sexta-feira, novembro 22, 2024

A lei da bomba

Acho de uma naïveté simplória os raciocínios que levam a sério a letra da doutrina nuclear russa. Como se a Rússia, no dia em que lhe der na gana bombardear alguém, vá consultar a "doutrina": "Ora deixa-me lá ver se, ao carregar no botão, não estou a infringir alguma alínea"...

3 comentários:

Francisco de Sousa Rodrigues disse...

Anda por aí um "fia-te na Virgem e não corras" de que a conversa da Rússia é mesmo só isso, que espero que não contamine alguns lideres que ainda vão demonstrando alguma avisada cautela quanto à tentação de medidas mais tremendas do ponto de vista militar.

Carlos Antunes disse...


Posso estar engando, mas a doutrina nuclear russa que Putin aprovou em 19 de Novembro de 2024, transformando-a num texto legal oficial, em nada difere dos “Fundamentos da Política de Estado da Federação Russa no Campo da Dissuasão Nuclear” o nome da doutrina aprovada em 2020, antes de a Rússia invadir a Ucrânia.


Basket-Spot disse...

Putin não é parvo nem um destravado. Sabe que no momento em que o fizer, terá o lugar mais tenebroso na história (se é que restará história). Além disso, o apoio popular de que supostamente goza poderia desvanecer-se num ápice e o seu fim poderia ser daqueles bem trágicos como só o dos facínoras pode ser. E tal como no caso de Trump, tem uma série de militares à sua volta que também não são parvos. A retórica ele sabe usá-la, o resto duvido muito. Andamos no jogo do gato e do rato, mas quem utilizar esse armamento, fá-lo-á pela última vez. E quem não sabe isso?

A Europa de que eles gostam

Ora aqui está um conselho do patusco do Musk que, se bem os conheço, vai encontrar apoio nuns maluquinhos raivosos que também temos por cá. ...