domingo, agosto 16, 2026

Ai a IA !

Desconfiem de coisas longas, muito certinhas, escritas de forma organizada, sem uma vírgula fora do sítio, com argumentos em crescendo, com uma lógica circular, que quase sempre vai acabar onde começou. São coisas feitas pela Inteligência Artificial.

Os espertalhotes desta nova geração de "escritores" gatafunham umas filosofias baratas e, depois, vão ao ChatGPT, ou à dezena de coisas equivalentes, e o sistema abonita-lhes os textos, que ficam catitas e arrumadinhos, e que eles (e elas) depois levam para o Facebook ou outras "plataformas" (é assim que se diz, não é?) e assinam como sendo seus — esquecendo o Sofrível que tiveram nas provas de português.

É muito grave? Não, não é. O problema não é o uso dessa técnica, é o tentarem fazer-nos passar por parvos, é o facto de haver alguém a mentir-nos com todo o descaramento. É uma vigaricezinha de trazer por casa que, dia após dia, começa a encher estes espaços.

Quando tiverem dúvidas, quando acharem que aquela pessoa que escrevia assim-assim passou, subitamente, a ser um génio da escrita, o teste é fácil: copiem o texto e visitem um qualquer site de IA, perguntando que probabilidade existe do texto ter sido produzido por Inteligência Artificial.

Por mim, a regra é fácil: quando os topo, não vou ao ponto de "desamigar" ninguém, mas deixo imediatamente de "seguir" (e, claro, de ler) a pessoa. 

Comigo, estes "prémios Nobel da literatura" feitos por máquinas vão cantar para outra freguesia. Nas últimas semanas, foram cerca de três dezenas.

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