terça-feira, 14 de maio de 2019

14 de maio de 2009 - publicado há 10 anos, neste blogue


HOLOCAUSTO

“Hoje de manhã, numa conferência na Fundação Calouste Gulbenkian, aqui em Paris, Eduardo Lourenço dizia que, se pensarmos bem, a escravatura pode ser considerado o primeiro holocausto. Nunca me tinha ocorrido, mas, como quase sempre, ele tem razão.”

7 comentários:

Anónimo disse...

....."quase sempre"...?????

alvaro silva disse...

O homem está como sempre esteve senil! tão tão que nunca ensinou aos filhos a língua paterna, o que faz qualquer bruto "maçom" das minhas berças que para lá emigrou, tal qual este. Quanto a holocaustos temos conversado e o pior foi a peste negra.

Anónimo disse...

Mas qual escravatura? Em que época? Realizada por quem?
O Holocausto foi uma coisa focada num curto período de tempo e não uma série de eventos ao longo da História. Deixem-se de brincadeiras!

Joaquim de Freitas disse...

Em 14 de Maio de 2019 às 13:52, o Anónimo escreveu:


“Mas qual escravatura? Em que época? Realizada por quem?
O Holocausto foi uma coisa focada num curto período de tempo e não uma série de eventos ao longo da História. Deixem-se de brincadeiras! « Fim de citaçao.

Temos aqui uma reacção quase epidérmica de alguém que parece considerar que a palavra “holocausto” foi inventada pelos Judeus para comemorar os judeus deportados e mortos pelo regime nazista. Como se este povo tivesse a exclusividade! Mas não, mesmo se no antigo Israel, era o sacrifício religioso no qual a vitima, um animal ,era inteiramente devorada pelo fogo : a vítima era assim sacrificada. (Baixo latim holocaustum, do grego holokaustos, de holos, inteiro, e kaustos queimado)

Facto curioso: é o único “Dia da Memória”, apesar dos não poucos exemplos de genocídio ao longo da História. Os meios de comunicação realçam pontualmente o martírio do povo judeu, acusando de anti-semitismo e racismo qualquer pessoa que simplesmente coloque não dúvidas mas perguntas, por exemplo acerca da legitimidade das acções de Israel ou da ideologia sionista.

Pelo contrário, outros e mais extensos genocídios foram completamente removidos da consciência comum, ou, pior ainda, justificados de várias maneiras. Para tamanho e método de execução, não é minimamente possível comparar o genocídio dos judeus com aquele dos nativos americanos.

Apesar das dificuldades em obter números certos, não há dúvidas que desde a chegada dos primeiros europeus até o final do séc. XIX, 50 milhões de nativos morreram por causa das guerras, perda do ambiente onde viviam, mudanças no estilo de vida, doenças. Mas outros estudos apontam para 100 ou até 114 milhões de vítimas.

Em 1500 cerca de 80 milhões de pessoas ocupavam o Novo Mundo: em 1550 apenas 10 milhões de indígenas ainda sobreviviam. No México, havia cerca de 25 milhões de pessoas em 1500 enquanto em 1600 não sobravam mais de que um milhão de indivíduos.

“Dia da Memória” também para os nativos americanos? Não há.

Os meios do genocídio foram vários: do massacre de comunidades inteiras por parte de exércitos regulares ou mercenários até à propagação intencional de doenças endémicas como a varíola. Lembrar as palavras do general britânico Jeffrey Amherst durante a revolta de Pontiac em 1763:
“Fazem bem a tentar contaminar os índios por meio de cobertores em que dormiram doentes de varíola ou por quaisquer outros meios para exterminar esta raça abominável”

Anónimo disse...

Percebem porque é que a freitiana personagem se foi lembrar do "genocídio dos índios", não percebem? É para poder falar dos EUA !!!

Anónimo disse...

@Anónimo 14 de maio de 2019 às 17:34

O comentador Freitas referiu
"...chegada dos primeiros europeus até o final do séc. XIX" aquilo que agora e conhecido como eua

e é um facto comprovado o genocídio dos ameríndios


Porque razão teve de enviesar o comentario do comentador Freitas ?

mariana tomasini disse...

Que diabo de ideia vir aqui comentar só para dizer besteira em vez de argumentar o que o comentador Freitas disse. Que são factos. Ou o anónimo sabe qualquer coisa ou não sabe .