quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Não lhes perdoo!

Acaba hoje aquela que constitui a mais penosa experiência política a que me foi dado assistir na minha vida adulta em democracia. Salvaguardadas as exceções que sempre existem, quero dizer que nunca me senti tão distante de uma governação como daquela que este país sofreu desde 2011.

Não duvido que alguns dos governantes que hoje transitam para o passado tentaram fazer o seu melhor ao longo destes cerca de quatro anos e meio. Em alguns deles detetei mesmo competência técnica e profissional, fidelidade a uma linha de orientação que consideraram ser a melhor para o país que lhes calhou governarem. Mas há coisas que, na globalidade do governo a que pertenceram, nunca lhes perdoarei.

Desde logo, a mentira, a descarada mentira com que conquistaram os votos crédulos dos portugueses em 2011, para, poucas semanas depois, virem a pôr em prática uma governação em que viriam a fazer precisamente o contrário daquilo que haviam prometido. As palavras fortes existem para serem usadas e a isso chama-se desonestidade política.

Depois, a insensibilidade social. Assistimos no governo que agora se vai, sempre com cobertura ao nível mais elevado, a uma obscena política de agravamento das clivagens sociais, destruidora do tecido de solidariedade que faz parte da nossa matriz como país, como que insultando e tratando com desprezo as pessoas idosas e mais frágeis, desenvolvendo uma doutrina que teve o seu expoente na frase de um anormal que jocosamente falou, sem reação de ninguém com responsabilidade, de "peste grisalha". Vimos surgir, escudado na cumplicidade objetiva do primeiro-ministro, um discurso "jeuniste" que chegou mesmo a procurar filosofar sobre a legitimidade da quebra da solidariedade inter-geracional.

Um dia, ouvi da boca de um dos "golden boys" desta governação, a enormidade de assumir que considerava "legítimo que os reformados e pensionistas fossem os mais sacrificados nos cortes, pela fatia que isso representava nas despesas do Estado mas, igualmente, pela circunstância da sua capacidade reivindicativa de reação ser muito menor dos que os trabalhadores no ativo", o que suscitava menos problemas políticos na execução das medidas. Essa personagem foi ao ponto de sugerir a necessidade de medidas que estimulassem, presumo que de forma não constrangente, o regresso dos velhos reformados e pensionistas, residentes nas grandes cidades, "à provincia de onde tinham saído", onde uma vida mais barata poderia ser mais compatível com a redução dos seus meios de subsistência.

Fui testemunha de atos de desprezo por interesses económicos geoestratégicos do país, pela assunção, por mera opção ideológica, por sectarismo político nunca antes visto, de um desmantelar do papel do Estado na economia, que chegou a limites quase criminosos. Assisti a um governante, que hoje sai do poder feito ministro, dizer um dia, com ar orgulhosamente convicto, perante investidores estrangeiros, que "depois deste processo de privatizações, o Estado não ficará na sua posse com nada que dê lucro".

Ouvi da boca de outro alto responsável, a propósito do processo de privatizações, que "o encaixe de capital está longe de ser a nossa principal preocupação. O que queremos mostrar com a aceleração desse processo, bem como com o fim das "golden shares" e pela anulação de todos os mecanismos de intervenção e controlo do Estado na economia, é que Portugal passa a ser a sociedade mais liberal da Europa, onde o investimento encontra um terreno sem o menor obstáculo, com a menor regulação possível, ao nível dos países mais "business-friendly" do mundo".

Assisti a isto e a muito mais. Fui testemunha do desprezo profundo com que a nossa Administração Pública foi tratada, pela fabricação artificial da clivagem público-privado, fruto da acaparação da máquina do Estado por um grupo organizado que verdadeiramente o odiava, que o tentou destruir, que arruinou serviços públicos, procurando que o cidadão-utente, ao corporizar o seu mal-estar na entidade Estado, acabasse por se sentir solidário com as próprias políticas que aviltavam a máquina pública.

No Ministério dos Negócios Estrangeiros, fui testemunha de uma operação de desmantelamento criterioso das estruturas que serviam os cidadãos expatriados e garantiam a capacidade mínima para dar a Portugal meios para sustentar a sua projeção e a possibilidade da máquina diplomática e consular defender os interesses nacionais na ordem externa. Assisti ao encerramento cego de estruturas consulares e diplomáticas (e à alegre reversão de algumas destas medidas, quando conveio), à retirada de meios financeiros e humanos um pouco por todo o lado, à delapidação de património adquirido com esforço pelo país durante décadas, cuja alienação se fez com uma irresponsável leveza de decisão.

Nunca lhes perdoarei o que fizeram a este país ao longo dos últimos anos. E, muito em especial, não esquecerei que a atuação dessas pessoas, à frente de um Estado que tinham por jurado inimigo e no seio do qual foram uma assumida "quinta coluna", conseguiu criar em mim, pela primeira vez em mais de quatro décadas de dedicação ao serviço público - em que cultivei um orgulho de ser servidor do Estado, que aprendi com os exemplos do meu avô e do meu pai -, um sentimento de desgostosa dessolidarização com o Estado que lhes coube titular durante este triste quadriénio.

