética nostalgia a do colesterol"
Degustem-no, podem sempre comprá-lo em chaves é todo bom.
Isabel Seixas

PS Está na altura de programar a dádiva do folar aos afilhados , hoje dá-se e recebe-se o Ramo.

Anónimo disse...

Que delícia de bolo (ou prenda)! Fiquei com a receita, já que gosto de cozinhar. Ah e a acompanhar? Um bom tinto, naturalmente.
Ainda ontem estive a passar o dia numa quinta de um amigo, para os lados de Sintra e comi um belo presunto. Agora, não sei se seria de Chaves!
P.Rufino
PS: Há muitos anos, ainda jovem, tive uma história "macaca" com um presunto, que meu pai tinha comprado em Lamego, que estava estragado, com bicho, e como eu passava lá de viagem, pediu-me para o ir lá devolver. Como fazia um calor danado, era Agosto, os "bichos" do presunto desenvolveram-se e transformaram-se em pequenas moscas, que eu desconhecia por estar todo entrapado. Quando o entreguei na loja e o homem o destapou, a "moscaria" voou por tudo que era canto na loja, para cima dos outros enchidos e presuntos, fugiram duas clientes e eu tive de "cavar" dali para fora, não só para evitar a raiva do homem, como pelas moscas. E vim de lá sem o dinheiro que era suposto ter sido devolvido. Foi uma chatice! O homem aos berros a dizer-me que lhe tinha estragado o negócio, enfim!
De regresso, o meu pai fulo comigo prometeu não voltar a comprar presunto dali. Ainda lhe disse, procurando confortá-lo: "da próxima, vá a Chaves. Lá é seguro, o presunto!" Fulminou-me com o olhar, julgando que eu o estava a gozar.

Anónimo disse...

Com "por uma qualquer razão lisboeta" evocou-me, por ironia, uma bem exacta imagem portuense, anos 50, Primeiro de Janeiro, aos domingos. Julgava que já tinha quase esquecido mas estas coisas não se esquecem.
Obrigado,
Ferreira Fernandes

Anónimo disse...

Porque será que estão em Paris os três únicos diplomatas com opinião?

Anónimo disse...

Também por acidente numa busca na net fui tropeçar qui http://www.reifazdeconta.com e mais não digo que a coisa tem pano para mangas....

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador o que um rei que não vai nú pode provocar?!
Ri a bom rir com estes post´s.
Isabel, haverá melhor presente para um marido que faz 50 anos, do que ter, ao seu lado, uma mulher como a Isabel? Diga-lhe, da minha parte, que a estime bem. E dê-lhe muita ternura, reinventando o amor. Depois...mas só depois, dê-lhe um belo e bom relógio, o acessório masculino de eleição!
E um bem haja por mais esta receita que vou experimentar porque é diferente da minha!
P.Rufino solucei de riso com o seu presunto. E como boa beirã, digo-lhe que há lá fumeiros fabulosos.
:))
Ferreira Fernandes, vantagens da maturidade. Lembramo-nos sempre de alguma coisa!

Anónimo disse...

Curioso criticar-se os devaneios de uns quantos simpatisantes monárquicos (e aquela fobia de colocar a bandeira em tudo que é sítio, para mal-estar dos autarcas) e passar ao lado da eleição do líder do principal partido de oposição.
Albano

Helena Oneto disse...

Rei só de copas, e nem todos... mas o folar da Isabel Seixas, esse sim, deixa-me água na boca.

Anónimo disse...

Senhor Embaixador...

E a resposta é o silêncio...
Que clama sabedoria
E sorri aos Enigmas
Embalsamados num Tempo
Só de si velho alento
De segredos embalados...


Então Dra. Helena

Acho que finalmente consegui alguém credível para convencer o meu marido...
Vamos ver se a Sra. consegue banir o efeito Santos da casa não fazem milagres, faça quem as fizer quem as paga é a minha Mulher...

Quanto ao relógio...
Ah!!!Ah!!!
Na Mouche...
Comprei um bonito e de marca, bem masculino e viril ao estilo do Eu do meu marido, mas o que me convenceu...
Foi a Nova modernidade Poética...
Um fundo Ouro/Rosa...

De uma coisa estou certa, continuo a olhar o meu marido com uma curiosidade eterna...
Como é que ele consegue?...
Aturar-me claro...
Isabel Seixas

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Senhor Embaixador

Não acha que os Paises com "Reizinhos" até têm uma qualidade de vida muito superior a este nosso País à Beira Mar plantado?

Espanha - Inglaterra - Suécia - Noruega - Luxemburgo - Bélgica - Holanda - Dinamarca - Lieshtenstein - Mónaco

Não acha Senhor Embaixador que no actual momento em que vivemos no nosso País coma total ausencia de valores será que é a altura para pensarmos numa alternativa a um regime gasto e que já deu tudo o que tinha a dar?

Peço-lhe que pense um pouco nisto.

