O meu amigo Gilberto Ferraz faz hoje anos, lá por Londres. A maioria dos leitores não faz a mais leve ideia de quem estou a falar. E é pena.
Gilberto Ferraz é um jornalista que, desde há algumas décadas assentou arraiais "por terras de sua majestade" (deixo isto entre aspas, porque esse é o título do seu futuro livro de memórias e recordações, revelo agora). Hoje, aposentado, continua por lá atento ao mundo, atento a nós e interessado como sempre esteve pelas coisas da vida.
Posso estar equivocado, mas tenho
a impressão que foi um dia bem distante, nas manhãs da TSF, no meio daqueles noticiários
trepidantes, que escutei pela primeira vez o seu nome e a sua voz. Só no final dos anos
80, numa passagem por Londres, vim a colocar finalmente uma cara naquela voz.
Quando, tempos mais tarde, me mudei para a capital britânica, para trabalhar na
nossa embaixada, pude contar com Gilberto Ferraz como um interlocutor regular. Construímos
então uma boa amizade, feita de respeito e estima pessoal e profissional, que
se manteve a partir de então, e já lá vão mais de duas décadas e meia.
O Gilberto, que teve um pé na política (julgo que chegou a representante do PSD ou do PPD no Reino Unido), era também correspondente do "Jornal de Noticias", tendo colaborado com outros órgãos de comunicação social. Paralelamente a tudo isso, trabalhou durante décadas na famosa "secção portuguesa" da BBC, uma excecional escola de rádio e jornalismo. Há uns anos, fui de Paris a Londres e ambos almoçámos na Bush House, a sede da BBC, onde ele se sentia verdadeiramente em casa. Mas ele vai contar-nos um destes dias tudo isso e muito mais, no seu livro.
Por agora, caro Gilberto, aqui lhe deixo um forte abraço amigo de parabéns!