Por essa razão, neste dia em que, com imensa alegria, os vejo partir, não podia calar este meu sentimento profundo. Há dúvidas quanto ao futuro que aí vem? Pode haver, mas todas as dúvidas serão sempre mais promissoras que este passado recente que nos fizeram atravessar. Fosse eu católico e dir-lhes-ia: vão com deus. Como não sou, deixo-lhe apenas o meu silêncio.

78 comentários:

Antonio Cristovao disse...

Temos tempo e estamos cã todos; se a Brigada das Colheres a volta do tacho publico não entra agora numa fase de prosperidade.
O exemplo de moçambique (com o orçamento suportado pela comunidade internacional) e a"distribuição" que nunca chega a população é de meditar.

Joaquim de Freitas disse...

Mas é que eles são imperdoáveis, Senhor Embaixador! Este seu "post" restará, para mim, como um dos seus melhores. Claro, incisivo, justo, e a ponta de cólera que o anima está à altura do sofrimento de muitos Portugueses que não a sabem exprimir. Bem-haja, Senhor Embaixador.

Já me perguntaram porque é que venho para aqui, e para outros sítios, dar a minha opinião sobre assuntos da minha terra, do meu país, eu que vivo há meio século cá fora, e não sou afectado pela vida política da Nação. E que até tenho um nível de vida que me permite estar bem, e não precisar de me preocupar com o que se passa por ai.

Se procurasse uma razão, o Senhor Embaixador deu-ma com muita precisão naquilo que escreveu. Escrevi no seu "post" precedente que não conheço, por razões óbvias, os "artistas" que durante quatro anos desgovernaram Portugal. Só analiso o balanço da sua actuação. O resultado está à vista.

Mas o que mais me revoltou foi o desprezo, várias vezes demonstrado, por eles todos, e sobretudo pelo mais alto magistrado da Nação, pelos seus compatriotas, pelo menos por aqueles que não enfileiram no seu partido, sentimento que se encontra perfeitamente ilustrado e diz muito do que lhe vai na alma, no estender da mão ao representante da oposição que agora é o "seu" primeiro ministro.

O desprezo do povo é um desprezo de classe, frequentemente. Mas aqui parece -me mais ser uma falta evidente de inteligência, na medida em que um presidente deve reunir e não afastar ou dividir.

A partir do momento em que são as pessoas que sofrem menos da crise económica e política que tomam as decisões; estas irão sempre no sentido das classes privilegiadas, deixando as classes médias e populares no que elas qualificam de "ignorância", mas que se chama na realidade de "miséria.

De facto, a economia e a política não são unicamente teóricas, mas têm um impacto sobre a realidade e quando se corta nas pensões e nos salários 20%, não é só um número, mas é uma pessoa que não viverá mais da mesma maneira.

Aqui se situa a "insensibilidade" que o Senhor Embaixador descreveu muito bem.. E ela é mortal.

A democracia não poderá ser reduzida ao simples boletim de voto, sobretudo se é para votar nos adversários da democracia.

septuagenário disse...

Em Portugal, com mentiras ou verdades, ninguem ganhava eleições, Eram os anteriores que as perdiam.

Até hoje, tem tudo um fim.

Os anteriores não as perderam, nem os actuais as ganharam.

Artur Lopes Pereira disse...

O Senhor Embaixador em pleno!
Este seu post elucidará os historiadores do futuro para colocarem e manterem este ex-governo no lixo da história.

Artur Lopes Pereira disse...

O Senhor Embaixador em pleno!
Este seu post elucidará os historiadores do futuro para colocarem e manterem este ex-governo no lixo da história.

Isabel disse...

Obrigada, Francisco , pela sua lucidez. Diz tudo aquilo que deve ser dito sobre o pior governo de sempre; um governo que ignorou pessoas, um governo insensível e arrogante.
Governar é cuidar, é organizar o país como se de uma família alargada se tratasse.
Que o próximo governo retome o caminho e aprenda com os erros cometidos.
Isabel dos santos

Cândido M. Varela de Freitas disse...

Senhor Embaixador, o que escreveu corresponde, integralmente, ao que sinto neste momento. Seria uma enormidade conservar no poder quem tanto mal fez ao país. Por isso, sejam quais forem as reservas que se ponham à soiução encontrada, ela é bem vinda: precisamos de recuperar o orgulho de sermos um povo solidário.

António Martinho disse...

Obrigado, caro amigo, por este texto. Quantos portugueses não viverão o mesmo sentimento neste momento, mesmo sem serem capazes de o traduzir num texto tão bem escrito como este!

Luís Lavoura disse...

a necessidade de medidas que estimulassem o regresso dos velhos reformados e pensionistas, residentes nas grandes cidades, "à provincia de onde tinham saído", onde uma vida mais barata poderia ser mais compatível com a redução dos seus meios de subsistência.

Eu concordo com essa ideia, que aliás já defendi por diversas vezes nas redes sociais.

Não entendo por que é que Lisboa tem o seu centro cheio de velhos, que não precisam de viver em Lisboa porque não trabalham, enquanto que os jovens têm que procurar casa nos arrabaldes.

Em minha opinião os idosos deveriam de facto ser estimulados a ir viver para as aldeias.

João Francisco disse...

