sexta-feira, setembro 19, 2014

Escócia

Tal como já tinha acontecido com o Quebeque, a Escócia acabou por optar por uma solução de "conforto", recusando a aventura de se cindir de um país com expressão à escala global. É um resultado que não surpreende.  A ter sido outro, a História a médio prazo da Europa iria ser diferente e tornar-se-ia bastante mais imprevisível. Este é um mau dia para os independentistas catalães.

12 comentários:

  1. ignatz10:57

    "É um resultado que não surpreende."
    se ganhasse o sim ou se empatassem, coisa em que vexa é especialista, tamém não surpreenderia.

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  2. Anónimo12:43

    Afinal, o peso do Império britânico sempre se fez sentir, a incerteza de não saber se levariam 2 ou 20 anos a voltar a integrar a UE também assustou e, "last but not the least", a saída, sem retorno, da esfera de influência "world wide" do RU não compensou as virtualidades da independência.
    "Wise guys", estes escoseses.

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  3. O ignatz, claro, não leu este blogue há três dias : "Algo me diz que os escoceses vão rejeitar a independência ". Defeitos de quem só vê para um lado. E quando é que cria um blogue onde, com o seu nome, dá a cara pelas suas opiniões?

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  4. O ignatz, claro, não leu este blogue há três dias : "Algo me diz que os escoceses vão rejeitar a independência ". Defeitos de quem só vê para um lado. E quando é que cria um blogue onde, com o seu nome, dá a cara pelas suas opiniões?

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  5. Anónimo13:48

    Deixem-se de coisas! Quem votou foram os HABITANTES da Escócia e não quem lá nasceu. Esta regra incluiu 400.000 não-escoceses, ao mesmo tempo que deixou de fora 1.600.000 naturais da Escócia.

    O "não" venceu por 380.000 votos. É só fazer as contas.

    Quanto aos Catalães, o mau dia para eles foi aquele em que foram obrigados a pertencer a um país que nem o direito à autodeterminação lhes reconhece. O RU, ao menos, com ou sem "truque" relativamente ao direito a voto, mostra ser um país muito mais avançado.

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  6. L'"establishment" britânico e europeu, e mesmo americano, manifesta grande satisfação pelo "NO" dos Escoceses. Todos temiam o efeito de dominós na Europa se o resultado fosse outro.

    Os Escoceses ganharam a partida, mesmo assim, porque obtêm mais largos poderes.

    Mas o que me intriga é o facto que os Ingleses, quero dizer os habitantes da Inglaterra, não se sintam inferiorizados em relação aos Escoceses, Gauleses e Irlandeses, que têm todos o seu Parlamento próprio, ou seja o poder legislativo, enquanto que a Inglaterra é a única nação do Reino Unido que não tem o poder legislativo próprio.

    Ainda mais: Na Câmara dos Comuns, os legisladores escoceses, gauleses e irlandeses podem votar todas as proposições de leis, mesmo aquelas que não concernem os seus "países"!

    Por exemplo: a privatização parcial dos hospitais ingleses foi votada pelos escoceses, gauleses e irlandeses! Mas na Escócia não !

    Outro exemplo: O aumento do preço das universidades inglesas foi aprovado pelos ingleses e os irlandeses, mas não pelos escoceses! Mas na Escócia, a universidade é gratuita!

    Os ingleses são realmente "fair play" ! Como se lhes dissessem : " Sê Inglês a cala-te" !

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  7. ignatz17:53

    não só li, como reti, foi 1 e 2, só lhe faltou o x. opinião=zero, palpite=não, mas tamém não me admirava se fosse sim.

    "Algo me diz que os escoceses vão rejeitar a independência. Mas isto vale o que vale. Há três meses, também não acreditava que, tal como nas histórias de cowboys, os bancos também pudessem ser divididos em "bons" e "maus"."

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  8. Não necessariamente mau para os catalães. Estou em crer que não devemos transpor, linearmente, a experiência do referendo escocês para um putativo referendo catalão. Este ganhou, logo à partida, uma legitimidade: a de ser concretizado, tal como foi em terras de sua majestade, terras igualmente de uma outra união, a europeia. O Sr. Seixas da Costa estará muito habilitado para desenvolver uma análise comparativa relativamente a esta questão.

    Abraço.

    José Ricardo

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  9. Anónimo23:51

    Sean Connery, por exemplo, não foi autorizado a votar, por não habitar na Escócia! Embora seja escocês! Sendo Escocês, mas vivendo, actualmente, em NY, o Grande Actor foi impedido de votar!

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  10. Anónimo06:55

    Sean Connery, escocês e nacionalista, contribuinte ativo - há imensos anos -, do partido independentista.

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  11. Anónimo07:35

    A cambada "inteligente" da "corte" de lisboa entende que todos se têm que reger pela "sua" "democracia". Ou seja continuarem a mamar as tetas da "porca" do orçamento e deitarem migalhas para o resto do País. É a única "democracia" que conhecem. Têm muito mais razão para reenvindicar independência os RESIDENTES em Trás os Montes do que catalães, bascos, escoceses etc.
    Por alguma razão, "corte", para nós , tem outro significado.
    antonio pa

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  12. Permita-me Sr. Embaixador enquanto a minha tarte de legumes foi a gratinar, sorri com o comentário do antonio pa, excetuando o ter mais ou menos razão que pode ser relativo, não consigo ser insensível à menção dos Transmontanos aqui como representantes dos esquecidos...

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