A propósito do meu anterior post "Nascimento da República", um comentador que se assina Alcipe teve a amabilidade de deixar o seguinte poema, que não resisto a transcrever, na data em que se comemora aquele que foi o primeiro dia da nossa República:
POEMA REPUBLICANO
Feliz quem tem uma terra
e nessa terra uma casa
e nessa casa
a memória de uma esperança.
Do meu avô maçon eu pouco sei,
do meu avô monárquico pouco lembro:
mas eu não tenho terra natal
nem casa de família,
nem sei onde conspirava o maçon
(o avental
foi entregue no velório,
para surpresa da família)
nem onde tertuliava o monárquico
(admirador de Salazar, mesmo assim)
só ouvi falar meus pais
do MUD Juvenil,
de Soares, Zenha e Maria Barroso
e isso era a República para mim!
Por isso toda a memória
para mim não tem lugar nem morada.
Saúde e fraternidade, meu amigo!
Alcipe
Feliz quem tem uma terra
e nessa terra uma casa
e nessa casa
a memória de uma esperança.
Do meu avô maçon eu pouco sei,
do meu avô monárquico pouco lembro:
mas eu não tenho terra natal
nem casa de família,
nem sei onde conspirava o maçon
(o avental
foi entregue no velório,
para surpresa da família)
nem onde tertuliava o monárquico
(admirador de Salazar, mesmo assim)
só ouvi falar meus pais
do MUD Juvenil,
de Soares, Zenha e Maria Barroso
e isso era a República para mim!
Por isso toda a memória
para mim não tem lugar nem morada.
Saúde e fraternidade, meu amigo!
Alcipe