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sábado, abril 16, 2022

Aleluia


No local onde agora estou, só se consegue ouvir os sinos de uma igreja se acaso o vento estiver muito de feição. Verdade seja que, usando sempre, nas férias em Vila Real, o “fuso de Caracas”, em termos daa minhas horas matinais, não consegui esclarecer se, num sábado de Aleluia como este, ainda se manteve o velho ritual dos sinos tocarem em uníssono, logo pela manhã. 

Mas será que isso importa alguma coisa, nestes tempos em que maioria dos sinos que se ouvem são uns “genéricos” em gravação, porque já não deve haver verba para contratar sineiros? (Os muçulmanos também padecem dos males do défice: ainda não há muito tempo, numa capital de tementes a Maomé, ouvi a convocação para orações, o azan, a ser feito pelo muezin da mesma forma). 

Noutras eras desta pátria, em que outros costumes se impunham, na Semana Santa, todas as rádios (televisão não havia) suspendiam as suas emissões à hora de almoço de quinta-feira, entrando em “black out” durante toda a sexta-feira, dias em que não passava pela cabeça de ninguém abrir as portas de qualquer loja comercial e, claro, em que o bacalhau e o peixe eram de regra nas refeições. Mas, mais do que isso: nesses tempos, em que não havia secadoras de roupa, até não era de “bom tom” estender roupa lavada a secar. Imaginem! 

O que Portugal mudou! 

Entrevista ao "Público" e à Rádio Renascença

  Ver aqui:  https://vimeo.com/1159303777  ou aqui  https://rr.pt/noticia/amp/hora-da-verdade/2026/01/29/seixas-da-costa-portugal-teve-posic...