quinta-feira, abril 24, 2025

Justiças

Convém que fique muito claro que não são os portugueses que devem ser obrigados a repetir, num mantra politicamente correto, que acreditam cegamente na justiça da Justiça que o Estado lhe serve. Pelo contrário, é a Justiça, "teúda e manteúda" pelo erário público, que tem de provar que é digna dessa confiança. É que, ao contrário do papa, que é infalível em matéria de fé, os operadores judiciais já provaram à saciedade terem a infalibilidade dos árbitros de futebol. 

4 comentários:

  1. Anónimo14:07

    Mas isto, s.d.r., vem a propósito de quê? Do PNS? Dos magníficos 50? Alguém disse, em algum lado, em algum momento, que a justiça era infalível? Não me lembro.

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  2. João Cabral14:32

    É como dizer que se acredita cegamente nas instituições democráticas, no Parlamento, na PR e na bondade do Estado...

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  3. Anónimo04:41

    Há operadores da justiça, em especial entre aqueles que que integram os vários órgãos do poder judiciário que se acham empossados em poderes quase absolutos, dotados de infalibilidade, imunes aos defeitos e fraquezas do ser comum, julgados no exercício das suas funções apenas pelos seus pares. Esquecem que o poder corrompe (no sentido lato do termo) e o poder absoluto corrompe absolutamente. Não se trata da corrupção comum, da vantagem financeira, mas do abuso e da usurpação do poder através duma interpretação pessoal e especialmente abrangente dos preceitos legais, que extravasam o senso-comum

    Na relação entre justiça e política há um problema adicional a ausência de mecanismos que assegurem a não contaminação das decisões dos operadores judiciais pelas respectivas opções políticas e filosóficas. Como o sistema funciona em circuito fechado há um problema sistémico de endogamia. Nesta matéria acho que Rui Rio tinha razão. Todavia o que vemos no relação com da justiça com o mundo político é provavelmente indiciador dum mal mais profundo.

    Há na sociedade um excesso de judicializacao da vida dos cidadãos e um mecanismo perverso de auto justificação. As alegadas ilegalidades mesmo quando não são provadas devem-se quase sempre há falta de recursos da justiça o que legitima entorses ao processo legal, com aplicação de pena mesmo sem condenação, e a redução dos direitos de defesa. O cidadão é muitas vezes acusado de contra ordenações e crimes de que é notifica anos após o acontecimento o que os coloca numa situação de óbvia vulnerabilidade pois é-lhes impossível recuperar o passado e contradizer a alegada “verdade” construída por equipas de dezenas de pessoas dotadas dum poderes quase ilimitados e sem óbvio escrutínio.

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  4. Anónimo04:41

    Há operadores da justiça, em especial entre aqueles que que integram os vários órgãos do poder judiciário que se acham empossados em poderes quase absolutos, dotados de infalibilidade, imunes aos defeitos e fraquezas do ser comum, julgados no exercício das suas funções apenas pelos seus pares. Esquecem que o poder corrompe (no sentido lato do termo) e o poder absoluto corrompe absolutamente. Não se trata da corrupção comum, da vantagem financeira, mas do abuso e da usurpação do poder através duma interpretação pessoal e especialmente abrangente dos preceitos legais, que extravasam o senso-comum

    Na relação entre justiça e política há um problema adicional a ausência de mecanismos que assegurem a não contaminação das decisões dos operadores judiciais pelas respectivas opções políticas e filosóficas. Como o sistema funciona em circuito fechado há um problema sistémico de endogamia. Nesta matéria acho que Rui Rio tinha razão. Todavia o que vemos no relação com da justiça com o mundo político é provavelmente indiciador dum mal mais profundo.

    Há na sociedade um excesso de judicializacao da vida dos cidadãos e um mecanismo perverso de auto justificação. As alegadas ilegalidades mesmo quando não são provadas devem-se quase sempre há falta de recursos da justiça o que legitima entorses ao processo legal, com aplicação de pena mesmo sem condenação, e a redução dos direitos de defesa. O cidadão é muitas vezes acusado de contra ordenações e crimes de que é notifica anos após o acontecimento o que os coloca numa situação de óbvia vulnerabilidade pois é-lhes impossível recuperar o passado e contradizer a alegada “verdade” construída por equipas de dezenas de pessoas dotadas dum poderes quase ilimitados e sem óbvio escrutínio.

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