Morreu o árbitro internacional português de futebol António Garrido.
A arbitragem é um dos terrenos mais pantanosos desse mundo já muito lamacento que é o futebol. Por ela sempre passou o desenho e fabrico de muitos resultados. Não alimento teorias conspirativas, mas é importante não sermos ingénuos no que toca ao modo como as coisas por lá se passam. E ninguém está inocente: as queixas de alguns clubes nada têm a ver com qualquer exigência ética; derivam apenas da circunstância de alguns não conseguirem aquilo que os outros obtêm. Quero com isto dizer que a arbitragem faz parte dos esquemas de poder.
Encontrei António Garrido no estrangeiro, quando acompanhou duas diferentes equipas portuguesas a jogos internacionais, já depois da sua aposentação da arbitragem e quando "assessorava" esses clubes. Apenas posso dizer que o que então testemunhei ensinou-me alguma coisa sobre o modo como o mundo do futebol funciona.

E eu que não entendo patavinas de futebol fiquei a compreender tudo. Não é preciso dizer mais.
ResponderEliminarJosé Barros
Lembro-me muito vagamente de António Garrido em campo. Mas guardo dele uma homem sereno nas suas decisões dentro das quatro linhas.
ResponderEliminarConfesso que não entendo - nunca percebi - os sistemas e os esquemas e as teorias conspirativas. Tenho um ponto de vista que, por norma, é pró-árbitros. Ou seja: muitas vezes, a melhor equipa num jogo de futebol é a da arbitragem. Ou então: ser árbitro, nos dias que correm, cheios de comentadores "especializados" (que passam horas a discutir, com a imagem da televisão lenta e parada, para não chegarem a conclusões definitivas sobre o braço ou o empurrão do jogador), é muito difícil.
Há, no entanto, aspetos verdadeiramente incompreensíveis. Por exemplo, por que razão o chamado quarto árbitro não pode verificar, na televisão, os lances mais polémicos? Demoraria 30 segundos e reduziam-se (acabavam-se) os casos e as acusações. E, já agora, reduzir-se-iam também o número dos especialistas televisivos, que deixavam de ter matéria de análise.
Cumprimentos,
José Ricardo
Acompanhava o FCP, interna e externamente.
ResponderEliminarA terra seja leve, Deus é grande
António Garrido era aquele antigo árbitro que durante a maior parte da sua vida se declarou sportinguista, mas que que, mais tarde, se converteu ao pintismo?
ResponderEliminarE que foi, também, um dos intervenientes nas escutas do "Apito Dourado", que circulara, na Internet?
Que descanse em paz, e que Deus, no caso de existir realmente, lhe perdoe os pecados.
Garrido não só embarcou como foi ao leme.
ResponderEliminarQuanto às decisões pela TV de um dos árbitros é curial não esquecer que há 16 cãmaras...qual delas se escolheria?
Quatro árbitros com os intercomunicadores não chega?
O problema está nos lemes. Silva.