Foi agora anunciado que Marcelo Rebelo de Sousa tenciona nomear Eduardo Lourenço para o Conselho de Estado. Isto hoje está complicado: lá vou eu ter de elogiar mais uma decisão do presidente "to be"!
É que, para além da grande elegância do gesto, o nome do meu querido amigo Eduardo Lourenço é a garantia de poder vir a ouvir-se naquele órgão a palavra serena de alguém que há muito nos pensa, radiografa os nossos sentimentos coletivos e bussoliza o nosso futuro. Só tenho pena que a regra do segredo que faz parte da liturgia do cenáculo nos não venha a permitir usufruir das palavras sábias que Lourenço por lá irá deixar.
Boa noticia. Há muito que leio e ouço o que este senhor diz. De facto é dos poucos que sabe analisar este País, sem palas politiqueiras e sem interesses partidários. Ele está acima dessas coisas.
ResponderEliminarÉ verdade, caro Francisco. Foi uma sessāo inesquecivel, essa que menciona. Ficou na Historia, como se vê.
ResponderEliminarJPGarcia
Nunca ouvi falar. Quem é?
ResponderEliminarE mais se surpreenderá sr Embaixador. Marcelo tem a inteligência para ser um Presidente para a história. E a independência bastante.
ResponderEliminarCom consideração.
P.
Senhor embaixador,
ResponderEliminarO ditado: "chega-te aos bons que serás como eles, chega-te aos maus serás pior que eles"
Bato palmas a Marcelo.
Saudaões de Banguecoque
Quem será o ignorante anónimo das 17:41?!
ResponderEliminar"Quem será o ignorante anónimo das 17:41?!"
ResponderEliminardeve ser da tua família, têm o mesmo apelido.
Será com muito gosto e porque gosto, que darei também a bem da Nação a mão à palmatória.
ResponderEliminarEmbora o meu presidente dos candidatos seria por opção o Professor Sampaio "Seixas" da Nóvoa...
Em tempos sugeri-O a Si sr. Embaixador e à Doutora Helena Sacadura Cabral , não quiseram,olhe paciência.
Agora Eduardo Lourenço ó se gosto
Eduardo Lourenço
5 Citações
Cultura
A Cultura não é o lugar de revelação alguma, é apenas o lugar onde todas as revelações são examinadas e discutidas sem fim. Para que cada um de nós possa viver dessa discussão infinita do mundo e de si mesmo.
Público
Sociedade
A televisão é um instrumento permanente do 'divertissement'. (...) É uma cultura do esquecimento e uma criação do esquecimento sobre o esquecimento
DNa (DN)
Sociedade
Passámos do trágico para uma espécie de carnavalização de todas as experiências, todas as atitudes humanas. Hoje não é dúvida de que o espaço próprio da civilização a que pertencemos se chama televisão
Politica
A Europa real é uma colecção de identidades que já não têm a capacidade de se viver plenamente como nações, nem a força de querer e de imaginar a futura Europa como uma nova espécie de nação
Público
Povo
Nação pequena que foi maior do que os deuses em geral o permitem, Portugal precisa dessa espécie de delírio manso, desse sonho acordado que, às vezes, se assemelha ao dos videntes (Voyants no sentido de Rimbaud) e, outras, à pura inconsciência, para estar à altura de si mesmo. Poucos povos serão como o nosso tão intimamente quixotescos, quer dizer, tão indistintamente Quixote e Sancho. Quando se sonharam sonhos maiores do que nós, mesmo a parte de Sancho que nos enraíza na realidade está sempre pronta a tomar os moinhos por gigantes. A nossa última aventura quixotesca tirou-nos a venda dos olhos, e a nossa imagem é hoje mais serena e mais harmoniosa que noutras épocas de desvairo o pôde ser. Mas não nos muda os sonhos
Jornal das Letras, mas tendo como fonte "Portugal - identidade e imagem" in "Nós e a Europa ou as duas razões", por Eduardo Lourenço (1988)
Jornal de Letras
"Bussolizar" se permite que diga, não existe. Admite-se "bussolar".
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