Foi na "Antena 1" que falei sobre a Europa destes dias, sobre a sua defesa, a sua política externa e as suas relações com os EUA. A propósito do debate sobre a língua portuguesa, disse o que pensava sobre as fragilidades institucionais do nosso idioma e do realismo com que devemos olhar para as suas possibilidades de futuro no campo internacional. Suscitei também algumas questões sobre o Centro Norte-Sul, que passei a dirigir e fui - muito sinceramente - otimista sobre o futuro do país.
Quem estiver interessado pode ouvir aqui.

Senhor Francisco,
ResponderEliminarNao sei porque nao consegui ouvir, mas deve ter sido muito proveitoso.
Um grande abraço de sua amiga Monica
The man who is a pessimist before forty-eight knows too much; if he is an optimist after it, he knows too little.
ResponderEliminarMark Twain
Eu também estou optimista: acho que TUDO vai mudar em breve.
ResponderEliminarDigamos que o Sr. é um otimista “custe o que custar”!
ResponderEliminarMas, “esta peixeirada já não vai lá apenas com sermões”. Nem de Vieira! Então o polvo!...
Então como é que agraúda o seu otimismo? Será que tem conhecimentos que não temos?
O Duriense
Nesta entrevista, que ouvi até ao fim, o Sr.Embaixador é realmente muito optimista. Não sei se é a tendência natural de todos os diplomatas de minimizar o perigo, (não, não penso em Chamberlain), mas não vejo nenhuma razão para um tal optimismo no que diz respeito à Europa. E muito menos no que diz respeito a Portugal.
ResponderEliminarA dissimetria é flagrante entre as posições respectivas da França e da Alemanha no que respeita a supra nacionalidade europeia. Enquanto o Conselho constitucional francês proclamou a supremacia das directivas europeias e os tratados supranacionais sobre as leis nacionais e sobre a constituição francesa - de notar que os "Sages" não verificam mais que 20% das leis nacionais que não são mais que transposições das directivas de Bruxelas, a Corte constitucional de Karlsrhue, ela, proclamou a subordinação das mesmas decisões e tratados europeus às deliberações do Bundestag. Esta é a porta de saída da Frau Merkel, quando a situação lhe escapa!
Quando o jornalista lhe perguntou qual é a influência de Washington nas decisões europeias, creio que a melhor resposta é de observar a posição do Reino Unido, para quem, a obediência às directivas europeias é condicional, e as derrogações aos Tratados Europeus sistemáticas. A subordinação a Washington proíbe estruturalmente toda independência da UE em relação ao tutor americano, onde a bandeira da UE é totalmente ignorada.
Vê-se bem que a construção supranacional opera-se a duas velocidades, incluindo no seio do eixo Franco-alemão.
A zona euro, ou antes a zona euro-marco, é uma zona de proteccionismo germano-yankee.
Esta zona monetária permite aos USA de continuar a impingir os dólares, moeda de referência garantida pela potência da US Army, "surfando" sobre um dólar fraco para dinamizar as exportações, enquanto que o euro forte permite de impor aos países da Europa do Sul, as exportações alemãs facturadas em euro forte, este clone do marco.
Contrariamente ao Sr. Embaixador, eu vejo a Europa do Sul condenada à terço mundialização e à sob industrialização. Os nossos jovens , as nossa forças vivas, dão um sinal preocupante desde há meses: eles emigram desta Europa do Sul, na qual não têm nenhuma confiança. E aqueles que ficam, se conseguirem um emprego , será com salários de miséria como o demonstra a Renault em Espanha.
Nesta evaporação da Nação, que passa despercebida, os mestres do capital vão poder mandar para o museu todas as bandeiras nacionais.
J. de Freitas
Plus optimiste que lui (FSC) tu meurs!
ResponderEliminarA trivial expressão ‘très à la mode chez les ‘djeunes’’ franceses vai, que nem uma luva, a Francisco Seixas da Costa!
Num pais desesperado, não fosse o diplomata optimista, quem o seria?
Dito isto e depois de ler o acutilante comentario de J. de Freitas, acho que o o Senhor Embaixador faz muito bem em se mostrar optimista. Não nos custa nada e faz-nos sorrir:)!
Bien à vous, mon très cher Ambassadeur!
Helena Oneto tem razão: Apesar de tudo é bom que ainda exista alguém que é capaz de conservar o optimismo, mesmo " de façade" !
ResponderEliminarPorque no fundo, quem não pensa hoje que a explosão da união monetária é uma possibilidade? O que está em jogo é o risco duma depressão mundial, no caso em que o Euro Norte se separasse do Euro Sul, porque o Euro Norte não pararia de subir , com todas as consequências nefastas para a economia alemã, entre outras.
