Era uma figura magnífica, de um grande bom-senso e equilíbrio, com um humor seco com que, frequentemente, rompia o tédio do nosso trabalho. Tinha uma caraterística única, que considero cada vez mais valiosa: afirmava sempre a sua oposição a propostas de decisão, quando delas fundadamente discordava, em lugar de se deixar arrastar pela facilidade do consenso mole. Tinha um extraordinário conhecimento do mundo dos mais pobres e necessitados, refletindo isso na sua abordagem dos temas em que operávamos. Nunca fomos íntimos, mas fomos criando, ao longo dos anos, uma excelente relação de respeito pessoal. Lamento muito a sua morte.

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