O meu amigo e distinto gastrónomo Virgílio Nogueiro Gomes, no seu imperdível site, acaba de anotar que nasceu na Cruz Quebrada um restaurante chamado "Estória", onde, pelos provados, se comerá bem (lá irei, a seu tempo). Já havia, nos arredoresdo Procópio, o "Estórias da Casa da Comida" (onde não se come nada mal, mas que é bem carote).
Mas isto, hoje, nada tem a ver com comida. É apenas a propósito da "estória", um termo que me encanita supinamente.
Há uns anos, no blogue "Delito de Opinião", o Pedro Correia fez uma listagem das palavras de que não gostava. Não sei se o "estória" dela constava. Achei então piada ao exercício e cheguei a pensar fazer o mesmo. Mas, depois, meteu-se-me a aposentação pelo meio e, olhem!, deixei de ter tempo para essas coisas...
Na minha lista pessoal de palavras detestáveis o termo "estória" permanece, de há muito, irremovível no topo das mais sinistras invenções neologistas da paróquia.
É um termo que sempre ligo ao CPLPimbalhismo, uma corruptela saloia, a armar ao popularucho, à sem-cerimónia com a língua, usado para qualificar uma historieta que hesita (as mais das vezes com vergonhosa razão) em se promover como se fosse uma coisa séria. Os "estoriadores" estão na minha lista negra!
Se alguém um dia me vir utilizar num texto a palavra "estória", agradeço que avisem as autoridades: será sinal de que já me "passei"...