Há dias, alguns amigos queixaram-se pelo facto de eu ter escolhido João Villaret como o primeiro declamador apresentado neste blogue e alguns perguntaram-me se tinha algo "contra" Mário Viegas. Claro que não tenho. Conheci bem Mário Viegas (1948-1996), com quem fiz serviço militar. Foi uma figura extraordinária da cena portuguesa e a sua ironia faz imensa falta.
Aqui fica a sua "Cantiga dos Ais", um texto (um belo retrato nosso, traçado a ironia) de um poeta português que deveríamos conhecer melhor, Mendes de Carvalho (o qual, a talhe de foice, convém não confundir com o homónimo angolano, também bom poeta, que assina sob o nome de Uanhenga Xitu).
