quarta-feira, julho 09, 2025

Paz


Se o Comité Nobel tivesse coragem e dignidade, esta senhora, que não fechou os olhos à chacina em Gaza, era nomeada Prémio Nobel da Paz.

20 comentários:

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    1. Esta sra. chama-se Francesca Albanese.
      É advogada, especializada em Direito Internacional e Direitos Humanos, nas Nações Unidas.
      Seria, quanto a mim, e de acordo com o dito pelo autor do blogue, uma excelente nomeada para o Prémio Nobel da Paz.
      Seria eleita até de olhos fechados!
      Sorry, caro Francisco, por vir meter a minha foice na sua seara.

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  2. Luís Lavoura. Se não conhece, é porque não tem seguido de perto o assunto. Por isso, a informação não é relevante.

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    1. É verdade que não tenho seguido de perto o assunto. Eu trabalho durante todo o dia, chego cansado a casa, ainda tenho que fazer o jantar para a família, e pouco tempo (e gosto) me resta para andar a ver notícias na TV. Mesmo que já tenha ouvido falar desta senhora, nem lhe fixei o nome nem jamais lhe vira a fotografia.

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  3. Mas infelizmente já sabemos que não tem. Há muito tempo. E se fosse só o Comité Nobel... Ainda na semana passada ouvi o Francisco Assis na Antena 1 a dizer que se não fosse aquela coisa em Gaza, todos aplaudíamos a agressão de Israel ao Irão. Alguém diga, por favor, ao Francisco Assis que aquela coisa em Gaza é um genocidio claro no seculo XXI.

    Cometido pelos mesmos extremistas que atacaram o Irão - enquanto negociava de boa-fé com os US - e assassinaram milhares de iranianos. Talvez o ajude a perceber melhor do que na CNN, de que lado está afinal a civilização. Ainda que com nuances diferentes da nossa. O preconceito é sempre uma m…

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    1. Anónimo22:15

      Francisco Assis, o filósofo-político, deveria ler “GAZA ESTÁ EM TODA A PARTE”. O mesmo para António Costa.
      J. Carvalho

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  4. João Cabral18:38

    Há muito que deixei de dar importância aos prémios Nobel. Tirando as ciências exactas, tudo se tornou demasiado permeável a todo o tipo de interesses, especialmente políticos. Criou-se também a mania de "dar sinais" ao mundo. Alfred Nobel decerto não ficaria contente.

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  5. Voz destemida contra o genocídio e a ocupação: Francesca Albanese.

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    1. Obrigado por me informar sobre que é a senhora.

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  6. Francesca Albanese ganhou uma "medalha". Ser sancionada pelo marco, secretário do golden calf.

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  7. Anónimo23:12

    Sem dúvida! Merecia-o. Tem tido coragem em denunciar o genocídio em Gaza perpetuado pelo Estado terrorista de Israel e o seus relatórios, designadamente o último conhecido, é linear quer nessas denúncias, quer relativamente às empresas de armamento e outras, de tecnologia e outras, norte-americanas, sobretudo, mas igualmente europeias. Em Outubro do ano passado esteve em Portugal e este nosso, inqualificável MNE, o Rangel, inventou mil e um pretextos para não se encontrar com ela, num acto de cobardia e submissão a Israel e aos EUA, a todos os títulos condenável. Mas, pelo menos esteve na AR. Trump criticou-a, seguindo a agenda sionista e já pediu a sua demissão do cargo que ocupa na ONU. Felizmente que o SG das NU não lhe dará ouvidos. Mas, quer o relatório (ou relatórios, melhor dizendo) que escreveu, quer as suas palavras a denunciar toda aquela tragédia humana, são actos de enorme coragem e que contribuem para manchar ainda mais a imagem miserável e abjecta de Israel e de Netanyahu.
    Tenho o maior respeito e admiração por ela.
    a) P. Rufino

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  8. A Sra Albanese nunca calou a indignação com a perfídia do governo de Israel face aos palestinos não só em Gaza mas também em Jerusalém e na margem ocidental.

    A este propósito poderia também instituir-se um Prémio da Vergonha a atribuir aqueles que durante este período falaram alto contra a Rússia e a invasão da Ucrânia mas foram o espelho da cobardia e da indignidade ao mostrar uma condescendência inaceitável perante a vindicta de Israel contra os palestinos, continuando a afirmar “o direito de Israel a se defender” quando este direito se traduz na chacina e expulsão dum povo!

