sexta-feira, março 04, 2022

O dilema da China


Pode ler aqui artigo que hoje publico no site da CNN Portugal, com o título “O dilema chinês”.

América Latina


A convite da Casa da América Latina, fiz ontem, no Grémio Literário, aos participantes no seminário “América Latina e União Europeia: dois parceiros na cena mundial”, uma apresentação da minha perspetiva do estado atual das relações entre os dois espaços, nas suas dimensões económicas, políticas e de segurança. Em especial, procurei assinalar a frequente assimetria de abordagens dos dois lados do Atlântico, por regulares desajustamentos institucionais e pelo facto da União Europeia ser cada vez mais polarizada por agendas regionais de outra natureza, que funcionam em detrimento das relações com a região do mundo com a qual a Europa acaba por ter mais afinidades.

Há dias, na Universidade Europeia, no âmbito do seminário do IPDAL - Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas, tinha já feito uma abordagem sobre temáticas daquela região, num debate sobre os modelos democráticos e crescimento económico no espaço atlântico, onde também se tratou dos riscos, nos tempos de hoje, que afetam os quadros multilaterais relevantes para a América Latina.

Acordo e sanções

Além de todas as dificuldades que se presumem, existe um obstáculo a um acordo entre ucranianos e russos: a Rússia colocará na mesa o levantamento de (ou das) sanções. Ora isso já não depende do governo ucraniano. Hoje, as sanções contra a Rússia excedem já o conflito em curso.

“ Whataboutism”

O “whataboutism” é o reflexo argumentativo medíocre que faz com que, perante a contestação de uma atitude, alguém salte logo, numa logica compensatória: “Ai é? E então o caso do …?”. Usar este estratagema é típico de quem sabe que não consegue ganhar a discussão do primeiro caso.

A diferença

O ambiente de indignacão que, um pouco por todo o mundo, se projeta contra a agressão russa na Ucrânia não nos deve fazer esquecer que os cidadãos russos que vivem entre nós merecem todo o respeito e devem ser protegidos de quaisquer atos xenófobos. Essa deve ser a nossa diferença, com sociedade democrática e, por isso, tolerante.

Admiração

A Rússia, que até há uns anos ainda conservava algumas caraterísticas democráticas, está hoje convertida num Estado basicamente autocrático. Por essa razão, torna-se digna de grande admiração a atitude de quem ousa protestar publicamente contra o regime.

Insanidade

Releva da pura insanidade executar um ataque a uma central nuclear.

quinta-feira, março 03, 2022

“A Arte da Guerra”


Em “A Arte da Guerra” desta semana, no podcast do Jornal Económico, falo com o jornalista António Freitas de Sousa sobre a Rússia e a Europa, sobre as próximas eleições presidenciais francesas e sobre a situação de instabilidade no Sahel.

Pode ver aqui.

A solidão da Rússia

 


Pode ler aqui o artigo que hoje publico no site da CNN Portugal, com o título “A solidão da Rússia”.

Ucrânia

 


O meu texto, que a “Visão” desta semana publica, tem por título “O que é que correu mal?” Nele analiso o modo como se degradou a relação entre o ocidente e Moscovo, desde o fim da Guerra Fria até aos dias de hoje, com relevo para o papel de Vladimir Putin nessa mesma evolução.

Defesa e segurança

 


quarta-feira, março 02, 2022

A solidão russa

A Rússia está sem amigos. A votação na ONU revela a impopularidade em que Moscovo caiu, pela decisão de invadir a Ucrânia. Longe vão os tempos em que o proselitismo garantia à União Soviética algum conforto internacional. Putin talvez possa dizer que está “orgulhosamente só”.

Depois da guerra

Uma guerra não faz só vítimas quando ocorre. Mesmo depois dos conflitos cessarem, deixam feridas na memória dos povos, que transitam como ressentimentos para as gerações seguintes. Basta recordar as “batalhas dos avós” que fizeram a história trágica dos nacionalismos nos Balcãs.

O poder das imagens

Mais do que em qualquer outra guerra, de que me consiga lembrar, o papel das televisões tem sido relevante para mobilizar emocionalmente as opiniões públicas, com claras consequências nas decisões dos governos e das instituições.

Escrever na água

Os dias vão estranhos. A escrita, neste contexto, torna-se num exercício difícil, porque é como escrever na água. Logo veremos.

terça-feira, março 01, 2022

“Trop c’est trop!”

Revela uma imensa falta de senso político, assumindo mesmo um caráter provocatório, em face do sentimento amplamente maioritário que hoje marca a opinião pública portuguesa na questão da agressão russa à Ucrânia, a decisão do PCP de organizar um comício “pela paz”.

Lisboa, hoje

 


segunda-feira, fevereiro 28, 2022

Segunda-feira

Passou-se hoje tanta coisa, sobre a qual tanta gente teve tanta coisa para dizer, com ar tão definitivo, a rasgar as vestes e com todas as dúvidas já esgotadas, que eu vou acabar esta segunda-feira, último dia de fevereiro, sem ter nada de especial para lhes contar. Passem uma boa noite. Amanhã pode ser que tudo seja diferente. Ou não.

domingo, fevereiro 27, 2022

Uma opinião autorizada…

 


À distância


Há dois dias, nas televisões, surgiu esta imagem da sede dos serviços de informação da Ucrânia, em Kiev, onde teria deflagrado um incêndio.

Quando, há uns anos, fui pela primeira vez a Kiev, fiz uma excursão pela cidade, num autocarro turístico. O guia, ao passarmos por este edifício, disse uma frase enigmática: “Há muitos anos, este era considerado o mais alto edifício da cidade”. 

Ficámos todos perplexos! O prédio tinha muito poucos andares. O homem, sorrindo, esclareceu: “A razão é simples. No tempo da União Soviética esta era a sede do KGB. Dizia-se que, da sua cave, onde eram as masmorras, conseguia ver-se a Sibéria…”

A dignidade da República

O incidente na sala de um partido na Assembleia da República não é um "fait-divers". Sem a menor ironia, acho aquilo gravíssimo.  ...