sexta-feira, abril 15, 2022

“Lameirão”


De todas as vezes que vou a Vila Real, acabo a almoçar ou a jantar, no “Lameirão”. 

Até temo falar muito (mas já falei no passado) daquela que é a minha “cantina” na cidade, não vá o excesso de propaganda, um destes dias, fazer com que eu não conseguir reservar mesa por lá (já aconteceu, já!).

O “Lameirão”, onde oficiam, na sala, o casal Alice e Eleutério, com a cozinha nas mãos da Luísa, irmã deste último, apresenta uma lista que tem a original caraterística de variar a cada dia da semana (às quartas e ao domingo à noite, a casa fecha), com uma constância que permite aos comensais planearem, com rigor, as suas visitas. Mas, além do menu que vai variando, há sempre por ali bola de carne e rissóis, além das rabanadas, uma especialidade da Alice, com uma mão particular para os doces. E o Eleutério tem vindo a melhorar, substancialmente, a oferta de vinhos, com muitos Douros de quintas pouco conhecidas.

Ontem, dei-me conta de que o “Lameirão” tem já menus impressos em francês e inglês - e, que eu notasse, sem uma única gralha na grafia, coisa raríssima na restauração em Portugal. Daqui a tempos, disse-me o Eleutério, passará também a haver uma lista em espanhol (embora alguns gostem mais de dizer castelhano, eu sei).

O “Lameirão” fica junto ao quartel do Regimento de Infantaria 13, na saída pela EN2 para o norte, bem junto a um nó do IP4.

quinta-feira, abril 14, 2022

“A Arte da Guerra”


Esta semana o meu podcast com o jornalista António Freitas de Sousa, para o “Jornal Económico”, aborda a situação na Ucrânia, das eleições presidenciais em França e da nova crise política no Paquistão. 

Pode ver aqui.

Pão-de-ló


Já não é distribuído nestas caixas, mas paro em Alfeizerão, todas as Páscoas, no Café Ferreira, logo à saída da auto-estrada, para “recolher” o pão-de-ló. Ainda hoje por lá estive! Ah! E os outros doces da casa são excelentes. É que… eu é mais bolos!

quarta-feira, abril 13, 2022

Maldonado Gonelha (1935-2022)

 


França - é fazer as contas

                         

Emmanuel Macron, presidente e candidato, “centrista radical”, obteve, na primeira volta das eleições de domingo, 27,84% dos votos expressos. A conseguir preservar, no segundo turno, a 24 de abril, estes mesmos eleitores (e nada indica que venha a perder esses votos), para ser reeleito terá de conseguir mais 22,17% de votos.

As mesmas contas, naturalmente, estará a fazer Marine Le Pen, a candidata de extrema-direita que tem vindo a “dulcificar” o seu discurso, cuja tarefa parece um pouco mais difícil, porquanto necessitará de mais 26,86% de votos, isto é, de mais 4,69% do que o seu adversário.

Para ambos, os votos em falta poderão vir da abstenção (26,31%) ben como de quantos, no primeiro turno, escolheram votar em outros candidatos. 

Embora o eleitorado que, na primeira volta, escolheu um candidato derrotado não tenha, necessariamente, de seguir o seu “conselho” para a segunda volta, naturalmente que esse fator tem alguma importância.

Neste caso, em tese, Marine Le Pen tem um maior potencial teórico de crescimento. Quer o candidato de extrema-direita radical Éric Zemmour, com 7,1% de votos, quer o soberanista Dupont-Aignan, com 2,1%, recomendaram o voto em Le Pen. Se essa indicação for seguida, ela contará, por essa via, com mais 9,2%.

O candidato “verde” Yannick Jadot (4,6%), o comunista Fabien Roussel (2,3%) e a socialista Anne Hidalgo (1,8%) recomendaram também o voto em Macron, o que, em teoria, poderá garantir ao atual presidente mais 8,7%. 

