Costumo dizer que, em regra, não guardo papéis. A regra tem, contudo, algumas raras exceções. Hoje, numa pasta que estava fechada há precisamente uma dúzia de anos, encontrei esta que foi a minha última comunicação para o Ministério, no meu último dia como embaixador em Paris, em finais de janeiro de 2013. Já não me recordava bem dos termos desse "telegrama" (é assim que chamamos às comunicações no MNE) que dirigi ao ministro Paulo Portas. Mas, confesso, continuo a achar adequado o que escrevi.
(Uma nota para os não iniciados: a expressão "Secretaria de Estado", usada no texto, designa, no nosso jargão diplomático, os serviços do MNE em Lisboa. Porquê? Porque ainda obedece à memória da "Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra", criada em 1736...)