Enquanto que os Estados da zona euro não se convencerem que devem partilhar os riscos subjacentes nos seus sistemas bancários e nas obrigações de Estado, o risco existe. Creio bem que vamos assistir dentro de semanas a mais uma crise do euro, sempre pelas mesmas razoes.
E a Alemanha não pode continuar a se "marimbar" da perda de fôlego dos parceiros da UE, que correm com calçado inadaptado à corrida de fundo! No golfe existe o sistema de "handicap" que seria muito útil no jogo europeu.
Quantos empresários portugueses não sonham de vez em quando com uma desvalorização competitiva da moeda, provisória, para incentivar as exportações? A partir do momento em que perdemos a nossa moeda, perdemos toda a flexibilidade necessária ao comércio internacional. Somos "ricos", com uma moeda forte, o Euro, mas cada vez mais pobres porque não podemos aceder ao jogo dos grandes, que nos impõem as regras do jogo .. as regras que lhes convêm, claro !
J. de Freitas
Ó Helena...
ResponderEliminarPouse o olhar, na quietude do branco
e oiça da voz um acorde leve ritmado,
veja das têmporas suavidade do tempo,
sempre, um já revisto compasso estudado
Sorria sem pressa, aproveite a onda,
deposite na memória, a recordação esquecida,lá no sótão faça essa ronda
encontre adormecida a paz da solidão...
Haja alguém, que lembre e que a desperte
do estupor, perplexo,qual devassidão
e abane os músculos, ó energia inerte,
sepultemos os raios da desilusão.
Enfim, todos sós, sem pudores a dizer basta.
Enfim todos juntos, esperança que alastra...
ResponderEliminarSim, também estou certo que “iremos dar a volta”! Excelente entrevista. Parabens. Totalmente de acordo em relação aos pontos debatidos. Notocante ao papel da França no Mali e a ausência de parceiros na defesa da tal segunda fronteira, não é apenas lastimável, mas inaceitável quando é o futuro não só do Magrebe ou da Argélia, como da própria Europa que está em risco! Quanto à ausência desta não só neste mas noutros casos, o mau aplauso! E, sem que pareça ser lisonjeiro, no que não me importo que assim seja interpretado, os meus parabéns igualmente ao importante reparo da falta de válidos e devidos intérpretes na defesa da língua Portuguesa nas plataformas internacionais. Quanto ao futuro, se o presente, desde o seu regresso a Portugal é um verdadeiro sopro de ar fresco, confio que assim continue, não apenas nos projetos imediatos da organizaõau que chefia mas como o EMBAIXADOR que faltava no tão nosso carente país. Abraço. Gilberto Ferraz
Para dar a volta, é preciso mais que " la méthode Coué" !
ResponderEliminarFaria de Oliveira ganha mais na CGD do que Christine Lagarde no FMI
Em média os trabalhadores portugueses ganham menos de 50% em relação aos dos restantes 27 países da EU.
Isto ajuda a explicar a grave crise económica, financeira e social que Portugal está a viver.
Para que conste, e para que os futuros Faria de Oliveira e outros possam ser respeitados, repasso o presente e-mail esperando com o mesmo contribuir para a moralização da política em Portugal.
Retirado do site da CGD, referente a 2009 (ainda não divulgaram os valores de 2010):
Presidente - remuneração base: 371.000,00 ?
Prémio de gestão: 155.184,00 ?
Gastos de utilização de telefone: 1.652,47 ?
Renda de viatura: 26.555,23 ?
Combustível: 2.803,02 ?
Subsídio de refeições: 2.714,10 ?
Subsídio de deslocação diário: 104,00 ?
Despesas de representação: não quantificado (cartão de crédito onde "apenas" são consideradas despesas decorrentes da actividade devidamente documentadas com facturas e comprovativos de movimento)
Christine Lagarde receberá do FMI mais 10% do que Dominique Strauss-Kahn, mas mesmo assim menos do que o presidente da Caixa Geral de Depósitos, entre outros gestores portugueses, pelo que a senhora ainda está mal paga pelo padrão de Portugal.
Palavras para quê?
Isto só se resolverá quando a Troika, obrigada a justificar como é que o dinheiro dos contribuintes dos países da EU se gasta na ajuda a Portugal, for obrigada a tomar posição.
É preciso que se saiba que:
"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:
· mais 32% do que os americanos;
· mais 22,5% do que os franceses;
· mais 55 % do que os finlandeses;
· mais 56,5% do que os suecos"
Eu, que tanto elogio o Senhor Embaixador, queria de verdade acompanhar o "seu" optimismo sobre Portugal e o seu enquadramento na Europa e no mundo...Mas, mas... não sei! Isto não é apenas decifrar um silogismo ou fazer uma regra de 3 simples... Está complicado.
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