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  9. Caro Carlos,
    A faixa de Gaza em termos de área é metade do município de Vinhais. A Ucrânia é um pouco maior. Por outro lado não consta que terroristas ucranianos tenham atravessado a fronteira com a Rússia, no dia 7 de Outubro, para violarem e assassinarem crianças, mulheres e homens inocentes.
    Há que ter alguma noção acerca da dimensão da coisa, às vezes o tamanho importa.

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    1. Será que, como os palestinos vivem numa área que é metade do município de Vinhais podem ser mortos e expulsos da sua terra? E o assédio com que são confrontadas as populações da Cisjordânia? É muito chocante o que aconteceu em 7 de Outubro mas a história começou 70 anos antes e no que toca ao assassinato de crianças e mulheres ninguém pode dar lições de moral. É a trágica ironia de "standards are good double standards should be twice as good"

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    2. Raz Segal, director do “Holocaust and genocide studies at Stockton University em New Jersey, e os historiadores Amos Goldberg e Daniel Blatman da Hebrew University of Jerusalem não tem dúvidas em classificar como,genocidio a ação bélica de Israel em Gaza

      Ver aqui:
      https://jewishcurrents.org/a-textbook-case-of-genocide
      E aqui
      https://www.haaretz.com/israel-news/2025-01-30/ty-article-magazine/.highlight/theres-no-auschwitz-in-gaza-but-its-still-genocide/00000194-b8af-dee1-a5dc-fcff384b0000

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  10. Anónimo15:27

    Muito obrigada por fazer menção ao papel tão relevante que Francesca Albanese tem tido na defesa do povo palestiniano e no "desmacarar" da máquina genocidária que alimenta este terrível capítulo da história.
    Numa altura em que se insurgir contra a crueldade a que assistimos diariamente e em direto vinda de Gaza é perigosa do ponto de vista pessoal e profissional é bom "ouvir" uma voz de lucidez.
    Pena que os nossos governantes, nacionais e, aqueles que "moram lá" em Bruxelas, não tenham a coragem, aliás a integridade de cumprir o básico do Direito Internacional Humanitário. Já nem falo em moral, porque, enfim, essa " jaz morta e arrefece". Valha-nos o povo que sai cada vez mais à rua e faz aquilo que quem devia, não faz.

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  11. Anónimo16:44

    Creio que o prémio Nobel da paz é atribuído pelo parlamento norueguês.

    Há pelo menos uma novidade em relação a anteriores genocídios: este é transmitido em directo pela televisão e quem levanta a voz é acusado de ser cúmplice de terrorismo.

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  12. Ao anónimo daa 16:44: "O Prémio Nobel da Paz é atribuído pelo Comité Nobel Norueguês. Este comité é composto por cinco membros, nomeados pelo Parlamento da Noruega (Storting), de acordo com o testamento de Alfred Nobel.
    Detalhes sobre o Comité Nobel Norueguês
    Composição: Cinco membros escolhidos pelo Parlamento norueguês.
    Mandato: Cada membro cumpre um mandato de seis anos, renovável.
    Perfil: Os membros são frequentemente figuras públicas ou políticos aposentados, representando o equilíbrio político do Parlamento.
    Função: O comité avalia as nomeações recebidas, consulta especialistas e toma a decisão final sobre o laureado do Prémio Nobel da Paz."

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  13. Julian Barnes, escritor britânico, sobre a atribuição do Nobel
    (Expresso, 24/06/2025)
    «Também pensa na eventualidade de ganhar o Nobel?
    Não. Nem por isso. Quer dizer...
    Talvez um pouco.
    Não. É uma lotaria. Além de que eu pensava que o prémio resultava da escolha de 18 sábios em comité, homens e mulheres que liam todos os livros existentes, antes de decidirem quem são os melhores autores. Mas um dia recebi uma carta de um conselheiro cultural canadiano, em Londres, a dizer que estava a atualizar os ficheiros Nobel de Robertson Davies e gostava de acrescentar um testemunho meu sobre o escritor. Só então é que me caiu a ficha. Ah, então é assim que a coisa funciona.
    Haverá alguém a preparar a sua candidatura?
    Não. Não me parece. Mas é curioso notar que os franceses são talvez os que mais influências movem nos bastidores, os mais habituados a exercer uma espécie de pressão diplomática, e ninguém ganhou mais vezes do que eles. Inclusive com autores apenas medianos».

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