quarta-feira, agosto 27, 2014

À conversa na "Gomes" (1)

- Gostas mais dos covilhetes* frios ou quentes? 
- Depende. É como a vingança. 
- Essa agora!?
- Ó pá! É assim: se a afronta foi recente, é na hora, a quente, saído do forno. Se já passou há muito, serve-se frio e também sabe bem.
- Eu gosto do covilhete aquecido...
- Aquecido é que nunca: fica morno demais para o meu gosto. Ou oito ou oitenta!
- Nem te estou a conhecer! Costumas ser mais equilibrado. Hoje pareces irritadiço!
- Se calhar estou a precisar de férias...
- Mas tu não estás reformado?
- Nem sei bem! Às tantas, estou a precisar de ter férias desta reforma. Faz-me falta o dia-a-dia de Lisboa.

* o covilhete é um pastel de carne e massa folhada, especialidade de Vila Real. A pastelaria Gomes gaba-se de ter os melhores da cidade

4 comentários:

  1. Anónimo17:17

    Caro Francisco

    Apanhei um susto: li coelhetes...

    Abç

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  2. Anónimo17:18

    A propósito de covilhetes e misses, o Lameirão continua a afirmar: misse que não passe no Lameirão não ganha a eleição… (com longa comprovação e sem exceção, mesmo na última) (se o Cid sabe, degola o Lameirão)…
    antónio pa

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  3. De facto os covilhetes são tão bons que até quase se podem equiparar aos pasteis de Chaves.

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  4. não há nada como as reflexões que surgem defronte a um prato de covilhetes da Gomes...

    (acrescento só que eu e uma outra transmontana deslocada temos umas quantas teorias sobre a metodologia de re-aquecimento do covilhete, algumas com sucesso quase assinalável)

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