Meu caro Francisco

Nunca as mãos te doam de escrever textos como este. Eles bem o merecem.
E a despedida desta gente bem merecia uma celebração.
Pode ser na confraternização anual da Mesa Dois.
Abraço sólido

João Paulo Guerra

Manuel do Edmundo-Filho disse...

Vão com Deus! E que a outra senhora (a múmia vingativa) vá também e depressa! E se a terra lhes puder ser tão leve... como o chumbo, tanto melhor.

"Não lhes perdoo!"Moi aussi!

Jaime Santos disse...

Por estas razões que aponta e por outras, Sr. Embaixador, é que hoje toma posse um Governo com apoio parlamentar bem improvável. Essa coligação dita 'contra-natura' deve a sua existência antes de tudo à atitude sobranceira de um Governo que desprezou a Coisa Pública de maneira nunca antes vista em Portugal. Aqueles que agora se insurgem com a chegada ao Poder de partidos anti-Nato, deveriam ter-se lembrado da Pátria quando venderem alegremente centros de decisão nacional ao capitalismo estatal de Países com regimes bem pouco recomendáveis, ou quando facilitaram a construção em zonas protegidas. Agora, se continuassem a ser Governo, queriam facilitar a prospeção mineira e petrolífera no território e nas águas nacionais (está no Programa da PàF). Presumivelmente, a ideia era deixar o País exaurido, tal como o fizeram primeiro com os cidadãos mais frágeis desta pobre República. É que pagando ou não a dívida e com ou sem Euro, temos que continuar a viver neste País. Não se queixem pois só porque António Costa fez com este Governo que passou (metaforicamente, claro, porque vivemos em tempos mais civilizados) aquilo que os Conjurados fizeram a Miguel de Vasconcelos... Só espero que o novo PM, que não pode restaurar já este Ano o feriado da Restauração, saiba celebrar este dia de forma condigna, não deixando de convidar quem não o merece a associar-se às comemorações...

aamgvieira disse...

O seu texto é patético, haja um pouco de imparcialidade.

Unknown disse...

muito bem!!!! foi um PAF de luvas brancas!!!

opjj disse...

V.Exª cozinha como quer desde que tenha os ingredientes. Passos não podia dar nada, estava sujeito aos acordos que o PS negociou e os cofres vazios.
Uma coisa é certa, apesar das suas negações, COSTA recebe um País muito melhor do que deixou em 2011. Até pode fazer umas flores com os 20 MM€ em caixa.
UMa coisa eu sei pela experiência, o PS pode tirar (roubar na linguagem de muitos)que o ZÉ aceita bem e bate palmas.Os comedores têm sido sempre os mesmos e começam nos que mais têm. Veremos se muda alguma coisa.
Não tenho assim tanta fé!

Francisco disse...

Para quem não acredita em Deus, há sempre uma alternativa apropriada ao Verão de São Martinho que estamos a viver: VÂO PELA SOMBRA!

Francisco disse...

Para quem não acredita em Deus, há sempre uma alternativa apropriada ao Verão de São Martinho que estamos a viver: VÂO PELA SOMBRA!

ARPires disse...

Ser embaixador se me permitir, gostava de colocar este seu testemunho na minha página do facebook, pois sei que ali mais gente vai ler e ter contacto com mais esta triste realidade que a maioria dos portugueses desconhece por completo.
Aguardo permissão para o efeito.

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro ARPires. Os textos passam a pertencer a quem os lé. Faça com ele o que entender. Obrigado

Joao Geirinhas disse...

É um comentário que subscrevo e sobre o qual pensei muitas vezes nestes quatro anos. Não foi tanto a austeridade ou as medidas com sacrificios, que todos temos que fazer em alturas difíceis das nossas vidas. Mas o que mais custou aguentar foi ver o prazer sádico (passe o pleonasmo) com que as mesmas foram aplicadas. Doeu ver a destruição da coesão social, as fracturas impostas por um radicalismo ideológico que vão pesar durante muito tempo na sociedade portuguesa. Também não lhes perdoo.

Xinasa disse...

Senhor Embaixador, acho que fez uma maravilhosa exposição sobre o que aconteceu no nosso país e fico feliz por saber que poderemos ter um "Portugal" diferente.
Obrigada pelas suas palavras !!!

Joaquim de Freitas disse...

Senhor Embaixador : Se me permite, vou também levar
o seu texto "ailleurs". Obrigado.

Joaquim de Freitas disse...

O Senhor "aamgvieira" procura a imparcialidade? Onde existe esse ingrediente hoje em Portugal, isto é, ontem , nos dirigentes que partem?

Portugal tem um novo governo, novos homens com ideias diferentes e ambições diferentes para o futuro dos Portugueses. E isso é importante.

Mas estes novos dirigentes devem fazer frente a uma Europa liberal amoral, para a qual só o mercado conta. Uma Europa cujas instituições se desinteressam completamente dos homens. Não tendo sido eleitas por ninguém, não quer dizer que não tenham um imenso poder, capaz de derrubar a democracia. Vimos a Grécia.

Aqueles que vão governar agora Portugal, conhecem as taras do liberalismo. Os antigos contentavam-se de as agravar e retiravam mesmo um certo prazer em fazê-lo!

