Depois da fantástica declaração da Unicer, colocando no "colo" do governo a responsabilidade pela criação de condições que agora reclama para a construção do hotel das Pedras Salgadas, pode perguntar-se se as águas vão agora passar a ser vendidas em "lata" - a mesma "lata" que os responsáveis da empresa tiveram para, publicamente, fazerem depender a concretização de um projeto a que se tinham comprometido das facilidades e flexibilidades que agora exigem.
A Unicer segue agora uma linha de novo oportunismo - luta contra alegados "citérios formalistas e burocracia" do Estado - a qual, no entanto, só pode surpreender quem não apreciou todo o seu anterior percurso de incumprimento de prazos a que se havia ligado. Quiçá contando com as loas propagandísticas e com o silêncio cúmplice de alguma imprensa, dependente do peso constrangente da sua publicidade, a Unicer prossegue, assim, com a sua política de triste diversão, que mostra como uma empresa de dimensão nacional consegue, em alguns anos, desbaratar o seu prestígio e credibilidade, por infelizes flutuações nos seus corpos de gestão. Não nos devemos, assim, admirar se, dentro em breve, o Estado vier, pela Unicer, a ser apontado como o "culpado" por novos atrasos na construção do hotel das Pedras Salgadas. É que, com este novo expediente, a Unicer ganha tempo e alibis que lhe permitem não cumprir, uma vez mais, os prazos.
Percebe-se bem que a população das Pedras Salgadas já tenha perdido a paciência com "esta" Unicer!
Percebe-se bem que a população das Pedras Salgadas já tenha perdido a paciência com "esta" Unicer!
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