Há, no entanto, um pormenor importante a ter em conta. Enquanto a plausibilidade dos eleitores que votaram Zemmour e Dupont-Aignan se transferirem para Le Pen é muito elevada, pela forte proximidade ideológica, já a probabilidade dos eleitores que, na primeira volta, escolheram Jadot, Roussel e Hidalgo se inclinarem para Macron oferece bastantes mais dúvidas, porque partem de áreas políticas bastante diversas da do atual presidente, pelo que só por um raciocínio tático serão levados a votar nele. Embora seja improvável que algum desses votos possa ir para Le Pen, não é de excluir que a abstenção possa vir a ser o refúgio de parte desses votantes.

Pondo de lado Jean Lassalle, um candidato com um programa que podemos designar de populismo simplista, que obteve 3,1% e que já informou que, pessoalmente, iria votar em branco (o que está muito longe de significar que os seus eleitores venham a fazer o mesmo), há que refletir sobre o destino dos votos de Valérie Pécresse e de Jean-Luc Mélenchon.

Pécresse representou o “Les Républicans”, um partido herdeiro de uma das mais poderosas famílias políticas de França, desde De Gaulle, passando por Pompidou, Chirac e Sarkozy, que mantém uma imensa rede pelo país e detém postos importantes na administração descentralizada, bem como um significativo grupo na Assembleia Nacional. Nas eleições de 2017, o “Les Républicans” foi representado por François Fillon, que obteve 20,01%, maugrado escândalos pessoais de última hora que muito afetaram a sua esperada presença na segunda volta. O facto da candidatura do “Les Républicans” ter recuado agora dos 20,01% obtidos com Fillon para 4,48%, mesmo descontada a medíocre campanha de Valérie Pécresse, é considerado, pela generalidade dos comentadores, como significando que Emmanuel Macron terá já beneficiado, desde a primeira volta, do voto de muitos dos tradicionais apoiantes do “Les Républicans”.

Valérie Pecresse disse, na noite eleitoral, que iria votar Macron na segunda volta. Mas o “Les Républicans”, enquanto partido, apenas aconselhou um voto negativo, isto é, disse aos seus simpatizantes para não votarem Marine Le Pen. Várias figuras do partido, a título individual, disseram ter preferência por Macron, mas outros disseram que nunca escolheriam o atual presidente. O antigo presidente Nicolas Sarkozy, que mantém com o partido uma relação complexa mas que tem algum ascendente em certos setores, fez um apelo ao voto em Macron.

Convirá explicar que, no seio do “Les Républicans”, desde que Macron foi eleito em 2017, existe a sensação, porventura exata, de que o partido que apoia o presidente, o “La République en Marche”, tem vindo a crescer, essencialmente, à sua custa. E, aproximando-se as eleições legislativas em 12 e 19 de junho próximo, muitos, dentro do “Les Républicans”, devem temer que um apelo ao voto agora em Macron possa contribuir para “habituar” o seu eleitorado a seguir de novo o presidente em junho, desfalcando ainda mais o partido em termos de votos. E de futuro.

Em toda esta análise, quem resta? Jean-Luc Mélenchon, o candidato da “France Insoumise”, um carismático antigo ministro do socialista Lionel Jospin, que congrega alguma extrema-esquerda e uma ala mais radical dos socialistas democráticos. O destino dos 21,95% de votos que agora obteve (em 2017, já tinha tido 19,58%) permanece o grande mistério e vai ser, com toda a certeza, a chave desta segunda volta. 

Mas, antes de irmos por aí, vale a pena lembrar que, embora o Partido Socialista seja uma sombra do que já foi, não deixa, tal como o “Les Républicans”, de ter uma máquina nacional forte e muitos eleitos locais. E tudo parece apontar que muitos simpatizantes da área socialista terão abandonado Hidalgo e decidido votar Mélenchon (com outros a seguirem Macron), porque acreditavam que esse “polo popular” poderia aceder à segunda volta. Esteve perto: faltaram-lhe 2,1 % de votos. Se, tal como aconteceu em 2017, tivesse feito uma aliança com os comunistas, talvez isso tivesse sido possível: Roussel, o candidato comunista, teve 2,3% …

