quarta-feira, maio 29, 2019

Votos


Fala-se por aí muito, por estes dias, do nível da abstenção registada nas eleições europeias. Antes de esgrimir o argumento para dele retirar conclusões, ao sabor da vontade e interesse de cada um, talvez valha a pena ponderar que, precisamente para esta eleição, foram incluídos nos cadernos eleitorais, pela primeira vez, todos registos dos portugueses inscritos na diáspora, os quais, como é sabido, regularmente se abstêm bastante em eleições presenciais. Aliás, só assim se justifica que o atual universo de potenciais eleitores portugueses seja superior a 10 milhões, quando é sabido que a nossa população residente, nos dias de hoje, está já bem longe de alcançar esse número. E se considerarmos que, nessa mesma população, há muitos estrangeiros e menores de 18 anos, todos sem direito de voto, fácil é concluir que os valores desta abstenção têm muito que se lhe diga.

Mas há uma outra realidade em que também acho importante pensar-se: os votos nulos e em branco, que ultrapassam 250 mil, um quarto de milhão! Que mensagem devemos retirar do ato dessas pessoas, que tiveram o cuidado de se deslocarem à assembleia e aí decidiram deixar um voto sem uma expressa opção política? Descontados os erros e as rasuras que terão anulado alguns boletins de voto (mas que não podem ser tantos assim!), que devemos concluir sobre a atitude dessas pessoas? E que fazer para lhes “responder”? Aqui está um tema que, mais do que o “achismo” da conversa de café (ou de facebook, o que vai dar ao mesmo) em que todos somos “peritos”, devia mobilizar quem, cientificamente, disso verdadeiramente sabe.

8 comentários:

  1. Anónimo17:27

    Esses 250 mil devem sentir o dever de cidadão de votar mas não se identificam com qualquer um dos candidatos a votos ou das políticas que estes defendem.

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  2. Anónimo22:13

    A Europa, ou pelo menos as questões europeias, claramente, não interessa/m à maioria do portugueses. É um facto.

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  3. Anónimo22:28

    Apenas uma correção factual: segundo as estimativas mais recentes do INE, a população residente é de cerca de 10 milhões e 300 mil pessoas.

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  4. Anónimo22:48

    Podiam colocar um quadrado a dizer “abstenho-me” e fazer corresponder a isso lugares vazios no parlamento?

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  5. pvnam23:51

    A elite financeira, e seus mercenários, são a NOVA PIDE.
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    --» Os Partidos do Sistema (e os Media do Sistema) são financiados por pessoal que..... possui investimentos ávidos de mão-de-obra servil ao desbarato.
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    --» Em consequência disso os Partidos do Sistema (e os Media do Sistema) destilam ódio/intolerância para com Intenções Identitárias:
    - eles não se limitam a ser globalistas, eles não suportam a existência de povos autóctones a sobreviver pacatamente no planeta; isto é: eles não respeitam NEM a diversidade, NEM a justiça social, NEM os povos de menor pegada ecológica.
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    --» Ora, de facto, o pessoal dos partidos do sistema em conluio com a alta finança, e em conluio com migrantes que se consideram seres superiores no caos... não falam na introdução da Taxa-Tobin como forma de ajudar os mais pobres... querem é que a ajuda aos mais pobres seja feita através da degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil.
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    --» Mais: migrantes naturalizados são contra o separatismo-50-50... com o efeito, o seu problema não é a integração... com a sua demografia imparável em relação aos nativos, o seu problema é serem Donos Disto Tudo.
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    A luta pela Sobrevivência duma Identidade não é uma coisa de 'acção partidária'... tem de ser sim... um Movimento Suprapartidário.
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    MOVIMENTO-50-50
    -» respeito pela Diversidade;
    -» respeito pela Justiça Social;
    -» respeito pelos Povos de Menor Pegada-Ecológica
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    -» Por um planeta aonde povos autóctones possam viver e prosperar ao seu ritmo;
    -» E por uma sociedade que premeie quem se esforce mais (socialismo, não obrigado)... mas que, todavia, no entanto... seja uma sociedade que respeite os Direitos da mão-de-obra servil;
    ---» Todos Diferentes, Todos Iguais... isto é: todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o seu espaço no planeta --»» INCLUSIVE as de rendimento demográfico mais baixo, INCLUSIVE as economicamente menos rentáveis.
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    Nota 1: Os 'globalization-lovers', UE-lovers. smartphone-lovers (i.e., os indiferentes para com as questões políticas), etc, que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
    -»»» blog http://separatismo--50--50.blogspot.com/.
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    Nota 2: Os Separatistas-50-50 não são fundamentalistas: leia-se, para os separatistas-50-50 devem ser considerados nativos todas as pessoas que valorizam mais a sua condição 'nativo', do que a sua condição 'globalization-lover'.
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    Nota 3: É preciso dizer NÃO à democracia-nazi! Isto é, ou seja, é preciso dizer não àqueles... que pretendem democraticamente determinar o Direito (ou não) à Sobrevivência de outros! [obs: não foi por acaso que a elite do sistema adulterou a lei das naturalizações]
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    Nota 4: Em pleno século XXI tribos da Amazónia têm estado a ser massacradas por madeireiros, garimpeiros, fazendeiros com o intuito de lhes roubarem as terras... muitas das quais para serem vendidas posteriormente a multinacionais: a elite do sistema fala nestes holocaustos? Népia!
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    Nota 5: Urge dizer à elite deste sistema o mesmo que foi dito aos antigos esclavagistas: a não existência de mão-de-obra servil ao desbarato não vai ser o fim da economia... vão continuar a existir muitas oportunidades de negócio (nomeadamente introduzindo mais tecnologia)!

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  6. Anónimo07:48

    Parece que o maluco que há uns tempos andava aqui diariamente a ofender Portugal arranjou um colega...

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  7. Anónimo10:55

    Algumas das ideias veiculadas por pvnam são, sem dúvida, muito interesantes. Mas transbordam, de excessivas, de não sei onde.
    Outras estão mescladas com pinceladas de notas e observações nem sempre clarificadoras da ideia primordial, o que dificulta a sua correta e justa análise.
    De modo que a vontade que dá é de conhecer melhor o autor, num discurso/texto que esteja mais articulado e estruturado.

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  8. Passados todos estes dias, o Lavoura ainda não passou por aqui precisando que não foram 250.000 mas 229.915? Aconteceu-lhe alguma coisa, ao Lavoura?
    Deixa-me preocupado que as caixas de comentários sem o Lavoura são como uma celebração futebolística à frente das câmaras de televisão sem o Emplastro...

    Por outro lado, que não em abono dos preciosismos implicativos do Lavoura, conviria sensibilizar o embaixador que estes não são tempos cómodos para arredondamentos vagos, os que não respeitam as regras aritméticas, considerada a aparição e prevalência da doutrina Trump a respeito da Verdade, com os seus famosos Factos Alternativos.

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