O liberalismo, nos seus princípios fundadores, assegura que cada um deve perseguir o seu interesse pessoal; seguir o seu" egoísmo" para que, graças ao jogo milagroso da oferta e da procura o interesse de todos seja garantido. Esta é a famosa "Fábula das Abelhas" de Mandeville, que li há muitos anos.

Mas é sobretudo a não menos famosa metáfora da "mão invisível" de Adam Smith, suposta regular o mercado, convertendo o egoísmo de cada um em benefício de todos! Já conhecemos a música! Neste tipo de sociedade a imoralidade é a regra comum. Nela, a democracia cede sempre mais terreno perante a pressão duma pura sociedade mercantil. Não há nada mais destrutor.

Se uma democracia sem mercado não é viável, um mercado sem democracia também não é viável. Vamos lá dizer, para que cada um compreenda, que se o mercado "conta" a democracia "pensa". Precisa-se dum equilíbrio. O liberalismo deve ser corrigido, disciplinado por uma instância (política, cívica, democrática, etc.) que obedece a outras prioridades que a do puro interesse individual.

Senão, um dia, só a Revolução, uma verdadeira Revolução, a partir dos fundamentos da sociedade poderá resolver os problemas da humanidade.

Quero deixar aqui os meus votos de sucesso aos novos governantes do meu país. O povo reclama aos seus dirigentes, aos homens políticos, a necessária virtude cívica, e o desinteresse pessoal, a favor do interesse colectivo.

Uma democracia não pode funcionar sem este ingrediente de base.

Maxmilianno disse...

Vamos aguardar o Sr. Costa acabar com tudo. Língua não tem osso! Ça ne veut plus rien dire du tout.

António Azevedo disse...

Sobre o que disse, nada a dizer! Mas, nota-se muito, faltou-lhe dizer que não estamos em banca rota e o défice não será excessivo! Claro que o estado está ainda mais destruído, mas também já vinha de trás!
Deus escreve direito por linhas tortas! Costa está a escrever por linhas tortas! Será que escreverá direito?
Aqui no Douro estamos à espera que reverta a destruição da Região Demarcada para ver se voltamos a beber daquele néctar que já não existe e que foi o criador desta Região.
Deus me perdoe, mas também não perdoo a quem ativamente ou por omissão destruiu a Região Demarcada do Douro!
O Duriense

Majo disse...

