Desde que, há mais de três décadas e meia, entrei para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, foram raros os períodos em que não tive a meu cargo temas de natureza económica. Essa, aliás, é a sina regular de muitos diplomatas portugueses, cujo caráter eclético da função obriga, as mais das vezes, a cobrir todo o espetro de atividades em que sua ação se desdobra.
Há uns anos, surgiu por aí, no "mercado" fácil da política para vender títulos e aparecer como "market-friendly", a ideia da "reconversão" da diplomacia portuguesa à vertente económica. Isso foi feito de um modo que interpretei como quase ofensivo para a minha profissão, como se os diplomatas portugueses devessem acordar, pela primeira vez, para uma coisa que há anos vinham fazendo. Fui dos poucos a expressar publicamente o meu desagrado por esse triste episódio, como aqui já havia deixado expresso.
Ontem, na Universidade de Coimbra, falei sobre o tema "Diplomacia e Economia", a convite da respetiva Faculdade de Economia, de cujo Conselho Consultivo passei agora a fazer parte, por um convite que me foi transmitido pelo diretor daquela Faculdade. Honroso convite que talvez dê ainda mais razão à ideia que transmito neste post.
Ontem, na Universidade de Coimbra, falei sobre o tema "Diplomacia e Economia", a convite da respetiva Faculdade de Economia, de cujo Conselho Consultivo passei agora a fazer parte, por um convite que me foi transmitido pelo diretor daquela Faculdade. Honroso convite que talvez dê ainda mais razão à ideia que transmito neste post.
