sexta-feira, julho 11, 2025

Os parvos e os outros

Ao ver a imensidão de baixas médicas dos guardas prisionais, que hoje emulam com garbo as de muitos outros setores da função pública, lembrei-me que, em 42 anos de funcionário do Estado, devo ter "metido baixa" menos de uma dúzia de vezes. "Não tivesses sido parvo", imagino alguns a pensar.

5 comentários:

  1. João Cabral15:34

    O "crime" compensa. Ou ser honesto dá prejuízo.

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  2. Anónimo16:17

    é efetivamente uma coisa de bradar aos céus. era útil que viessem cá para fora os números para todos os setores da função pública, só para vermos onde vai o absentismo reinante. ainda por cima o costa inventou aquela coisa da autodeclaração, para coroar uma governação em bar aberto.

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  3. Eu, pelo contrário, não é para me gabar, como funcionário público, em 40 anos de serviço, nunca fiz greve, não meti baixa nem faltei por doença um +único dia.

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  4. Albertino Ferreira. Gabo-lhe e muito a saúde de ferro: nunca ter tido uma pneumonia, nunca ter sido operado, nunca ter tido uma gripe ou infeção intestinal de caixão-à-cova. Mas, desculpe lá, não fazer greve é um ato a registar, nada de que alguém se deva "gabar" numa democracia.

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    1. João Cabral00:00

      Perdoará a intromissão, Francisco, mas tal como não será motivo de orgulho dizer que nunca se fez greve, também não o é dizer que se é grevista militante. Especialmente quando as greves nem sempre são justas nem os objectivos são claros. Veja-se o caso da CP e outros em as greves são já um modo de vida, marcadas para fazer "pontes" e com forte influência partidária (escuso de mencionar). Estes grevistas são equiparáveis ao pessoal da baixas.

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