~ ~ ~
~~~ MUITO BEM, FSC!

~ Sabíamos que tinha sido mais ou menos assim.

~ A sua confirmação é muito confortante, contudo,

não merecem mais do que uma memória desprezível.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Miguel A. Baptista disse...

Senhor Embaixador,

A sua escrita e postura no espaço público sempre foi a de um gentleman inspirador.

Neste texto penso que não esteve no seu melhor. Deixou transparecer azedume o que normalmente não o caracteriza. Mesmo compreendendo a sua posição fez-me lembrar a senhora que encontrou no Brasil e lhe disse "Nunca perdoarei àquela bandidagem que, no nosso país, fez o 25 de abril!".

Cumprimentos, lê-lo continua a ser um prazer,

MAB

Jaime Santos disse...

Imparcialidade, Sr. Vieira? Num texto de opinião? Não me faça rir!

Querubim disse...

Eu também sou ateu e também não lhes perdoo, mas não me fico pelo silêncio e grito a minha indignação com um VÃO COM O DIABO QUE OS CARREGUE...

João Cercas disse...

Só lhes perdoa quem nunca fez ponta de um corno para que este País ande para a frente, só lhe perdoa que não tendo onde cair morto ainda é pateta ou burro ao ponto de votar nessa corja de ladrões, o seu texto mostra alguém que é suficientemente lúcido e inteligente para transcrever as palavras e sentimentos da maioria dos portugueses, obrigado pelo seu texto...

Fátima Diogo disse...

Caro embaixador, hoje estou consigo plenamente: na repugnância pela gente que sai e na alegria pela muito maior qualidade da gente que entra.
Também , desde o início comungámos os dois de dúvidas sobre as possibilidades futuras do acordo entre estes partidos de esquerda, mas o caminho faz-se andando e, até agora, o que vi foi honestidade e inteligência.
Li há pouco numa entrevista de uma das figuras mediáticas lusas ( do género que necessita estar sempre a recordar que estudou-em-Oxford) que este governo e a maioria parlamentar que o permite são "um disparate, porque são uma quimera" - pois mesmo que fossem uma quimera (como a direita mais imobilista) o deseja, eu prefiro um país que tenta uma quimera, que um país subserviente, espoliado, apagado e passivo, nas mãos de governantes desumanos, desonestos e iliteratos, já apodrecidos.

Marco da Raquel disse...

Exemplar como é habitual... um bom governante que se perde...ou melhor, nós não ganhámos. Abraço Fraterno.

David Lencastre disse...

Uma espécie de registo, ou relatório final sobre 4 anos de demência governamental. Foram 4 anos de destruição e ataques, sistemáticos, aos mais fragilizados socialmente. De forma consciente e deliberada, na lógica de um neoliberalismo irracional e insensível. Este seu Post é um libelo acusatório – assente em factos indesmentíveis - que merece ser divulgado nas redes sociais. Assim será feito.
Concordo, linha a linha com o que refere. Nalguns aspectos, as situações vividas foram chocantes, como o das penhoras e execuções fiscais, o do trabalho precário, contratos emprego-inserção, redução dos subsídio de desemprego, o subsídio social de desemprego, o rendimento social de inserção, o complemento solidário para idosos, prestações sociais de apoio à família, o que se fez na Educação, Saúde e Justiça, na reforma fiscal, nas privatizações (como refere), etc.
David Lencastre

A energia e a saúde disse...

Senhor embaixador ....
Só para colocar os pontos nos is....
Acabo de me reformar. ...sou anti partidos e anti DEMO cracia.
Ninguém falou ou escreveu quando desde 87, ano da penúltima banca rota, se começou a gastar de novo à tripa forra....alguém há - de pagar....
Ckaro vão ser os meus filhos e netos que nada fizeram para isto...
Todo o mundo caladinho tentandi receber os subsidios possiveis...
Dinheiro só tens 3 opções
Trabalho
Roubo
Lotaria
Ah....esqueci da 4°..... ter amigos, tipo Sócrates. ...
Qualquer dona de casa que sabia que o caminjo escolhido ia levar ao buraco...
Um abraço a todos os que acham que é com trabalho e não com malandrice, que se constróiem paises, casas, estradas, etc
Abraço

Maria Lisboa disse...

Muito bem Francisco! Na mouche! Poupaste-me uma trabalheira! Como não vais ao FB vou eu levar para lá mas com "copy/paste" para ninguém argumentar que o "link" não funciona!

Fernando Nogueira disse...

Caro Embaixador,
Conhecemo-nos pessoalmente em Londres nos anos 90, onde vivi e geri empresas durante mais de 30 anos.
Parabéns por mais um excelente texto e uma excelente análise do des(governo) destes últimos 4 anos. Tomei a liberdade de partilhar o seu texto na minha página do Facebook, embora esteja convencido que da maneira como tenho observado a polarização da nossa sociedade nestes últimos meses, não vamos ser populares... mas o que é verdade precisa de ser dito.
Um abraço,
Fernando Nogueira

MCA disse...

De todo este texto cujo conteúdo subscrevo 100% (conteúdo e não forma já que está redigido com o Acordo Ortográfico...), tenho a salientar a parte final. Como funcionária pública (não há mais de 40 anos mas há mais de 20) na área da Cultura, sempre tive um elevado sentido de serviço público e um forte sentimento de estar realizar um trabalho útil para os cidadãos de hoje projectado no futuro e também eu experimentei esse «sentimento de desgostosa dessolidarização com o Estado». A esperança no futuro não é muita mas é alguma. Continuar por este caminho seria um suplício para mim.

José Ferreira da Silva disse...

Caro Senhor Embaixador,

Acompanho diariamente os seus textos. E que óptimos textos nos vem deixando.
