Na crise que envolve Ceuta, falou-se da dificuldade de defesa daquele enclave. O problema não é de hoje.
Quando a cidade foi tomada por tropas portuguesas, em 1415, foi nomeado para chefiar a sua guarnição D. Pedro de Menezes, futuro Conde de Vila Real. Perguntado sobre o que necessitava para garantir a defesa da praça, rezam as crónicas que, com alguma sobranceria, respondeu que lhe bastava um aléo — um bastão então usado no jogo da pela.
O aléo (ou aleu, na linguagem de hoje) ficou para sempre ligado à sua memória e está hoje representado nas armas de Vila Real.
A tirada do conde foi uma bela resposta para a História mitificada que nos chegou. A lenda atravessou seis séculos. A utilidade militar do aléo ficou, entretanto, pelo caminho.

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