Como se dividirão os votos de Mélenchon, que, tal como já havia feito em 2017, recomendou o “não-voto” em Le Pen, sem no entanto endossar Macron? Embora o reflexo “republicano” de muitos votantes de esquerda os deva levar, maioritariamente, a votar Macron, para tapar o caminho de Le Pen para o Eliseu, esse deve ser um “esforço” muito grande para parte significativa de um eleitorado que fez da crítica acerba ao quinquenato do presidente a sua palavra de ordem. Devemos pensar que, nos votos de Mélenchon, estão muitos “gillets jaunes”, que colocaram a França “a ferro e fogo” durante meses, com a diabolização da gestão de Macron no centro da sua agenda (outros “gillets jaunes” foram já, com toda a certeza, para o apoio a Le Pen). 

A doutrina dos analistas divide-se, nas últimas horas, sobre o destino dos votos em Mélenchon. Há quem diga que eles se dividirão, em partes mais ou menos idênticas, por Macron e pela abstenção, com outra parte significativa a querer “castigar” o presidente, votando Le Pen.

Serve isto para dizer que, se numa lógica de bom sendo republicano, uma vitória de Macron sobre Le Pen, ainda que bastante menos folgada do que em 2017 (66,1%-33,9%), parece ser o cenário mais provável, permanece um conjunto de variáveis no terreno cuja quantificação é muito difícil de fazer. 

Por isso, as duas semanas de intensa campanha que está em curso, com o debate televisivo entre os dois candidatos, no dia 20 de abril, prometem ser determinantes. E o modo como os abstencionistas vierem a comportar-se pode ser a chave mestra da equação final.

terça-feira, abril 12, 2022

Sarkozy e Macron

“Je voterai pour Emmanuel Macron parce que je crois qu’il a l’expérience nécessaire face à une grave crise internationale plus complexe que jamais, parce que son projet économique met la valorisation du travail au centre de toutes ses priorités, parce que son engagement européen est clair et sans ambiguïtés”.

Uma bela e digna declaração de Nicolas Sarkozy. Ser apenas contra a extrema-direita é mais fácil.

segunda-feira, abril 11, 2022

O partido da raiva


A palavra “enragé” (enraivecido) marcou, historicamente, a memória da revolta do Maio 68, o desafio a De Gaulle que viria a ditar o seu afastamento, um ano mais tarde. A França tem demonstrado ser a democracia europeia onde, à margem dos poderes eleitoralmente consagrados, surgem, com regularidade, formas de expressão reivindicativa que desafiam esses mesmos poderes, frequentemente de modo inorgânico e sempre de difícil controlo. O movimento dos “Gillets Jaunes” (coletes amarelos), que Emmanuel Macron teve de enfrentar durante o quinquenato que agora termina, foi a mais recente expressão desse fervilhar conjuntural de revolta popular. 

Na prática, o que essas movimentações revelam é que há uma parte significativa da população francesa que entende que as resultantes políticas do voto não esgotam a representação da vontade políticaj. Mais do que isso: esses surtos, com expressões por vezes violentas, traduzem a ideia de que há pessoas e camadas da população que se consideram sem voz ou à qual os poderes organizados não conseguem dar a devida expressão. A legitimidade do sistema é, claramente, posta em causa por esta atitude.

Se olharmos para o saldo político da primeira volta das eleições presidenciais francesas, fica patente que esse grande “partido da raiva”, com expressão diferenciada, representa hoje uma percentagem de votos que se aproxima da metade do eleitorado. À direita, Marine Le Pen e Éric Zemmour, tal como, à esquerda, Jean-Luc Mélenchon, somam votos de muitos milhões de cidadãos que atravessam um tempo de desencanto face às políticas moderadas e reformistas, sendo, ao invés, seduzidas por agendas radicais, embora, curiosamente, de sentido político contraditório.

Cinco anos de gestão política da França por Emmanuel Macron não contribuíram para atenuar este crescente sentimento de rejeição, que revela alguma desfuncionalidade do sistema. Se, em 2017, Macron era uma novidade e uma esperança, nos dias de hoje, a sua imagem, desgastada pela desilusão que diluiu muita dessa mesma esperança, tem mais dificuldade em assumir-se como mobilizadora. De certa maneira, foi essa governação sem chama e carisma, em que ao otimismo constante da mensagem não corresponderam resultados que apaziguassem as inquietações de muitos setores, que deu origem ao reforço dos extremismos, que se constata nestas eleições.

