segunda-feira, abril 14, 2025

Vargas Llosa


Era um escritor genial. Politicamente, era um reacionário. Às vezes, acontece. Na minha hierarquia íntima de admiração, alguns desses criadores têm um valor de exceção, porque conseguiram ultrapassar, graças à sua indiscutível qualidade, a minha rejeição ideológica. A nossa cabeça é muito complicada, não é?

5 comentários:

  1. Anónimo18:07

    Já me aconteceu. Mas também já detestei autores aclamados e quando se dá o caso de serem da esquerda intolerante , não perco a oportunidade de descarregar a minha bílis ideológica...

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  2. Anónimo18:38

    Fernando Neves
    Conversa na Catedral não é um livro reaccionario

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  3. João Cabral22:30

    Depende, senhor embaixador. Se se separar sempre o homem da obra, é fácil. É o que costumo fazer. É por isso que admirava José Hermano Saraiva, a despeito do "reaccionarismo", ou Michael Jackson, apesar de ser (alegadamente) pedófilo. Cada coisa no seu lugar. Ou deixamos que a ideologia política comande tudo nas nossas vidas? Há mais além disso, a não ser que se seja um fundamentalista radical, rejeitando Freddie Mercury porque era homossexual ou José Saramago porque era comunista. Pode-se, claro, não admirar a arte de cada um, mas isso já é uma apreciação subjectiva. Vivamos, pois, a vida nas suas múltiplas vertentes.

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  4. Mario Vargas Llosa está para a literatura como Saramago está para a... literatura. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

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  5. Anónimo21:05

    O giro era ver este peruano a defender com unhas o esmagamento da autodeterminação catalã. O que é bom para nós...

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Essa é que é essa!

A América Latina, pavlovianamente, entrega-se às mãos de presidentes que têm como prioridade conseguir manter boas relações com "o dono...