quinta-feira, novembro 04, 2021
“A Arte da Guerra”
A situação no Sudão depois do recente golpe de Estado, a política interna e externa do Japão após as últimas eleições legislativas e os equilíbrios que condicionam a cimeira do clima em Glasgow são os temas que abordo no “A Arte da Guerra” desta semana, o podcast do “Jornal Económico”, conduzido por António Freitas de Sousa.
Pode ver clicando aqui:
quarta-feira, novembro 03, 2021
FT
Nas últimas horas, tenho estado a ler, verdadeiramente deliciado, o ”The Powerful and the Damned”, os “private diaries” de Lionel Barber, que dirigiu o Financial Times por 15 anos.
Pedante, arrogante e sobranceiro, como só alguns ingleses conseguem ser, Barber escreve lindamente, olhando o mundo ”de cima da burra”, como se diz na minha terra, com apontamentos magníficos de conversas e encontros.
Rio
Tal como muita gente, desde há décadas, nas palavras cruzadas, escrevo ”Aar”, sempre que surge a questão ”rio da Suíça” com três letras.
Ontem, alguém no Twitter colocou uma fotografia desse rio, embora pouco glamorosa. Ela aqui fica. Finalmente!
É minha impressão ou “chefe etíope”, que aprendemos ser “Ras”, tem vindo a decair em popularidade, no mundo do cruzadismo?
(Quem achou, ao ler o título deste post, que eu estava a imiscuir-me na vida interna de uma certa agremiação política, desengane-se! Eu não navego por essas águas…)
Fora do mercado
Um dos discursos da noite (não recordo qual foi) prestou um natural tributo às editoras responsáveis pelas obras, embora sem as mencionar.
Nesse instante, ocorreu-me (imagino que outros terão tido, intimamente, o mesmo reflexo) que a casa que editou o “A Mesa está Posta”, de Jorge Silva Melo, os excelentes ”Livros Cotovia” (onde foram publicados outros livros de Silva Melo), já está, infelizmente há bastantes meses, “fora do mercado” - para aproveitar uma expressão que, no tempo da outra senhora, se usava dizer para alguns livros que havia sido ”recolhidos” por essa mesma senhora.
terça-feira, novembro 02, 2021
Mateus
Tem já mais de meio século a Fundação da Casa de Mateus. No domingo, estive por lá, uma vez mais, convidado para a entrega do seu prémio Dom Dinis, que anualmente distingue uma personalidade autora de uma obra, um nome do universo cultural nacional. No seu conjunto, é já uma lista impressionante de figuras, como o presidente da República bem lembrou.
Mateus, para a cidade de Vila Real, constitui uma marca muito forte. É bom que, com a independência que Fundação sempre soube preservar, a aliança com a urbe e o seu município se faça cada vez mais sentir. Todos ganham. Melhor, como vila-realense, digo: todos ganhamos.
E foi muito bom que Marcelo Rebelo de Sousa ali tivesse anunciado que Fernando de Albuquerque, centro e alma da Casa de Mateus, vai ser proximamente agraciado com a grã-cruz do Infante. É de meridiana justiça. E a nossa República, pessoa de bem, tem a justiça nos seus genes.
segunda-feira, novembro 01, 2021
Que fazer?
Um dia, que pode não estar muito distante, constatar-se-á que há medidas que a luta contra o aquecimento global tornará imperativas mas para as quais não haverá apoio democrático maioritário - porque muitas pessoas estão mais preocupadas com o fim do mês do que com o fim do mundo.
domingo, outubro 31, 2021
Outono em Vila Pouca
Cabrito, castanhas, javali, cogumelos. O menu, sazonal, andava por estas coisas. Claro que a posta de vitela também estava ali ao lado e até se provou uma alheira, para picar, antes da chegada das coisas mais substanciais. Para dar lastro líquido, escolhi um reserva de Arcossó, terra da minha bisavó. Tudo estava mais do que excelente, mas, se me permitem um destaque, a sopa (um “velouté”) de castanhas e míscaros era de comer e chorar por mais. Ainda olhei o bolo de castanha, mas não quis fazer mais uma asneira, embora, como diz um amigo, só se vive uma vez e esta é a última, ao que consta.
Que bem que se continua a comer na casa da família Machado, no restaurante Costa do Sol, no hotel Aguiar da Pena, em Vila Pouca de Aguiar!
sábado, outubro 30, 2021
O partir da loiça no Caldas
A crise no CDS lembra-me, irresistivelmente, uma conhecida comédia de William Shakespeare.
sexta-feira, outubro 29, 2021
quinta-feira, outubro 28, 2021
Mesa Dois
O “Procópio”, na sua Mesa Dois (na imagem), continuou a ser uma casa inspirada, na noite da crise política.
Perguntava alguém: “Então agora que o Costa tinha derrubado o ‘muro’, o PCP puxa-lhe o tapete?”.
Respondia outro: “É natural. Afinal, não foi por vontade dos comunistas que o Muro de Berlim caiu…”
quarta-feira, outubro 27, 2021
Vai ser bem melhor!
É claro que o PCP e o Bloco fizeram muitíssimo bem ao terem rejeitado um orçamento que não aceitava as suas propostas!
É mais do que óbvio que, com um governo PSD/CDS, todas essas ideias irão ser recebidas com grande carinho.
terça-feira, outubro 26, 2021
segunda-feira, outubro 25, 2021
domingo, outubro 24, 2021
“Observare”
A vida faz-se de ciclos. E os ciclos fecham-se.
Há um ano, o professor Luís Tomé, que dirige o centro de investigação “Observare”, na Universidade Autónoma de Lisboa, foi desafiado, pelo então jornalista da TVI Pedro Pinto, a organizar um programa de análise e debate sobre relações internacionais na TVI 24, que passaria a ter o nome daquele centro.
Luís Tomé e Pedro Pinto convidaram o professor Carlos Gaspar e eu próprio, ambos colaboradores daquele centro de investigação, a integrar, em permanência, o programa.
O “Observare” da TVI 24 durou precisamente um ano. Pedro Pinto saiu, entretanto, da estação e Filipe Caetano e Pedro Bello Moraes assumiram a coordenação do programa. Ao longo deste ano, outros investigadores da UAL foram chamados a participar, nas nossas faltas ou para aprofundar temáticas em que eram especialistas.
A TVI24 vai passar a ser, dentro de um mês, a nova CNN Portugal. O “Observare” não fará parte da sua grelha, pelo que o nosso programa fica por aqui.
Um forte agradecimento ao Luís Tomé, que me formulou o convite para integrar o núcleo de colaboradores residentes, mas igualmente aos jornalistas da TVI que nos acompanharam, pelo seu profissionalismo e pela simpatia da sua companhia. Foi uma experiência muito interessante e estimulante, creio que para todos nós.
Mas desejo, muito em especial, deixar a minha gratidão a quantos acompanharam o programa, alguns dos quais nos foram fazendo chegar reações e sugestões, ao longo destes 12 meses. Foi para eles que trabalhámos.
O ciclo do “Observare” na TVI encerrou agora. A vida continua.
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