Emmanuel Macron pode, de acordo com a maioria das previsões, acabar por renovar o seu mandato, por mais cinco anos, nas eleições de 24 de abril. Mas o “partido da raiva”, essa conjugação negativa de diversas formas de mal-estar social e político, promete não se aquietar. E, de avanço em avanço, poderá, um dia, acabar por consagrar, num país com a dimensão e a importância da França, uma revolução política de inéditas proporções, com consequências no próprio futuro da Europa.

domingo, abril 10, 2022

Putin no voto

Vladimir Putin vai estar no centro dos debates da campanha para a segunda volta das eleições presidenciais francesas.

Respeito


Afixação de propaganda eleitoral em países que não gostam de poluir visualmente os espaços públicos. No mundo, além desses países, há outros.

sábado, abril 09, 2022

Futebol pelo futebol


Cada vez mais, gosto de ver, na televisão, jogos de futebol entre equipas pelas quais não tenho a menor afetividade ou antipatia. As emoções cansam-me! 

Tenho uma assinatura para ver futebol britânico e, algumas vezes por semana, não quero outra coisa. Se alguém mete um golo, “faço figas” para que a outra equipa empate, apenas para retomar o equilíbrio do jogo. E fico à espera de mais golos.

Canja!

Com os russos bem distantes de Kiev, a romaria política para ir lá ver Zelensky não deve ser lida como prova de coragem. 

Corajosa era a presença dos jornalistas na cidade sitiada. Agora, é “canja”!

Sanções

Lembrar: as sanções à Rússia não são mandatórias pelo ordenamento internacional. Foram unilateralmente decididas pela coligação política que se opõe à agressão à Ucrânia. Quem as dificultar sai das “boas graças” dessa coligação e, no limite, pode sofrer “sanções secundárias”.

Males que vêm por mal

Uma das “casualties” da guerra na Ucrânia é também a sobrevivência política de Boris Johnson.

A França que aí anda (em 1000 carateres)


As sondagens colocam Marine Le Pen com uma inédita proximidade a Emmanuel Macron, à porta da primeira volta das eleições presidenciais francesas, com desfecho a dia 24 de abril, a disputar entre os dois. Com um discurso social, protetor, de resposta às angústias do aumento do custo de vida, credíveis aos olhos dos eleitores, uma vitória da candidata da extrema-direita, agora travestida de moderada e já “dédiabolisée” pelos media, deixou de ser uma hipótese bizarra. Macron, presidente cada vez mais “sortant”, entrou tarde na campanha, convencido de que o país reconheceria o seu papel internacional e o dispensaria de debates. Isso foi lido como arrogância. O seu quinquenato parecia ter sido relativamente competente mas o seu projeto está a ser pouco mobilizador. Sofre agora da onda “tous sauf Macron”, ensanduichado entre a extrema direita (Le Pen e Zemmour) e a extrema esquerda (Mélenchon), com uma esquerda moderada inexistente e a direita tradicional pelas portas da amargura. E agora?

sexta-feira, abril 08, 2022

A Ucrânia, claro


Há pouco, na CNN, sobre a situação na Ucrânia e a credibilidade da Rússia.

Pode ver aqui.

Daniel Proença de Carvalho


Ontem, juntaram-se na Fundação Champalimaud muitos amigos e conhecidos de Daniel Proença de Carvalho, por ocasião do lançamento do seu livro de memórias “Justiça, política e comunicação social - memórias do advogado”. 

Manuel Alegre, seu amigo desde Coimbra, fez um retrato sentimental da sua relação com o autor, o que foi complementado por uma bela peça de Miguel Sousa Tavares, que aproveitou para “desancar” na justiça portuguesa e nos seus agentes - tema que, aliás, é central ao livro. 