Todavia, com este estou em total desacordo. Não quanto a afirmações ou a opiniões sobre casos particulares mas, sim, quanto ao quadro geral que o Sr. Embaixador descreve.
O Governo de direita teve pecadilhos ? Teve-os, seguramente, e muitos.
Mas teremos de reconhecer que a situação que o País atravessava ( de banca rota, não esquecer ) implicou uma governação que instava, e celeramente, ao equilíbrio das contas públicas.
Estou desconfiado que com este "governo das esquerdas" ( se perdurar alguns meses ) regressaremos à péssima situação do passado.
Sem mais,
Ferreira da Silva

jorege Mendes disse...

Muito obrigado Senhor Embaixador.A sua reflexão traduz o que os tais 62% pensam e sentem: LIBEROS!!! Todos comungamos,na sua alegria de ver a partida destes( não sei se lhes chame-titeres) para não mais voltar(esperemos). Vamos,finalmente, descomprimir deste rolo compressor, troikiano que se abateu sobre a maioria de nós, 4 longos anos, e que nos tornou tão crispados, infelizes, desmotivados. Frases ou epitetos como "piegas"(PPC),"peste cinzenta"(MR),"saiam da zona de conforto"(MR) "emigrem"(MR), "o desemprego é uma oportunidade"(PPC)não têem perdão, nem podem ser esquecidos nunca mais. NÃO LHES PERDOO!POR FAVOR NÃO VOLTEM.
NOTA-PPC- Passos Coelho;MR-Miguel Relvas que,no auge da loucura, chegou a dizer que a fuga dos jovens formados era exportação de massa cinzenta,e que seria bom que Portugal não exportasse apenas jogadores de futebol.Virar novos contra velhos-um crime hediondo
O que ai vem não sabemos;mas este alivio de os não voltar a ver,já ninguém nos tira!!Viva Portugal e Vª Exª.JFM

José Sousa disse...

Senhor Embaixador
Que lindo texto!!!
Que Deus lhe dê sempre esta clarividência que permite análises tão correctas.
Um abraço

aamgvieira disse...

A palavra certa seria parcialidade....mesmo sendo um texto de "opinião"

Mais um governo "Pingo Doce" (JM).....

coalvorecer disse...

Senhor embaixador
Senti cada uma das suas palavras. Sinto-as porque partilho do mesmo sentimento, do mesmo horror face ao que aconteceu no nosso país neste últimos quatro anos. E é com grande alívio que os vejo deixarem de nos (des)governar. Sinto o fôlego da esperança começar a entrar no meu Portugal. Sei que assim será. Nada poderá ser pior do que aquilo que nos foi dado assistir neste últimos anos. Esta catástrofe que quase nos ia destruindo. Haverá muito a fazer, certamente, mas com dignidade lá iremos.
O senhor é um exemplo de rectidão e entrega. As suas palavras expressas publicamente são ar puro para os pulmões conspurcados do nosso Portugal. Da nossa identidade cultural e humana, humanista.
Bem-Haja!

mbs disse...

Obrigada por pôr em palavras o que sinto em relação ao governo que agora sai. Todo um mundo de esperança se abre para quem assim pensa. Apesar da grande admiração que sinto pelo novo Mne, tenho pena de não o ver a si nesse lugar, acho que o faria bem. Abraço

Graça Sampaio disse...

Muito bem!!! Subscrevo. Que vão e não voltem!!!

Obrigada!

Graça

septuagenário disse...

Costa passou a ferro Passos e Portas, cilindrou Cavaco, fintou Seguro e Sócrates, mudou a cassete das misses e dos trabalhadores.

Oxalá não se esbarre e nos lixe a todos.

josé ricardo disse...

Concordo, na íntegra, com o seu texto. É extraordinário, no entanto, do ponto de vista sociológico,como é que o governo cessante conseguiu ter a confiança de tantos cidadãos!
Ainda não consegui vislumbrar uma convincente explicação.

Cumprimentos
José Ricardo

São disse...

Se me permite , e por vários motivos, assino por baixo.

Os meus cumprimentos

João Pedro Garcia disse...

E já só faltam 104 dias para o " chefe daquilo tudo" se pirar! Por enquanto são só boas noticias. " Pourvu que ça dure". Mas virão ainda algumas golpadas de Belém. Vai ser assim até à derrota final.

Daniel Fins Santana disse...

Comento o que publiquei na minha página de FB partilhado de uma amiga: Daniel Santana Publiquei, para que todos os meus amigos possam melhor compreender porque nunca gostei do Nibinho e o duo Passou Coelho Rapidamente para trás das Portas. Será senilidade? Mas lendo este belíssimo artigo do Chico (chamo-o assim mesmo pelo português normal que é - exemplo magistral de como todos deveríamos ser) vieram-me as lágrimas aos olhos - BOA LEITURA A TODOS

João Cordeiro disse...

Obrigado, Senhor embaixador, em nome dos que ficaram para trás, como eu, dos que se
viram sem casa, como eu, dos que se afastaram da familia, como eu, dos filhos que tiveram de sair da sua zona do conforto, como os meus, em nome de uma familia separada, como a minha, e o que me resta é voltar a trabalhar aos 61 anos, para ver se consigo recuperar a minha familia, obrigado, deixei de me sentir só.

César disse...

Também não lhes perdoo de tudo o que o senhor Embaixador enumera, e pelos motivos que apresenta. Não lhes perdoo, em suma, o ULTRALIBERALISMO que os motiva, com ou sem os constrangimentos e condicionamentos recebidos dos predecessores. Liberalismo e Democracia são incompatíveis. Liberalismo é ingrediente, isso sim, de «Cracia do Demo». E o Liberalismo é, de facto, imperdoável. Salvo no caso de sincero arrependimento e contrição, evidentemente, coisa que manifestamente não ocorre no caso vertente. Nada, pois, de perdão, nem, ainda menos, de indulgência para quem desenvolveu e praticou tal política, incluída aqueloutra que a antecedeu e de que esta acaba por ser a continuidade exponenciada. Não perdoo a quem deu o pretexto da catástrofe para não deixar pedra sobre pedra de tudo quanto era público e mexia. A quem simbolicamente escarrou na dignidade da soberania