Há um resultado que não deveria ocorrer, no debate que hoje e amanhã tem lugar em Bruxelas, no qual o Reino Unido quer consagrar, se possível ainda mais, a sua singularidade face ao resto da União Europeia: um acordo apenas sobre alguns temas, deixando outros para um eventual futuro entendimento.
Porquê? Porque uma negociação é sempre um todo, não deve converter-se num processo "fatiado", em que certas coisas se dão já por aceites e outras ... "logo se verá". Quem admite uma cedência, sem quaisquer contrapartidas (e, nesta negociação, o resto de Europa não tem rigorosamente nada a ganhar, exceto o abrandamento da pressão britânica) perde todo e qualquer "leverage" para o segundo "round". A regra diplomática é muito simples: "nothing is agreed before everything is agreed".
Mas os britânicos são mestres nestas artes...
Porquê? Porque uma negociação é sempre um todo, não deve converter-se num processo "fatiado", em que certas coisas se dão já por aceites e outras ... "logo se verá". Quem admite uma cedência, sem quaisquer contrapartidas (e, nesta negociação, o resto de Europa não tem rigorosamente nada a ganhar, exceto o abrandamento da pressão britânica) perde todo e qualquer "leverage" para o segundo "round". A regra diplomática é muito simples: "nothing is agreed before everything is agreed".
Mas os britânicos são mestres nestas artes...