Um convite da Junta de Extremadura levou-me, há dias, a Espanha, onde, de 18 a 24 de outubro, tem lugar a 10ª edição do "Ágora - el debate peninsular". Devo dizer que foi para mim uma agradável surpresa confrontar-me com este magnífico projeto, que mobiliza algumas centenas de pessoas, sob a direção competente de Ignácio Sanchez Amor.
Fiz parte de uma mesa sob o lema "Geometria Variable - los nacionalismos en la península ibérica", moderada pelo professor de Ciência Política da universidade de Madrid, Carlos Taibo, por Maria do Carmo Dalmau, ligada às questões da Catalunha, por Xosé Manuel Beiras, fundador do Bloque Nacionalista Gallego e pelo próprio diretor do Ágora, Sanchez Amor.
Foi um excelente e muito vivo debate, de que deixo apenas uns escassos tópicos da minha intervenção inicial:
- a Espanha no imaginário diplomático português. Os "demónios ibéricos" da História. Ditadura e democracia.
- os "três D" da antiga relação luso-espanhola: desconfiança, desconhecimento, dissimetria.
- Espanha e Portugal: as realidades por detrás da retórica.
- dissídios do passado recente: os rios, as pescas, os comandos NATO, os bancos, etc.
- problemas do presente: o proteccionismo espanhol, PT/Telefónica.
- a relevância do fenómeno nacionalista espanhol na atual relação bilateral Lisboa-Madrid.
- cooperação transfonteiriça: dois Estados e várias nações. Soberanias e cooperação. Realismo e respeito.
Confesso que foi um grande prazer participar neste exercício. Por lá estiveram muitos portugueses, desde Jaime Nogueira Pinto a Joaquim Pina Moura, de Manuela Ferreira Leite a Ricardo Araújo Pereira (esse mesmo! falando "de que se ríen los vecinos?").
Como me dizia, depois de uma saudável e solta jantarada, um (novo) amigo, Josep Sanchéz Cervelló, este tipo de encontros fazem mais pela amizade luso-espanhola que anos de discursos oficiais.
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