do Estado, suprimindo o vínculo de nomeação dos funcionários públicos, transformando-os em contratados como se a Administração Pública devesse ser tratada como uma mercearia. Não perdoo o reconhecimento dum estado-fantoche albanês numa província roubada à Sérvia. Não perdoo a imposição do Aborto «Ortográfico». em que o texto do senhor Embaixador vem redigido. Não perdoo o acantonamento galopante da ideologia de género no plano conceptual do nosso sistema jurídico. Não perdoo a quem inventou as PPPs e os swapps. Não perdoo ao Filipe La Feria por ter rejeitado integrar o Passos Coelho nos seus elencos. Não perdoo ao Jorge Sampaio ter catalisado a demissão do Ferro Rodrigues como Secretário-Geral do PS e aberto o caminho a quem lhe sucedeu. Santo Deus! Não perdoo ao Afonso Costa, nem ao José Relvas (por motivos redobrados) nem ao Mouzinho da Silveira, aquele que aparecia nas últimas notas de 500$00 e fazia lembrar a figura do criado do Frankenstein! Nem ao Marquês de Pombal, nem àquela Senhora que, algo ambiciosa, achou preferível «ser rainha uma hora que duquesa toda a vida». Miserere nostri Domine!

César disse...

Uma precisão apenas: subscrevo inteiramente, em si mesmo, todo o conteúdo do post. Deploro apenas a conformidade do mesmo com o Aborto Ortográfico. Um desabafo...

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Senhor Embaixador

Respeito os seus pontos de vista com os quais discordo totalmente, e o meu único comentário a este seu texto é : " Atrás de mim virá quem de mim bom fará "
Nesse dia voltamos a falar

T disse...

Mas sabe que em 2011 estávamos na bancarrota não sabe?
Parece que não:|
Daqui a 1 ano ou dois já lhe avivam a memória.

strik disse...

Boa mais um hipócrita descarado, daqui só lhe digo:bloco central só se serve do país para comer, e o senhor fez ou faz tb parte desse grupo de parasitas.
Tenho asco à maioria dos políticos portugueses, forca era o minimo a essa cambada de traidores da Pátria.

Isabel Seixas disse...

Gostei imenso do post,subscrevo.

Lutador disse...

Parabéns pelo seu discurso,deveras elucidativo sobre o estado da nação!

Manuel Bernardo disse...

Nunca vi tanta asneira junta.
Esqueceu-se do estado de bancarrota que este governo herdou do PS?
Sejam facciosos mas tenham da noção do ridículo...

Pedro Vendas disse...

Tenho pena, muita pena pelo que lhe li. Se fosse católico diria que lhe falta amor. Não sendo, não sei que lhe diga.

jose disse...

acho absurdo tudo o que diz nâo compreende que para por uma terra nâo amanhada a dar fruto, é preciso muito trabalha antes, trabalho esse que foi preciso durante estes 4 anos nâo hà pao sem calos na mâo e quém pensar o contrario, é porque tudo lhe caiu do céu.

maria luz disse...

dolorosa e brilhante reflexão ...subscrevo na íntegra ...

José Sousa e Silva disse...

Aplaudo !

Emanuel Martins disse...

O texto permite-nos refletir (e comentar) a situação política actual - obrigado pelo texto. Apesar de concordar em absoluto com o que foi escrito (do que conheço e do que não conhecendo, acredito que seja assim), não deixo de realçar as ausências e as intercalações entre o geral e o particular. É um texto excelente para um desabafo, que suponho ser o objectivo do mesmo, mas não um texto de análise do período difícil que atravessamos. Provavelmente quando acabou o último governo do PS, poderíamos fazer um desabafo equivalente, com pequenas histórias escabrosas e uma grande desilusão geral. Para um melhor enquadramento da minha posição política : Eu não sou de direita, nem de esquerda, não sou do PS nem do PSD nem de qualquer outro partido ( a ser, sou do Benfica, que jogando bem ou mal, merece sempre vencer). Quando voto, voto em consciência e nunca por clube Francisco Martins

Fafite Rocha disse...

Fátima Faria
Plenamente de acordo. E se esta vontade conjunta é o que o PSD/CDS chamam de fraude. Então quanto a isto eu me considero uma fraudulenta.

José Castanho Paes disse...

Excelente texto, Sr. Embaixador! Ajuda muito a contrariar a tendência para a memória curta das pessoas. Especialmente a daquelas que sofreram e, em atitude masoquista, perdoaram o que de facto é imperdoável. Bem haja.
JMCPaes

Manuel Barreiros disse...

Meu caro Francisco,
Aqui de Madrid quero deixar-te um abraço de amizade e admiração. O que tu dizes reflecte a triste realidade destes últimos quatro anos.
Manuel Barreiros

Francisco Guerra Tavares disse...

Caro Embaixador, subscrevo por inteiro. Acrescentaria, como me chamou a atenção um amigo meu, como um simples reflexo dessa máquina brutal que esteve a triturar o país é o exemplo publicado no Jornal Público em que o vendedor da TAP à noite, e possivelmente com os compradores já autorizados a vender terrenos de milhões, é requisitado pelo Banco de Portugal a ganhar 28 mil euros por mês para organizar a venda do BES!!! Os favores pagam-se (vg. o Gaspar para o FMI, o Álvaro Santos Pereira para a OCDE e este boy do neoliberalismo, Sérgio Monteiro, para o Banco de Portugal).

Dizimado disse...

Sr. Embaixador
Recebi ontem, de um amigo, o seu texto com o qual estou de acordo na generalidade.
No entanto o terceiro parágrafo, o primeiro em que começa a descrever a destruição que o passado governo levou a cabo no país, levanta um problema que não consigo resolver.
Em 2011 os votos crédulos dos Portugueses deram a maioria absoluta à coligação de direita que governou Portugal durante os últimos quatro anos. Quatro anos passados, depois das malfeitorias que descreve, ainda houve quase 2 milhões de portugueses que votaram na mesma coligação. Cerca de 36,9% dos eleitores que se apresentaram nas urnas votaram naquela, não por aquilo que lhes prometia, mas por aquilo que tinha feito. Não se cai duas vezes na mesma esparrela.