Com os melhores cumprimentos

José Tomaz de Mello Breyner

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro José Tomaz Mello Breyner: Agradeço o seu delicado e sereno comentário.
Não me parece que o atual regime português tenha, de forma alguma, esgotado as suas potencialidades. Pelo contrário: acho que ele tem mostrado uma flexibilidade e uma sabedoria nos seus mecanismos que o tem feito estar à altura das tensões a que tem sido sujeito. Mais do que uma questão de República/Monarquia, o problema português prende-se hoje com questões de desenvolvimento e de declínio cultural, que aconteceriam num qualquer contexto institucional. Mas esta seria uma longa (embora útil) discussão.
As atuais monarquias europeias existem porque, num determinado momento histórico complexo para os respetivos países, os titulares formais da chefia hereditária desses Estados souberam encarnar o interesse coletivo e, por essa via, conseguiram reforçar a sua legitimidade perante o povo. Em troca, a maioria deles perdeu o poder efetivo e foi neutralizado como elemento simbólico - o que dilui o argumento de que poderiam funcionar como fator solucionador de crises. Tal foi o caso, nos tempos da 2ª Guerra Mundial, do Reino Unido, da Noruega, da Suécia, da Bélgica e da Dinamarca, com os exemplos residuais e menos significativos do Luxemburgo, do Lichtenstein e de Mónaco. E como seria, mais tarde, o caso do rei Juan Carlos, em Espanha.
Porém, os monarcas que não souberam estar à altura desse desafio - como na Itália e, mais tarde, na Grécia - caíram inapelavelmente.
A história europeia também prova que as monarquias não "regressam", como bem o mostram os casos da Bulgária ou da ex-Jugoslávia. E como é também óbvio no caso português, por muito que isso desagrade a quem, como José Tomaz Mello Breyner e muitos amigos meus, mantém uma respeitável fidelidade aos ideais monárquicos. Pessoas que espero privilegiem os debates de ideias e se não revejam nos "golpes de mão" noturnos, de reimplantação monárquica pela via calada do hastear da bandeira.

FLV disse...

Presumo que o distinto embaixador prefira o reizinho Soares e a sua dinastia, aliás tónica na familia Socialista: Soares, Canda, Cravinho e tantos outros.
Ou talvez prefira o novo reizinho (talvez esse prefira o título de imperadorzinho) com palácio no Largo do Rato e que, em vez de distribuir títulos, distribui lugares nos CA das empresas de todos os portugueses!
Pelo menos antigamente sempre se ganhavam os títulos a conquistar territórios...

João Afonso Machado disse...

Senhor Embaixador:
Do pouco que sei, o seu cargo obriga-o a ser diplomata.

O meu não. Mas mesmo assim não lhe respondo à letra.

João Afonso Machado

margarida disse...

..tema sensível, Excelência (é de propósito, para arreliar... ;) .
Quedei-me sossegadinha (mas triste) com a acidez do seu 'post' (e lembro-me do bonequinho do Rei gordinho, pois).
Tendo a ouvir as sensibilidades e a comover-me com elas. Era uma orgulhosa republicana, com fervor pelo hino e amor pela bandeira, mas descobri nestes últimos dois anos outra visão; através de vários novos amigos blogosféricos monárquicos tomei real consciência de que afinal, a verdade é que a monarquia existiu desde sempre e o seu fim foi vil, indigno de tantos valores com que hoje se emitem hossanas à república. E revi ideias, sem deixar de amar profundamente os símbolos daquilo que prezo acima de quaisquer ideias e, sobretudo, pessoas: o meu País.
Portugal é uma História que nos orgulha, mesmo com capítulos negros.
Fomos um povo que marcou o mundo e, mesmo que atablhoadamente, creio que ainda tentamos, como um colectivo, fazê-lo.
Amo o meu país como se fosse o cerne do que sou como ser humano, e respeito o sentir veemente tanto de monárquicos como de republicanos.
As acções mais ou menos folclóricas a que todos (todos!) se prestam às vezes, fazem-me sorrir.
A sua resposta cordata ao sentido comentário de José Tomáz Mello Breyner adoçou o 'post' e agora apetecia-me abraçar os dois, vê? (eu sou muito sentimental)
A tolerância e a compreensão pelas ideias e visões alheias tornam-nos imensamente mais felizes.
Fazem-nos pensar mais profundamente, questionar dogmas, ver além.
Mesmo que permaneçamos fiéis aos nossos ideais, ver de outra maneira é, de alguma forma, ver melhor.
Merci. :)

João Pedro disse...

