Este blogue não tem vocação para se tornar num registo obituário, mas há nomes cuja desaparição é tão marcante que se torna impossível deixar de registar.
Pedro Coelho é uma figura cuja postura me habituei a admirar, desde há décadas. Militante clandestino da Acção Socialista Portuguesa e, mais tarde, do Partido Socialista, de que foi fundador, era um democrata e um homem que faz parte da história dos socialistas portugueses. Constituinte em 1975, passou por experiência governativa e parlamentar, mas optou por manter-se ativo na vida económica privada, a que nunca deixou de ser dedicar. Era uma figura de extrema simpatia, educado, sociável e, curiosamente, aparentava ser bastante mais novo do que na realidade era. Mantínhamos uma relação pessoal de extrema cordialidade, reforçada por amigos comuns que ambos prezávamos.
Deixo aqui uma fotografia de Carlos Gil, que, seguramente, lhe dizia muito: no dia 25 de abril de 1974, falando por um megafone em frente ao quartel do Carmo, tendo a seu lado João Soares e Francisco de Sousa Tavares.