sábado, agosto 14, 2021

Afeganistão


Uma América humilhada não é uma boa notícia para Joe Biden. Mas só não viu o que ia acontecer quem não quis ver. Não foi por falta de aviso dos aliados que esta “exit strategy” falhou por completo.

Alô! Alô!


A divertida série televisiva britânica ”Alô! Alô!”, com 85 episódios, vai passar a ser divulgada com a seguinte advertência: "Esta comédia clássica contém linguagem e atitudes da época que podem ofender alguns espetadores". 

Gosto imenso do desculpabilizante “da época”, expressão que, com toda a certeza, vai também passar a acompanhar a reedição dos livros de José Vilhena.

Aparentemente, alguns estereótipos sobre os alemães, os belgas ou os franceses, talvez somados a referências sexuais tidas como machistas, podem ser desagradáveis para certas almas sensíveis. (Está tudo doido!).

Como Marques Mendes, dou aqui uma notícia em primeira mão: não é provável que as televisões do Afeganistão comprem a série, depois da entrada dos talibãs em Cabul. Se os talibãs de cá já se comportam assim…

sexta-feira, agosto 13, 2021

Ao pedal

Vejo um grupo de anónimos ciclistas a fazer o percurso Bragança-Montalegre, sob uma temperatura de cerca de 40°, e dou comigo a pensar: "Se, na vida, eu alguma vez tivesse feito aquela estirada, por mil anos que vivesse, nunca mais ninguém me calava de vaidade!"

Bolas

Anda pelo Twitter uma polémica sobre as Bolas de Berlim nas praias. Só a ignorância que grassa nesses escribas é que os leva a não conhecer a diretiva de harmonização europeia que estatui, desde a queda do muro, que "nenhuma bola pode ser chamada de Berlim se não tiver creme".

Minsk

Lukashenko é o que é. Mas, se estiverem atentos às redes sociais, hão de ver que há por aí um núcleo militante que se mantém lealmente favorável à liderança bielorrussa, um regime que consideram perseguido pelo imperialismo americano e pelos subcontratados da União Europeia.

Um problema

Um grave problema com que a esquerda portuguesa, mesmo sem o saber, está hoje confrontada é o esfrangalhamento da direita.

Bennett


Há uns anos, numa rua de Paris, estava afixado um cartaz para um concerto de Tony Bennett, o clássico "crooner" americano. Fiquei surpreendido, desde logo porque pensava que ele já tinha morrido, mas também, mesmo que fosse vivo, que ainda fizesse espetáculos.

Fiz um comentário à frente, creio, do meu amigo João Durão, que estava por lá de passagem e que me disse: "Eu estou surpreendido é com o otimismo do homem". Julguei que fosse o eterno "sorriso pepsodent" de Bennet que justificasse a frase. Mas o João logo acrescentou: "É que estamos em maio e ele ainda se atreve, com aquela idade, a marcar um espetáculo lá para o fim de novembro..."

Há minutos, li esta notícia. O episódio que contei, tinha-se passado em 2012. Estamos em 2021. Bennett bem resistiu!

Cruzes, canhoto!

Um gato preto atravessou agora o meu jardim. Hoje, não vou passar por baixo de um escadote nem abrir uma tesoura sobre a cama. Já que cheguei a esta idade, convém não provocar demasiado os deuses. É que estamos numa sexta-feira 13. Daqui a pouco, vou entrar no mar com o pé direito.

O gozo

Imagino o gozo com que António Costa deve ter lido a primeira página do Expresso de hoje, ao antecipar a urticária que a sua frase sobre a remodelação (que ele fará apenas quando lhe der na real gana, como é óbvio) provocou. Costa é um epicurista da política e sabe-a toda!

Aventais e coisas assim

É uma demagogia de ”l’air du temps”, a exigência da declaração da pertença à Maçonaria e coisas tidas por congéneres. Mas tão mau do que isso é o facto da lei permitir uma interpretação equívoca que lhe anula os efeitos. Uma triste palhaçada! (Ah! Não sou desses clubes, noto).

