segunda-feira, outubro 18, 2010

Eduardo

Falar de alguém insuportavelmente ausente pode ser uma tortura. Não o foi - antes pelo contrário - a conversa que ontem o António Mega Ferreira organizou no Centro Cultural de Belém, sobre a figura e a obra de Eduardo Prado Coelho. Que bem que nos fez a todos recordar o Eduardo, ouvir contar as suas histórias, revisitar a lucidez impressionante das suas palavras! 

Alexandra Prado Coelho, Fernando Pinto do Amaral, Margarida Lage e Nuno Júdice evocaram escritos e deram notas pessoais sobre Eduardo Prado Coelho. Para as dezenas de presentes, amigos ou admiradores do Eduardo, foi muito bom rever alguns dos seus mais belos textos, cuja densidade o tempo e a distância parecem sublinhar ainda mais.

A Eduardo Prado Coelho, como aqui já disse noutras ocasiões, Portugal deve um sopro de modernidade e um choque cultural que talvez não tenhamos, até hoje, medido em pleno.

5 comentários:

  1. Pena não ter assistido...
    Como diz, "foi um sopro de modernidade"... apesar de nem sempre estar de acordo com posições tomadas...
    Mas quem não erra????
    Abraço

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  2. A seiva da MEMÓRIA, graças ao Sr Embaixador, reviveu-me PRADO COELHO, que morreu jovem ( mas só "morre jovem quem os deuses amam", F. P).

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  3. Anónimo02:49

    Foi um dos melhores Conselheiros Culturais que a Embaixada de Portugal jamais teve. Dinamizou o Centro Cultural Camões e soube mostrar a cultura portuguesa aos franceses. Por onde passava, levava tudo pela frente. Quem dera que voltasse. Fazia falta.
    Carlos Pereira

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  4. Anónimo18:33

    "A beleza poderá ser
    o que não tem a ver com a aparência,
    mas, sim,
    o que numa pessoa
    vem sinalizar a sua capacidade
    de se deixar olhar
    e mergulhar em transparência."
    Autor[Prado Coelho, Eduardo]
    Tema: Beleza
    Fonte Público
    Enviada em: 2005.09.19

    De facto há olhares cuja autenticidade abriga a grande capacidade de se fazer olhar, eventualmente olhares carismáticos.
    Isabel Seixas

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  5. ...tive um namorado que me 'presenteava' diariamente com as suas crónicas, recortadas diligentemente do 'Público'...
    Assim, andou connosco, "segurou vela", sendo mote e musa.
    O que as pessoas são na vida dos outros, sem saberem; o que são de belo, desmesurado e, até, divinal.
    Ele já tinha um certo ar de querubim, mesmo...

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