Senhor Embaixador, talvez lhe deva relembrar que as monarquias também voltam, como aconteceu com Don Juan Carlos, e que se a Grécia hoje é república, já o havia sido antes, e depois regressou à monarquia. E no ex-Leste da Europa, o regresso dos Reis, derrubados por nazis e/ou comunistas, é uma hipótese cada vez mais viável.
Quanto ao hastear da bandeira nacional até 1910, são gestos de irreverência,misturados com boa-disposição e desafio, bem diferentes das campanhas vis dos republicanos contra os Reis, que culminaram no morte pelas costas de D. Carlos e D. Luis Filipe e na tomada do poder por uma centena de arrivistas e terroristas, uma vez que com eleições apenas obtiam resultados modestíssimos.

João Távora disse...

Muito me apraz que incomodemos funcionários como o Sr. Embaixador. Só por isto vale cada uma das bandeiras hasteadas.

Filipa V. Jardim disse...

Ena tanta gente no blog do senhor embaixador...Estão a tentar meter o senhor numa "carga de trabalhos"?E tudo por causa de uma simples bandeira. Uma bandeira não, perdão: tudo por causa do copy paste que o Senhor Embaixador teve o trabalho e a fineza de realizar. Retirando tempo ao seu certamente pouquissimo lazer, por causa de uma simples bandeira.
Isso é que me intriga: Cada vez que se levanta uma dessas bandeiras, ele é televisões, jornais, Chama-se a guarda, os bombeiros, levantam-se gruas. Agora, até parece que vai meter Ministério Público e, chique dos chiques: o embaixador em Paris dá-lhe a importancia suficiente para estar afincadamente a teclar, no copy paste, num blog...isto começa a chamar a atenção...há pois é!
Por este andar,nem Paris lhe chega. Acaba como o outro: foge cão que te fazem barão: para onde, para onde???

Cumprimentos,

João Afonso Machado disse...

Sr. Embaixador:

Lendo os comentários a este post do seu blog, venho agora agradecer-lhe o bem que fez àquilo que para mim é o grande ideal nacional: a Monarquia.
Bem Haja!

Nuno Castelo-Branco disse...

Mas que tipo de país pensa Vossa Excelência estar a representar? A Bolívia? O Burkina Faso? A Togolândia?
Já sei, deve ser uma confusão pelas cores da bandeira...

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Senhor Embaixador

Obrigado pela sua resposta. Gostaria de lhe dizer que para mim crime não é hastear uma Bandeira Azul e Branca ( que é uma Bandeira Nacional) crime sim foi o que aconteceu no Terreiro do Paço há uns anos em que assassinaram cobardemente o Chefe de Estado e o Principe Herdeiro. Para mim esse acto foi um acto de puro terrorismo. Para mim crime é homenagear publicamente os assassinos, como há pouco tempo fizeram algumas das nossas autoridades. E sobre esses crimes infelizmente ninguém fala.

Com os melhores cumprimentos

José Tomaz de Mello Breyner

P.S. Como o Senhor Embaixador saberá El Rei Dom Carlos foi um grande Rei que os Portugueses muito estimavam.

Bomfim disse...

Sr. Embaixador

Excelente post!

A questão do regime se algum dia se colocar terá necessáriamnete de corresponder não só a um anseio profundo do povo, como obviamente ser referendada. Não cabe pela cabeça de ninguém ou pelo menos não devia caber a subversão, das regras do jogo democrático.

Ora o que temos vindo a assistir por parte dos partidários do tal " reizinho" são provocações ao estado de direito, feitas a coberto da noite, porque nem sequer tem a coragem que evocam nos antepassados para o fazer de dia e assumir as consequências. Isto sem contar com a arregimentação de partidários para a causa que tem estado a ser feita dentro da instituição castrense, facto para o qual se desconhece a atenção ou não da inteligencia.


Toda a gente sabe a começar pelos próprios que não tem força numérica na sociedade civil.

No momento de crise como o que estamos a viver estas provocações das bandeirolas tem objectivos muito claros de medição da reacção social, no sentido de perceberem se podem dar o passo seguinte.

O " reizinho" sabe que tem pés de barro e que de um momento para o outro a mascara pode cair, como já alguém aqui postou e está visivél reifazdeconta se esta bomba rebenta na praça publica não há bandeira por maior que seja que esconda o " reizinho" da vergonha do ridiculo! Por isso ele só tem um caminho, o caminho dos desesperados que é fugir o mais que pode para a frente!

Anónimo disse...

Fui curiosa meter o bedelho no tal site do post anterior, despertou-me a curiosidade sobre a falsificação de nacionalidade do tal " reizinho" já fiz uma 1ª leitura atravessada...se ainda houverem Jornalistas neste país o que está naquele site dá para rios de tinta...

Helena Oneto disse...

Excelente, clara e concisa lição de História que o Senhor Embaixador nos dá em resposta ao comentário do Sr. J T Mello Breyner.

Francisco Seixas da Costa disse...

