Ontem, o presidente da República condecorou várias personalidades que, em diferentes cargos e funções, estiveram ligadas à atuação de Portugal no quadro da política europeia. Vários amigos e pessoas que muito respeito receberam esse reconhecimento. Infelizmente, não pude estar nessa cerimónia para felicitá-los. Considero que, sem uma única exceção, se tratou de distinções muito justas.
Permito-me, contudo, destacar um nome de entre todas essas pessoas: Clotilde Câmara Pestana.
Há dias, falei aqui da primeira equipa que acompanhou a integração europeia de Portugal. Foi nesse início de 1986 que conheci a Clotilde e dela fiquei para sempre amigo. Foi minha colega na "Visconde Valmor" e na "Cova da Moura" (os locais do Portugal europeu). Mais tarde, foi minha adjunta e chefe de gabinete, quando tive funções de governo na área dos Assuntos europeus. Nessa altura, o meu gabinete - entre pessoal diplomático, técnico e administrativo - e para além dos motoristas, chegou a ser composto apenas por mulheres.
A Clotilde é uma figura humana muito rara, para além de ser uma profissional dedicada, competente, de uma extrema lealdade e com um elevado sentido de serviço público. Sempre serena, muito "boa onda" e com grande sentido de equipa, é uma admirável criadora de consensos. Mas é, principalmente, uma notável mulher de família - mãe e orgulhosa avó de quase 11 netos! - com um empenhamento constante em causas religiosas e de voluntariado, ao lado do Rui, seu marido.
A Clotilde é uma figura humana muito rara, para além de ser uma profissional dedicada, competente, de uma extrema lealdade e com um elevado sentido de serviço público. Sempre serena, muito "boa onda" e com grande sentido de equipa, é uma admirável criadora de consensos. Mas é, principalmente, uma notável mulher de família - mãe e orgulhosa avó de quase 11 netos! - com um empenhamento constante em causas religiosas e de voluntariado, ao lado do Rui, seu marido.
Deixo aqui um abraço de felicitações à minha querida amiga e recém comendadora Clotilde Câmara Pestana.
