"Graça Morais não faz uma pintura amável, 'delicada', decorativa, fácil, lúdica ou bonitinha. (...) Muita da sua pintura é crua, invulgar, estranha mesmo, desafiadora, singular e mais idiossincrática que alinhada por estilos formais vulgarizados, ancorada em realidades locais distantes, vindas de profundezas culturais de Trás-os-Montes sem ser folclórica, e sem deixar de ser uma produção culta com marcantes afinidades internacionais. As suas entrevistas ajudam a abrir caminhos para melhor se entenderem os seus temas e as suas figuras, por quem é distante das suas raízes, e as suas preocupações face ao estado do mundo, mas para lá das descrições e interpretações tudo se joga na intensidade visível da pintura e dos seus materiais, na veemência sensorial dos retratos, humanos e animais, na força das imagens que estabelecem cumplicidades entre personagens e espectadores".
Alexandre Pomar escreveu isto que eu, se soubesse escrever o que ele escreveu, gostaria de ter escrito.
É isto mesmo!
Um beijo, Graça.

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