O debate República/Monarquia é um tema mobilizador, como se vê pela abundância de comentários.
Como seria de esperar, a maioria dos comentários recebidos são pró-monárquicos, o que favorece a diversidade opinativa. Tenho o maior gosto em acolhê-los, embora deles discorde, como é óbvio.
Porém, devo dizer que certos comentários recebidos utilizam uma linguagem que pouco fica a dever à educação, o que não deixa de ser surpreendente para quem se reivindica de um setor rico em pergaminhos. Permitam-me que utilize o inalienável direito a higiene e os não publique.
Quanto aos outros, todos são bem vindos.

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Senhor Embaixador

Começo por lhe pedir desculpa por usar o seu blogue para responder a um comentário aqui colocado por um tal Bonfim. Esse Senhor(a) deixa aqui um link que nos sugere que o verdadeiro pretendente ao Trono de Portugal é um italiano de seu nome Poidimani. Fico abismado, como é possivel que no século XXI exista alguém que dizendo-se Português e Monarquico defenda para Chefe de Estado um Estrangeiro, e pelos vistos aldrabão (passou recentemente 6 meses na prisão). São atitudes como estas deste Senhor Bonfim que descredibilizam os Monarquicos Portugueses.

Com os melhores cumprimentos

José Tomaz de Mello Breyner

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro José Tomaz Mello Breyner: Este blogue é um espaço livre de discussão, educada e civilizada, como é o seu caso. Está à sua disposição.

Bomfim disse...

Exmo. Sr. Embaixador

Permita-me responder ao Sr. José Tomáz.

O que descredibiliza os monarquicos, não são as pessoas perseguidas e acusadas através de esquemas que fariam de maquiével um anjo e que aguardam serenamente que a justiça lhes seja feita quer em Portugal quer em Itália, onde se espera aliás a todo o momento sob pena de crime de denegação do direito à justiça, uma carta do Dr. Luis Amado em nome do MNE ao processo que corre contra S.A.R. D. Rosário a informar oficialmente as autoridades Italianas da posição oficial do estado português, tal qual transmitida pelo MNE ao deputado Nuno da Camara Pereira em resposta a requerimento para a AR, isto é que a Républica Portuguesa não tem competencia para se envolver em matéria de sucessão dinástica, nem pode por tal lhe estar vedado pelo artº 288 da Constituição.

Pois foi com base numa grave ingerencia de funcionários do MNE (em nome do MNE e desautorizando o próprio ministro) afectos à causa do " reizinho" que D. Rosário foi vilmente perseguido e detido, não preso! Preso é alguém condenado o que não foi o caso, pelo contrário na medida em que o processo avança caiem as acusações todas e da maior parte nem houve pronuncia!

O que descredibiliza os monarquicos, são efectivamente os tais " reizinhos" que pela calada da noite andam a cometer actos desesperados na tentativa de chamar a atenção na medida em que a verdade se espalha e as pessoas deixam de fazer o beija mão a reizinhos de faz de conta.

Quem aguarda serena e pacientemente que a instituição Justiça funcione, suportando comentários injuriosos e injustos só prova a sua dignidade e elevação como pretendente.

Ao contrário de outros que se servem dos amigos sem olhar a meios para atingir os fins e se escondem na calada da noite para praticar actos provocatórios e de subversão do estado de direito.

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

É irónico que o senhor embaixador apele à «discussão educada e civilizada» quando é o próprio o primeiro a comportar-se de forma contrária, com as suas alusões a «bobos» que «hasteiam» a sua «patética nostalgia».

Pois, eu «patético nostálgico» me confesso: nostálgico de um regime, de uma sociedade, e de um tempo, que tanto progresso material e cultural trouxeram a Portugal, em que a pena de morte foi abolida, se deu a expansão do caminho-de-ferro, as expedições no interior de África, a liberdade de expressão e de imprensa era um facto, a geração de 70 floresceu, e em que dois dos seus mais ilustres representantes, Oliveira Martins e Eça de Queiroz, foram respectivamente ministro e diplomata... enfim, vigorava uma verdadeira democracia segundo os padrões da época, e que um bando de criminosos, terroristas, bombistas, assassinos, censores, fanáticos, derrubou em 1910 para instaurar uma ditadura que só viria a ser deposta em 1974.

E sugiro que se olhe, não ao espelho, mas ao ecrã do seu computador, quando decidir chamar a outros de patéticos. Porque a sua «conversão» à «novilíngua» totalitarizante resultante do «acordo ortográfico», e a utilização de aberrações ortográficas como «atual», «respetivos», «coletivo», «efetivo», «fator», «noturnos», é, no mínimo... hilariante. Não lhe dá muita... credibilidade.

E, sabe, nós monárquicos efectivamente privilegiamos o debate de ideias; «golpes de mão» (armada, de pistola e carabina, a 1 de Fevereiro de 1908, e não só) é que são típicos dos republicanos; e o hastear calado da mais bela bandeira portuguesa vale mais, muito mais - «fala» muito mais – do que as histerias palavrosas que costumam acompanhar o desfraldar do «ignóbil trapo» (para Fernando Pessoa) vermelho e verde.

Anónimo disse...

