Os brasileiros diriam que foi uma "renovada" aquilo que o "Le Monde" ontem tentou fazer ao seu "layout". Mais fotografias e novas secções. Com toda a franqueza, não me parece o jornal tenha ganho muito com a mudança, mas não excluo que esta seja apenas uma mera reação conservadora de quem ainda sente saudades dos pequenos "billets" de Robert Escarpit (quem se lembra deles?) e da bela austeridade da "mancha" clássica, que só teve um émulo no "Wall Street Journal". Porém, o que mais preocupa quem há muito lê e gosta do "Monde", como é o meu caso, é a notória falta de "golpe de asa" que cada vez mais transparece na construção do diário, ao que se diz fruto de dificuldades financeiras que limitam os correspondentes.