De Genebra

Ouvido na praia a alguém que anda a encanitar com o politicamente correto: “Pensando melhor, há que convir que o Afonso de Albuquerque se esteve um pouco nas tintas para as regras da Convenção de Genebra sobre a proteção de civis em tempos de conflito”. 

Esta malta…

Criminalidade impressionista

Se as leis de Lombroso estivessem em vigor, e olhando o aspeto de alguns candidatos autárquicos que andam pelos cartazes, muito haveria que resolver preventivamente, a bem da segurança coletiva.

Mas não devemos ser injustos: os verdadeiros delinquentes têm outro aspeto.

E se logo estivesse assim?

 


Quantitative easing


Descobri há pouco esta fotografia. Sei lá bem porquê, achei que lhe ficava bem o nome de “quantitative easing”.

Então é assim


Restaurantes onde só se consegue ir com cunhas, restaurantes que não atendem o telefone e só aceitam reservas presenciais, restaurantes onde, para jantar, tem de se ir cerca das sete ou depois das dez e restaurantes que, pura e simplesmente, não fazem reservas - esses, para mim, estão definitivamente "out"!

E há tantos mais restaurantes!

quinta-feira, agosto 12, 2021

“A Arte da Guerra”


Os taliban a aproximarem-se do poder no Afeganistão, a queda de Andrew Cuomo na política americana e o facto do mundo parecer impotente para derrubar o poder ditatorial de Lukachenko na Bielorrússia são, esta semana, os temas que discuto com o jornalista António Freitas de Sousa, em “A Arte da Guerra”, na plataforma multimédia do “Jornal Económico”.

Pode ver e ouvir aqui: https://fb.watch/7kYsdy58q3/

quarta-feira, agosto 11, 2021

O império dos sentados


Hoje, publico na Mensagem de Lisboa uma memória do bar Procópio. Pode ler clicando aqui.

A verdade do dia

Olhar e julgar o passado sob o olhar cultural de hoje constitui uma imensa arrogância da presente geração, que se acha detentora da única verdade que merece ser respeitada, não se dando conta que, no futuro, aquilo que hoje tem como definitivo corre idêntico risco de ser posto em causa.

Lazer


Estas férias estão a correr tão bem - sem fazer rigorosamente nada, evitando a menor caminhada higiénica ou qualquer esforço físico que não seja usar o saca-rolhas, com praia apenas q.b. e sempre ao fim da tarde, sem compromissos a prazo de mais de meia dúzia de horas, com uma verdadeira navegação à vista, feita de humores súbitos, em matéria de jantares fora, saltitando de livro em livro sem vontade de acabar nenhum, dormindo sestas para compensar o facto de ir para a cama às quatro ou cinco da manhã, mandando bitaites para as redes sociais sem cuidar da reação das gentes - que ando cá a pensar como transformá-las numa forma permanente de existência. Faço um “crowdfunding” ou será que também há apoios comunitários para este estilo de vida? É que, de facto, para sustentar isto é preciso muita “resiliência”, o irritante vocábulo político da moda para quantos acham que o importante é sair da “zona de conforto”, atitude masoquista que eu nunca arrisco, até porque não me apetece apanhar muito sol. Assim, “carpe diem”, caros amigos, e, sempre que possam, adiem, porque procrastinar é dar asas à preguiça e esta tem de ser muito bem cuidada, porque é uma mais-valia que vale a pena, já a defendia o Lafargue, que aturava a filha e as manias do sogro barbudo, o tal que parece que tinha um amigo que lhe pagava as contas.

terça-feira, agosto 10, 2021

O diabo veste farda


No dia de hoje, em Brasília, a Praça dos Três Poderes voltou a significar Exército, Marinha e Aeronáutica. 

No Brasil, o diabo veste farda.

Não vão ser tantos...

... os que hoje levo para a praia, mas não anda muito longe disto.