Há 14 anos, em França, um grupo de ativistas pelos direitos dos imigrantes lançou um movimento sob o lema "24 horas sem nós: um dia sem imigrantes".
A ideia era simples: organizar uma greve de imigrantes naquele país, com vista a dar uma imagem de quanto a economia do dia-a-dia francês deles depende. Não tenho conhecimento do grau de sucesso da iniciativa e até duvido muito que ela se tenha concretizado de forma visível.
Os imigrantes são, entre todos os assalariados, aqueles que, por regra, têm maior precariedade no seu vínculo laboral, vivem numa dependência económica que os torna presas fáceis do seu patronato e, finalmente, raramente têm uma consciência política capaz de os conduzir a ações reivindicativas desse género.
Esta iniciativa teve, pelo menos, o considerável mérito de levar a uma reflexão: o que seria das sociedades europeias contemporâneas sem o trabalho dos imigrantes?