Mas então não foi o Visconde da Ribeira Brava, da qual a Srª D. Isabel Herédia descende que comprou as armas do regicidio?

Quem é que não quer que se investigue a estranha morte de D. Manuel II, cujo corpo entrou em forte decomposição em apenas 24 h?

Quem envenenou D. João VI?


Não foi o próprio rei D. Carlos I com o seu comportamento mulherengo quem abriu as portas ao comentário jocoso que acabou no celebre Marquês da Bacalhoa?

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Otavio dos Santos: tive o maior gosto em publicar o seu comentario.

Anónimo disse...

ESTES MONÁRQUICOS ESTÃO LOUCOS, COMO BEM PODERIA DIZER O ASTERIX!!!
P.RUFINO

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

O meu nome é Octávio. Com «C». Sou português e não brasileiro. Precisa que eu lhe envie uma cópia do meu BI?

Anónimo disse...

Sr. Embaixador...
DE debates acesos promotor
Eu... Sei umas Coisas"Sobre Si" contadas em serões saudosistas...(Não se preocupe por formação profissional estou obrigada ao sigilo, tenho sempre que pedir... O consentimento informado)

Mas... Folgo em saber que mantém incólume a sua rebeldia Imparcial que me faz cada vez mais acreditar que o sr. seria um Excelente Presidente de todos os Portugueses sem discriminação ou raça...

Fez muito bem em Só vestir o Reizinho de vermelho, uma das características da consistência interna de qualquer informação é a actualidade.

Quanto aos reinados, Eu sou a do meio só se as minhas duas irmãs que nasceram primeiro(estou inibida de dizer as mais velhas)me cedessem a sucessão dinástica, estou a falar de cá de casa, claro... Mas o nosso Rei continua Vivo num luto onde a semente da compreensão incondicional e inclusiva perdura...

Agradeço a possibilidade que Nos dá de fazer Catarse, eu estou disposta a pagar os emolumentos
Porque não acho nada bem que seja só o Senhor a arcar com as despesas.

Bem haja, um abraço de admiração
Isabel Seixas

Anónimo disse...

Depois de me espantar com toda esta história e documentação lincada, fica a pergunta ao Dr. Luis Amado:

Como pode manter em funções pessoas suspeitas das práticas que são apontadas?

Acaso o MNE já se constituio assistente ao processo crime que parece estar em curso contra os funcionários do MNE de forma a salvaguardar a posição do estado português? Ou o Dr. Luis Amado vai metendo a cabeça na areia e deixar a batata quente para quem lhe suceder?

Pelas leituras se depreende que funcionários do MNE, meteram uma grande argolada vinculando o estado português.

Resta saber como era a vida deste senhor Italiano que é pretendente ao trono antes desta acção, quais os danos pessoais, materiais e morais que lhe foram infligidos e quem vai pagar a conta?

O Ministro toma posição contra os funcionários para serem eles os responsaveis a assumir os danos? ou vai ficar caladinho e mais uma vez desbaratar o dinheiro dos contribuintes, dando cobertura institucional a esta situação surreal e grave, porque atentatória dos mais elementares direitos civicos e humanos?

Anónimo disse...

O mais extraordinário em toda esta diatribe por parte dos simpatizantes monárquicos é acreditarem, pelo menos é o que se depreende com as críticas ao regime republicano, que, por si só, um qualquer Rei, ou reizinho, ou melhor dizendo, uma mudança de regime, da República para a Monarquia, iria ser a solução para os problemas – económico-sociais - que nos afligem (e que são muitos e sérios) actualmente! É verdadeiramente extraordinário! Fica-me a impressão de que, por vezes, as pessoas, na ânsia de acreditarem nas suas “causas” e as tentarem defender deixam de se racionais, ou inteligentes. Por muito que respeite quem pensa diferente e respeito, porque acima de tudo sou democrata – independentemente de republicano assumido -, quer-me parecer que a situação por que o país passa se resolve com expedientes e decisões políticas no contexto do regime constitucional vigente e não por mudanças de regime, seja ele monárquico, ou mesmo até “pró-salazarista” como já tenho ouvido igualmente. Ou alguém seriamente acredita que se passássemos a ser uma Monarquia tudo se resolveria pelo melhor? Sinceramente?
P.Rufino

Bomfim disse...

Caro Senhor P. Rufino

É verdade o que diz no seu último post, as coisas não se resolvem por mudança de pessoas pois nessa caso é a velha história...mudam as moscas....

No caso concreto há pelo menos algo que destingue D. Rosário dos outros pretendentes que é a sua mensagem politica, que tem sido constante ao longo dos ultimos tempos, deixo-lhe aqui as 3 ultimas, são importantes e se vir o programa de Pedro Passos Coelho, até dá ideia de algum plágio...:
Discurso 1º Dezembro

Discurso Natal


discurso Ano Novo

Independentemente de se gostar ou não, há um facto que é o direito de liberdade de expressão, o direito de associação e as mais elementares regras de direitos humanos que foram massacradas por este atentado
politico feito por funcionários do MNE ao serviço
do tal " reizinho" num acto sem precedentes, pois nem Salazar se atreveu a tanto contra a filha de D. Carlos I, SAR. D. Maria Pia facto que se torna inadmisivél num Estado que se quer de direito e se diz democrático.

