Ontem, disse aqui que iria fazer parte de uma estrutura de aconselhamento para a elaboração do programa socialista para as próximas eleições legislativas. Horas depois, um jornal, ao acolher uma opinião minha sobre um qualquer assunto de política interna, atribuiu-me a qualidade de "conselheiro" do secretário-geral socialista, como que a sugerir que o que eu dizia refletia essa proximidade - melhor, que a minha opinião comprometia António Costa. Não sou "conselheiro" do meu amigo António Costa, sou conselheiro do "gabinete de estudos" que está a preparar o programa político do partido que dirige. Eu dou pareceres que os responsáveis políticos seguirão ou não. Tão simples como isso.
Coloquemos assim as coisas nos seus devidos termos. Nenhuma opinião minha vincula, em nenhuma circunstância, o Partido Socialista nem compromete politicamente António Costa, seja em matéria de política interna ou externa. Não sou dirigente do PS, não estou subordinado a qualquer disciplina opinativa e tudo - repito, tudo! - o que eu digo e escrevo responsabiliza-me exclusivamente a mim próprio e não pode ser tomado à conta de decorrer de qualquer linha partidária, de que não sou porta-voz. Nesse contexto, nào será de estranhar que, aqui ou ali, venham a encontrar, nas opiniões que eu vá emitindo, eventuais contradições com aquilo que o PS oficialmente preconiza.
Gostava que isto ficasse bem claro!