Não tenho a certeza absoluta de que algum jornalismo adversativo não seja tentado a roubar-me o título deste post. Pelo sim pelo não, ele aí fica, para sua inspiração.
Não consultei ainda os blogues, não li ainda os colunistas da pandemia pessimista, não conheço as declarações de elogio forçado de alguns setores, decerto já ouvidos pela imprensa. Mas eles virão, podem estar seguros! - os comentários raivosos do género do "não sei por que razão se gastou dinheiro com esta eleição para o Conselho de Segurança", ou "aquilo em que Portugal se deveria empenhar internacionalmente era noutras coisas" e dichotes idênticos.
Uma das razões pela qual Portugal teve toda a razão para se bater para estar presente no Conselho de Segurança é precisamente pela necessidade de afirmar que existe um outro país, positivo e otimista, que tem sabido garantir a continuidade de uma imagem externa do país, construída com saber, rigor e coerência. Um país que está muito para além das legiões dos "vencidos do ceticismo".