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segunda-feira, agosto 15, 2016

A Moagem e eu


Um amigo atento ao que escrevo - tenho outros que me chamam a atenção sobre aquilo que não escrevo - disse-me há pouco: "Isso de tratares o Diário de Notícias como o "quotidiano da Moagem" não é muito bonito!". Confesso que não sei se foi o mesmo que, há alguns meses, me chamou a atenção por ter designado o Público como "a estimável folha da Sonae".

Ora bem! Que fique claro que o facto de eu poder criticar, aqui ou ali, o trabalho de alguns jornais só prova, desde logo, que os leio. E revela, em especial, a minha estranheza por encontrar, por vezes, nesses mesmos órgãos de comunicação social, aquilo que tenho por falhas ou imprecisões, que acho menos dignas da qualidade a que me habituaram. 

Quanto à Moagem, desculpem lá! Era o nome popular da Companhia Industrial de Portugal e Colónias a qual, por muitos anos, foi a proprietária do jornal. Creio que foi em Artur Portela Filho que li, pela primeira vez, essa referência. Eu sei que hoje já não há colónias (embora ironicamente as ex-colónias tenham regressado ao DN...), que se tivesse sido concretizada a vontade de alguns figurões, que ainda andam por aí algarviar lérias, já quase não havia Portugal, mas a imagem da Moagem ainda me atrai. Tal como me atrai esta deliciosa imagem de Stuart, que retrata a sede do DN na Avenida da Liberdade, aliás creio já passada a patacos para mãos estrangeiras. 

Assim, nesta confortável inimputabilidade de leitor (e de ocasional colunista convidado do DN), apetece-me hoje dizer: que pena que o DN já não seja da Moagem! 

Então?!

Parece haver sérios problemas na organização logística no combate às consequências da intempérie? Mas é minha impressão ou anda por aí, agor...