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sexta-feira, agosto 12, 2016

O abraço de Marcelo


Anda aí um pequeno debate sobre o abraço de Marcelo a uma vítima dos incêndios na Madeira. Desde os neo-marcelistas recém-convertidos com o amplexo até aos detratores irónicos que acham haver politiquice no gesto.

Conheço pessoalmente Marcelo Rebelo de Sousa há bastantes anos. Não votei nele (votei António Sampaio da Nóvoa, para que não haja dúvidas), mas tenho consideração e simpatia pessoal por ele. Espero, com sinceridade, que o país ganhe com a sua presidência. Já está a ganhar, pelo contraste feliz que faz com o seu sombrio antecessor. Quem, no fim, julgará isso? Eu, claro, porque sou dono da minha opinião, como o sou do meu voto.

Porque creio conhecer suficientemente o cidadão Marcelo Rebelo de Sousa, estou totalmente seguro de que aquele abraço, aquela emoção, aquele gesto são de uma total genuinidade, representam um instante solidário para com um deserdado da sorte, por parte de quem, sendo o presidente da minha República, é acima de tudo um homem com sentimentos.

Neste mundo de teorias conspirativas e de claqueiros de teatros de sombras, as pessoas esquecem que as coisas, às vezes, são bem mais simples do que parecem.

Humor castanho