quarta-feira, março 26, 2025

Coisas de outro tempo


Costumo dizer que, em regra, não guardo papéis. A regra tem, contudo, algumas raras exceções. Hoje, numa pasta que estava fechada há precisamente uma dúzia de anos, encontrei esta que foi a minha última comunicação para o Ministério, no meu último dia como embaixador em Paris, em finais de janeiro de 2013. Já não me recordava bem dos termos desse "telegrama" (é assim que chamamos às comunicações no MNE) que dirigi ao ministro Paulo Portas. Mas, confesso, continuo a achar adequado o que escrevi. 

(Uma nota para os não iniciados: a expressão "Secretaria de Estado", usada no texto, designa, no nosso jargão diplomático, os serviços do MNE em Lisboa. Porquê? Porque ainda obedece à memória da "Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra", criada em 1736...)

1 comentário:

Carlos Antunes disse...

Senhor Embaixador
Eu que sou um iniciado nestas questões, gostaria que me elucidasse:
A Secretaria de Estado que segundo refere no jargão diplomático correspondia aos serviços do MNE em Lisboa, no actual organograma do MNE corresponde a quê?
Havendo três secretarias de Estado (dos Assuntos Europeus, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e das Comunidades Portuguesas), será que a “Secretaria de Estado do jargão diplomático” foi despromovida e corresponde à actual “Direcção-Geral de Política Externa” (artigo 9.º da Lei Orgânica do MNE) que tem por missão “assegurar a coordenação e decisão dos assuntos de natureza político-diplomática e económica, incluindo a Política Externa e de Segurança Comum (PESC) e a Política Comum de Segurança e Defesa (PCSD), bem como dos assuntos no domínio da segurança e defesa, e executar a política externa portuguesa no plano das relações bilaterais e multilaterais”?
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