Onde está então a democracia e a liberdade das pessoas? quando um ministro não actua contra os funcionários responsáveis e ainda finge que não vê? quando a sua obrigação miníma, era já ter contactado oficialmente as autoridades judiciais Italianas, anulando as comunicações de teor falso e ilegal dos seus funcionários e o devido e merecido pedido de desculpas oficial a D. Rosário por ter estado 6 meses detido e longe da sua familia por causa de comportamentos inqualificaveis de funcionários do MNE.

Esperamos que a Justiça portuguesa actue com brevidade e mão pesada contra os referidos funcionários do MNE, porque um acto de terrorrismo politico desta natureza e dimensão não pode, nem vai ficar impune!

António Erre disse...

Oh embaixador vai para o raio que te parta e leva os políticos republicanos, corruptos de merda, todos contigo... VOÇÊS, assassinos, têm arruinado Portugal

Francisco Seixas da Costa disse...

Aos leitores: achei que devia deixar publicar o comentario anterior para melhor poderem apreciar o nivel medio de algumas das reacoes que este post suscitou. Os comentarios que entendi por bem eliminar tinham, em geral, um nivel similar de elegancia e de insulto. Que mosca tera mordido a esta gente...

Anónimo disse...

Mosca?
Que morde tacitamente no cotovelo?...
Que suscita raiva?!!!

De qualquer forma...Que Malcriada...
Arre...
Isabel Seixas

Helena Oneto disse...

“Este blog é um espaço livre de discussão, educada e civilizada...” como diz o autor deste blog.

Acontece que gente incivilizada, frustrada e mal criada invadiu este “espaço” com o intuito manifesto de aqui exprimir velhas frustações. Se há quem o diga com uma certa magoa, outros, infelizmente, fazem-lo de forma detestável e com argumentos indefendáveis. Aos primeiros, o debate de ideias é-lhes aberto. Aos saudosistas, que têm como único intuito insultar um digno representate de Portugal, poluindo, pela mesma ocasião, a causa que dizem defender, a Democracia, que tanto os incomoda, dá-lhes a possibilidade de o fazer em público e à luz do dia. Mas para isso é preciso coragem!

Anónimo disse...

Faço minhas as ultimas palavras de Isabel Seixas. O nível a certas pessoas descem!
Realmente!!!!
P.Rufino

Anónimo disse...

DNA Suplemento Diário de Noticias 5 Março 2004, entrevista ao Sr. Duarte Pio de Bragança:

“ Nem se pode dizer que o 25 de Abril ou o 5 de Outubro tenham valido a pena”

“ Em determinada altura, eu estava proibido de voar em qualquer avião”

“Estive pouco tempo no cenário de guerra propriamente dito”

“Nessa altura aconteceu algo muito emocionante. Eu sabia que o meu pai estava doente, que estava mal, mas não imaginava que fosse tão grave e fui passar esse Natal com os Timorenses, que se reuniam no Jamor. Houve festa e uma dança com espadas. Durante a dança quebrou-se uma espada e os chefes ficaram com um ar muito comprometido fez-se silêncio, parou tudo, parou a festa. Eu não percebia o que se passava até que alguém me explicou que quando se quebra uma espada durante aquela dança significa que vai morreu um rei. Foi exactamente a hora em que o meu pai morreu.”

“Também tenho uma solução para Angola”

“Nos países árabes sou bem recebido não só como português, mas como descendente do profeta Maomé.
Sim porque a rainha Santa Isabel é descendente de uma princesa árabe descendente do profeta Maomé. Depois casou com o rei de Aragão. De modo que eu tenho uma árvore genealógica muito interessante que é sempre bem vista nos países Islâmicos.
Por outro lado quando estou com os meus amigos Judeus, explico-lhes que através de Afonso Henriques também sou descendente de David….”

“ Em determinada altura eu disse que tinha sido um prejuízo enorme para a cultura portuguesa que Saramago tivesse sido distinguido com o prémio Nobel.

“ E às vezes ainda me põem a fazer uma figura apatetada. Mas há outros piores do que eu.”

“ E às vezes ainda me põem a fazer uma figura apatetada. Mas há outros piores do que eu.”

“ E às vezes ainda me põem a fazer uma figura apatetada. Mas há outros piores do que eu.”

Ora se há pessoas que colocam este senhor no pedestal só podem ser:

"....outros piores do que eu.”

"....outros piores do que eu.”

"....outros piores do que eu.”

E são esses precisamente que por aqui aparecem a descarregar os seus maus instintos.

