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quinta-feira, agosto 07, 2014

As perguntas sobre a PT

Raramente tenho visto um governante fazer um ataque tão cerrado a uma empresa como aquele que, nas últimas horas, Pires de Lima fez à gestão da PT, a propósito, não apenas das suas incríveis trapalhadas com o grupo Espírito Santo, mas igualmente face ao "saldo" do negócio brasileiro da empresa. Fico com a sensação de que esta intervenção do ministro da Economia, a que não deve ser estranha a sensibilidade que resulta da sua experiência empresarial, não está minimamente em consonância com a forma como o primeiro-ministro costuma abordar este tipo de assuntos. Logo veremos.

Devo dizer que percebo a frustração de Pires de Lima. Noutras funções, acompanhei muito de perto a saudável aventura da PT no Brasil, nos tempos gloriosos da "Vivo". Testemunhei os receios brasileiros de ver a operadora portuguesa assumir uma posição predominante, não apenas nesse mercado, mas, igualmente, num quadro lusófono alargado, como à época se prespetivava. A força da PT assustava claramente o protegido e protetor setor brasileiro. As propostas que a PT então apresentou, num quadro potencial de proposta de alianças, não agradavam aos brasileiros, por não confortarem as suas nunca escondidas legítimas ambições de dominação. 

Por sucessivas opções estratégicas, o resultado é o que hoje se vê. A PT tem muito que explicar e é tempo de alguém, como agora fez Pires de Lima, colocar "a boca no trombone". É que imagino que, tal como a mim, tenha feito alguma impressão a Pires de Lima ler ontem o comunicado do CFO da ÓI onde, com sobranceria, se falava da vida interna da "nossa controlada PT Portugal SGPS".

Em tempo: o presidente da PT, Henrique Granadeiro, anunciou a sua demissão. Era o mínimo. Agora, vamos às explicações

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