Faço parte de quantos - e alguns, como eu, estavam naquela sala -, em momentos diversos do passado, nas últimas décadas, estiveram em “barricadas” opostas a Daniel Proença de Carvalho. No meu caso, sempre e só no plano político, onde creio que, desde sempre, nunca tivemos a felicidade de ver as nossas escolhas coincidirem. Coisa que a nenhum de nós minimamente interessa.

Dito isto, que é um facto, devo dizer que, ao ter vindo a conhecer melhor, nos últimos anos, Daniel Proença de Carvalho, acabei por nele encontrar uma pessoa muito diferente da caricatura que tradicionalmente às vezes dele se faz: descobri um homem livre, frontal, com opinião própria, dependente apenas de si próprio, com fortes preocupações de justiça. E também, o que apenas confirmei, uma pessoa superiormente inteligente, divertida, olhando de forma saudável alguns aspetos lúdicos da vida, que ambos comungamos. E, vale a pena dizer, apenas me relaciono com Daniel Proença de Carvalho no plano pessoal, não tendo nunca tido com ele a mais leve ligação profissional.

Sei que este retrato impressionista não convencerá quantos mantêm uma visão preconceituosa sobre Daniel Proença de Carvalho. Estou certo que essa é a última coisa que o preocupa, que vive bem com essas “idées reçues”, que o seu muito cheio percurso de vida ajudou a criar - na justiça, no jornalismo, na política. E até me permito especular que o seu permanente sorriso, a sua imagem de marca, de onde transparece o modo sereno como encara a vida, não agradará a muitos, como imagino que os comentários que aí virão vão revelar. É a vida!

Um forte abraço de parabéns pelo livro, caro Daniel!

Mais claro?

“Estarei cá mais quatro anos e seis meses à espera de si”, disse ontem António Costa numa resposta (provocatória) a Rui Rio. Se isto não significa que o primeiro-ministro português acabou por se comprometer assim a ficar até ao fim do mandato, então não sei o que ele deva dizer.

Jorge Coelho


“Então o meu querido amigo o que é que manda?”. A possibilidade de receber, do outro lado do telefone, esta bem disposta frase era muito elevada.

Jorge Coelho era assim, uma figura cordial, aberta, sem truques, imune à intriga, que nos desarmava pela franqueza. Quanto mais se conhecia o Jorge, mais gostávamos dele, melhor entendíamos a maneira de ser de um homem com um imenso bom senso, um forte sentido de interesse público e, acima de tudo, um amigo do seu amigo, muito respeitado por toda a gente, mesmo pelos adversários.

Faz hoje precisamente um ano que Jorge Coelho nos deixou. Ontem, Vitor Melícias recordou-o numa cerimónia religiosa que juntou mais de uma centena de pessoas. Um ano sem o Jorge é um peso imenso de perda para todos quantos o conheciam e admiravam.

quinta-feira, abril 07, 2022

“A Arte da Guerra”


Em “A Arte da Guerra”, o podcast do “Jornal Económico”, analiso esta semana, com o jornalista António Freitas de Sousa, a evolução da situação na Ucrânia, as consequências europeias da nova vitória esmagadora de Viktor Orbán na Hungria (lembrando também o caso da Sérvia) e o estado da arte na política brasileira, com Bolsonaro e Lula na “pole position” para as eleições presidenciais de novembro.

Pode ver aqui.

Oslo e o crime



Acabei de ler, há minutos, um romance policial, com o título “Sem Rasto”, escrito por Margarida Utne.

O nome ilude. Trata-se de um pseudónimo. Estamos perante um livro de Margarida Ponte Ferreira, uma economista portuguesa que conheci, em 1979, na capital da Noruega, cidade onde ambos então vivíamos. 

No dia 12 de abril, com Mário Mesquita, vou apresentar o livro. No ISEG, na rua do Quelhas, às 18 horas. Apareçam.

Há minutos, no Twitter, surgiu-me um fotógrafo de Oslo. Chega-se lá através de @MortenClicks . Deixo uma imagem sua.

A dignidade da República

O incidente na sala de um partido na Assembleia da República não é um "fait-divers". Sem a menor ironia, acho aquilo gravíssimo.  ...