Eduardo Fernandes disse...

Caro embaixador,

Começo por lhe agradecer o agradável "comic", se bem que a utilização do termo caricatura tivesse sido mais adequada, do "reizinho". Pelo que entendo, este seu comentário foi provocado pelo hastear de uma bandeira nacional no parque Eduardo VII. É de facto legítimo e aceitável que o faça, afinal estamos em democracia. O facto deste seu comentário ter gerado um tão grande número de respostas é significativo e considero, também, lamentável a utilização de linguagem e argumentos ofensivos utilizados na réplica ao seu comentário. No entanto, a utilização de termos como "bobos" e da expressão "patética nostalgia" demonstram também uma falta de respeito por todos aqueles que defendem o ideal monárquico e uma intolerância perante aqueles que defendem apenas um regime diferente do seu.
Com os melhores cumprimentos,
Eduardo Fernandes

Anónimo disse...

Caro Sr. Eduardo Fernandes

Não se entende o seu melindre quando é o próprio Sr. Duarte Pio que reconhece:

“ E às vezes ainda me põem a fazer uma figura apatetada. Mas há outros piores do que eu.”

“ E às vezes ainda me põem a fazer uma figura apatetada. Mas há outros piores do que eu.”


“ E às vezes ainda me põem a fazer uma figura apatetada. Mas há outros piores do que eu.”


Qual é a diferença entre pateta e Bobo?

É que o bobo é um pateta profissional que recebe por fazer patetices.

Analizando;

Nos tempos aureos dos reis, todas as cortes tinham os seus jograis e bobos. Nos entretantos veio a républica e com a ditadura de Salazar as coisas estavam a ficar muito cinzentas, era preciso para além dos famosos 3 Fs arranjar uma distração para o povo e acima de tudo para manter uma certa estirpe de desocupados com a cenoura na frente:

Mário Soares no seu “Portugal Amordaçado” pág.272


“Assim o perigo de uma restauração da monarquia em Portugal aparece hoje definitivamente afastado – não só porque não há monárquicos, isto é monárquicos capazes de se bater pela monarquia, como porque o pretendente oficial, Duarte Nuno de Bragança, é um personagem medíocre comprometido como regime, dos pés à cabeça, que no fundo o subsidia, sem rasgo nem coragem para suscitar um movimento restaurador entre os seus desalentados partidários”

Ora bem, Salazar como velha raposa foi buscar esta linha dos proscritos Bragança para bobos da corte republicana, Bobos sim e não patetas, porque como Mario Soares afirmou, subsidiados pelo regime e comprometidos com o regime fascista dos pés à cabeça, ou não fossem eles os senhorios da sede da PIDE/ DGS, recentemente vendido sob grande contestação a Pereira Coutinho.

Reconhecendo o próprio senhor Duarte Pio que não passa dum apatetado, havia a dúvida se o Sr. Embaixador estaria a cometer alguma imprudencia quando fala em bobo, uma vez que bobo é mesmo profissional.

Ora pela leitura de documentos oficiais que circulam na net, chega-se à conclusão que o MNE afirma que dava uma determinada mensalidade a este senhor.

A confirmar-se trata-se sem dúvida de um profissional da patetice, ou seja um bobo!

O Bobo da Républica!

Está é a ficar fora de prazo, porque os tempos são outros e o pessoal agora quer é internet e video-jogos e já não tem paciencia para bobalheiras, é que com aquela voz fanhosa de cana rachada, nem sequer para cantar como os antigos jograis.

Francisco Seixas da Costa disse...

De alguns comentarios publicados neste blogue, deduzo que alguns leitores leram o texto do post como insultuoso para os monarquicos.
A quem assim pensa, convidaria a ler de novo o meu texto. Nele condeno e ridicularizo os tristes metodos utilizados por alguns para desrespeitarem os simbolos republicanos.
So devera sentir-se atingido pelo que escrevi quem se sentir solidario com tais praticas.

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

«Tristes métodos»? Porquê? Foram danificados bens públicos? Foram agredidas pessoas?

E o senhor embaixador tem toda a razão em falar de «símbolos republicanos»... porque a bandeira vermelha e verde não é - nunca foi - verdadeiramente a de Portugal. É a bandeira da Carbonária, a bandeira dos que assassinaram D. Carlos e D. Luís Filipe, que mataram e feriram muitas mais pessoas, que destruíram bens públicos; esses, sim, é que utilizavam «(muito) tristes métodos».

E uma bandeira de assassinos não merece ser respeitada.

Quanto ao outro «símbolo republicano», a marcha-que-se-tornou-hino «A Portuguesa», foi roubada pelos republicanos a Alfredo Keil... que era monárquico.

Anónimo disse...

Fui ás lágrimas com a transcrição dessa entrevista de Duarte Pio ao DN, oh Anónimo!
P.Rufino

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Otávio dos Santos: mais uma vez, foi um prazer publicar o seu comentário. E, usando toda a liberdade que a República me concede, permito-me escrever o seu nome como muito bem me apraz.