Das duas uma:
a) Ou esses eleitores são imbecis ou estão com medo do que possa aí vir, e nesse caso é um país sem futuro aquele em que um número tão grande de cidadãos, (mais do que todos aqueles que votaram no PS que actualmente é governo com toda a legitimidade), é imbecil ou medroso, parecendo-me estas características pessoais algo que não muda com o tempo ou com o governo.
b) Ou o desabafo do Sr. Embaixador peca por omitir o poucochinho que o passado governo fez de positivo.
Para bem de Portugal queira Deus que a hipótese b) seja a correta.
Melhores cumprimentos
João Almeida

Sergio Paradiz disse...

FSC viveu( vive ) num mundo “limitado” pelas condições que as suas funções lhe propiciam. É só aparente a visão holistica que um embaixador tem. Para que assim não aconteça e’ preciso que o embaixador saia da sua zona de conforto. O que FSC não fez . Mas não é só por isso. É também porque o seu pensamento está predisposto a seguir a “leitura” que aqui deixa.
A menos que eu tenha interpretado mal e de facto FSC se esteja a “despedir” JÁ, daqueles que voltaram, novamente, para governar o país . Porque se houve alguém que MENTISSE e que DESPUDORADAMENTE TENHA ALARDEADO o maior desprezo pelos “99%” dos portugueses, foram exactamente aqueles que agora estão de regresso ao governo. Não acredito que FSC não SAIBA que – depois de 74- não houve governo mais “extractivo” (Why nations fail) que o composto por aqueles que agora regressaram . Ou há maior atentado à dignidade, às funções do Estado e aos seus cidadãos, que levá-lo à falência ?

Francisco Guerra Tavares disse...

O poucochinho que o passado governo fez de positivo! Deve ter querido dizer o pé coxinho. Ó sr . Almeida já chega de Sérgios Monteiros e quejandos!

Francisco Guerra Tavares disse...

Para o sr. Paradiz parece ser um paradíso este Portugal dos CTT, EDP, PT, TAP e tudo o mais que houver nas mãos dos "nobres" estrangeiros (lembra-me o nosso Afonso V) que tanto bem nos fazem e que tanto investimento trazem.

Anónimo disse...

Ainda bem que o anterior governo de má memória se finou... um governo que usurpou o povo, os seus direitos e dignidade... um governo vingativo que fez da justiça um istrumento de ajuste de contas. Que levou ao cárcere um ex- primeiro ministro que fazia das fotocópias o seu instrumento de estudo... e só pelo homem gostar tanto de fotocópias viu o seu nome transfomado num número.
Que haja sempre amigos como o sr. Silva dos envelopes que guardam aquilo que gostamos ou mesmo garrafas de vinho para nos lembrarmos de que há amizades me mercem ser recordadas e perservadas.
Agora que um novo tempo se ergue sobre as nossas cabeças poderemos finalmente sentirmo-nos felizes e inchados pela esperança que nos prometem sem austeridade.
Bem hajam.

Filipe Bastos disse...

Bem verdade, Sr. SÉRGIO PARADIZ; mas quantos aqui leram o livro Why Nations Fail? Quantos saberão o que são "forças extractivas" - e não falamos de agricultura?
O Sr. Seixas da Costa sabe-o de certeza, e por dentro: sempre fez parte dos que extraem. Basta ver o seu extenso CV de "esquerda", mais caviar do que qualquer estrela do Berloque ou do Livre. De Paris a Nova Iorque, sempre em merecido luxo, como o inolvidável 44, sempre a espalhar o socialismo!
Até anda pela Mota-Engil... e não havia de celebrar o regresso ao pote?

Luís Gagliardini Graça disse...

Fui censurado?

Francisco disse...

Não surpreendem estas posições de Seixas Costa.

Francisco disse...

Não surpreendem estas posições de Seixas da Costa. Não se esperaria coisa diferente.

UmIndignado disse...

"Cerca de 36,9% dos eleitores que se apresentaram nas urnas votaram naquela, não por aquilo que lhes prometia, mas por aquilo que tinha feito. Não se cai duas vezes na mesma esparrela".
Caro Sr. Dizimado, estes 36,9% são em grande parte os mesmos que se deixaram enganar em 2011, com as falsas promessas de um aldrabão chamado Passos Coelho e de um covarde chamado Paulo Portas, um homem sem palavra, que gosta muito de viajar à conta do Orçamento, DUVIDOSAS viagens... Analise a campanha que estes senhores fizeram ao longo deste ano e compare-a com a de 2011, promessas de muitos e fundos e veio-se a concluir mais uma vez que era tudo uma pura mentira. Ainda bem que se foram...seria mais um golpe na boa vontade e na esperança de um povo, o melhor deste mundo, sem dúvidas. A Bancarrota começou no Cavaco. A estratégia dele como governante foi seguida pelos seguintes, esbanjando dinheiro sem destino e que a Europa nunca se preocupou... em saber como e quando, onde e porquê, uns mais do que outros, os quais para mim são todos iguais. Mas como estes últimos nunca tinha visto. De uma coisa tenho eu a certeza, não haverá mais nenhum "25 de Abril", porque também já não há capitães...o que muito me comove.

Anónimo disse...

Não direi Amém um texto tão destrutivo e cheio de ódio. a opinião que aqui expõe não é, nem podia ser a minha nem de muitos portugueses que foram governados por partidos que apenas procuraram o poder para fazerem deste país uma polvo de corrupção.Esses, sim, nunca deviam, ter estado no governo e muito menos serem PM.Mas porque há gente que só vê para dentro da sua linha política é que chegamos a um ponto onde os convictos aldrabões e corruptos continuarão a fazer o que sempre fizeram nesta dita democracia doentia...