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Ou o senhor embaixador está a tentar fazer humor – sem sucesso – ou está a ofender-me deliberadamente, pessoalmente. O que, creio, até agora não o fiz em relação a si.

Não há «acordo ortográfico», ou «liberdade» seja ela qual for, republicana ou outra, que lhe dê o direito de alterar o meu nome ou o de qualquer outra pessoa. Eu nunca prescindirei do meu «C» - de «Carácter».

Como é que se sentiria se passasse a ser designado, por exemplo, como «Franciscu Seichas da Kosta»? Indignado, não é verdade?

Se quer que os outros – incluindo os monárquicos – o respeitem, apesar de ser republicano, então mostre também algum respeito para com eles.

Anónimo disse...

Faz-se um pequeno retiro de Páscoa, mas a Saga continua...
Interessante...
Num congresso sobre manifestações de atenção, que aliás é um nutriente da autoestima e quem é que disse que é só quem nos diz Amen?!!!

Nada disso...

Conta-se que uma criança diz ao técnico de saúde "O meu pai desde que o sr. doutor lhe disse para deixar de me bater deixou de gostar de mim..."

Ai sim ... então porque?

Porque agora já não me liga mesmo nada...Nem sequer me bate...

Continuemos
Isabel Seixas

Anónimo disse...

Duas características que sobressaem da generalidade dos comentadores monárquicos a este Post do “Reizinho” que me chamaram à atenção nesta “troca de impressões” foram: uma marcante falta de elegância (aqui faço a justiça de nem todos) e o seu reaccionaríssimo intrínseco. O recurso a uma linguagem menos polida, leva-me a pensar como seria se vivêssemos em Monarquia? Já o conservadorismo tacanho, muito próximo do saudosismo bolorento salazarista, faz-me alguma impressão (este aspecto já o tinha detectado noutro Blogue que igualmente visito). Se olharmos para as Monarquias sobreviventes por essa Europa fora, não me parece que se possam encontrar posições reaccionárias como aquelas que aqui foram expressas. Bem antes pelo contrário. O que só reforça, bem vistas as coisas, a República e os seus princípios (o regime institucionalizado pela Constituição de 1933 nada tinha a ver com a República. Era um híbrido de João Franco e o beato de Santa Comba, homens complexos e complexados, profundamente reaccionários, incapazes de compreender o povo, mas julgando conhece-lo como ninguém, com uma crença firme no autoritarismo e no seu instrumento predilecto – a repressão, como forma de solucionar os problemas do país. Não foi por acaso que foi designado de “Estado Novo”, que de novo só tinha o nome). Alguém aqui mencionou um país virtual, a Togolândia, pergunto-me: e que Monarquia pretendem, uma “Monarquia Nova”? E quem iria desempenhar o papel de monarca? Não creio que Duarte Pio, mesmo com as suas limitações, se revisse num regime desse tipo.
P.Rufino

Anónimo disse...

Quando dois registos conflituam, nada a fazer: entre o nosso prezado correspondente Sr. Santos e eu há uma manifesta incompatibilidade na forma de olhar o mundo, na ironia com que se apreciam as coisas, no humor com que a vida se leva. É um jogo desigual, com regras que não são comuns, um mundo sem rei nem roque. Capitulo.

Este post traz-nos, contudo, uma lição: são os temas menos sérios que congregam mais comentários.

Francisco Seixas da Costa

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Em Valença foram hasteadas dezenas de bandeiras de Espanha - incluindo na fortaleza (!) - em protesto contra o encerramento do serviço de urgência do centro de saúde daquela cidade. Seria interessante saber, sobre este assunto, a opinião do senhor embaixador, bem como de todos aqueles que se sentiram indignados com o hastear da bandeira azul e branca - que, nunca é de mais recordar, é portuguesa.

E, já agora, será curioso observar quanto tempo vai passar até que os panos amarelos e vermelhos sejam retirados pelas autoridades policiais, terminando assim mais um «ultraje à república». Ou não: afinal, esta talvez seja mais uma forma de corresponder ao apelo «Espanha, Espanha, Espanha» do actual primeiro-ministro.

Anónimo disse...

As bandeiras espanholas em Valença são um "fait-divers", produto de uma atitude de desespero, num ato feito à luz do dia. Será que o hastear da bandeira realista é também um ato de desespero?

Aqui vai um ramo de oliveira: na minha opinião pessoal, foi uma pena a bandeira realista não ter sido adotada em 1910, expurgada naturalmente da derrubada coroa. Esteticamente, a imagem do país teria ficado mais bem servida. Agora, porém, já é tarde e a bandeira verde-rubra é a nossa bandeira nacional. A outra, fica para os livros de História, onde está muito bem arquivada.

Francisco Seixas da Costa

Francisco Seixas da Costa disse...

Este assunto encerrou.